ONU Condena Megaoperação Policial no Rio de Janeiro
A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou sua indignação nesta terça-feira (28) em relação à megaoperação policial realizada nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. A ação, que visava combater a facção criminosa Comando Vermelho, resultou na morte de pelo menos 64 pessoas, incluindo quatro policiais, tornando-se a operação mais letal na história do estado.
Posicionamento da ONU
“Estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que supostamente já resultou na morte de mais de 60 pessoas, incluindo 4 policiais. Esta operação mortal reforça a tendência de consequências letais extremas das operações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil”, declarou o Escritório de Direitos Humanos da ONU no X.
Além disso, a organização internacional pediu que as autoridades brasileiras conduzam “investigações rápidas e eficazes”, ressaltando as obrigações do país sob as normas do direito internacional dos direitos humanos.
Detalhes da Megaoperação
A operação, que mobilizou 2.500 agentes de segurança, teve como objetivo o cumprimento de 51 mandados de prisão contra líderes do Comando Vermelho. As forças policiais relataram resistência armada por parte dos criminosos, que usaram barricadas, drones, bombas e armas de fogo. A operação resultou na apreensão de 75 fuzis e na detenção de 81 suspeitos.
Entre as vítimas fatais estão os policiais civis Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, além de dois policiais militares do Bope, Cleiton Serafim Gonçalves e Herbert.
Colaboração do Ministério Público
A operação contou com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que denunciou 67 indivíduos por associação para o tráfico de drogas e três pessoas por tortura. O MPRJ destacou que o Complexo da Penha se tornou uma importante base para a expansão territorial do Comando Vermelho, que também atua em comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul e César Maia.
A sociedade civil e especialistas em direitos humanos seguem monitorando a situação, a fim de garantir que as promessas de investigação e responsabilização sejam cumpridas pelos órgãos competentes.
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