OMS diz que Ômicron é “bastante infecciosa”, mas não deve haver pânico

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, disse que a nova variante Ômicron do coronavírus é muito transmissível, mas que as pessoas não devem entrar em pânico com isso.

Em entrevista na conferência Reuters Next, nesta sexta-feira (3), Soumya disse que a resposta certa é estar preparado e ser cauteloso e não entrar em pânico diante da nova variante.

“Até que ponto devemos ficar preocupados? Precisamos estar preparados e cautelosos, não entrar em pânico, porque estamos em uma situação diferente de um ano atrás”, disse Swaminathan.

O surgimento da nova variante não foi bem-vindo, disse ela, acescentando que o mundo está muito mais bem preparado devido ao desenvolvimento de vacinas desde o início da pandemia.

Muita coisa permanece desconhecida sobre a Ômicron, detectada pela primeira vez no sul da África no mês passado e com registros em pelo menos duas dúzias de países. Partes da Europa já lutavam contra uma onda de infecções da variante Delta. 

“Precisamos esperar, espero que a cepa seja mais amena, mas é muito cedo para tirar conclusões sobre a variante como um todo”, disse a cientista.

A OMS pediu aos países que aumentem a capacidade de seus sistemas de saúde e vacinem suas populações para combater o aumento de casos de covid-19 causados ​​pela Ômicron, afirmando que as restrições às viagens podem ganhar tempo, mas não são a resposta por si só.

“A Delta é responsável por 99% das infecções ao redor do mundo. Essa variante teria que ser mais transmissível para competir e se tornar dominante em todo o mundo. É possível, mas não há como prever”, acrescentou.

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Cuidadores de idosos: confira dicas para ajudar na escolha do profissional

A expectativa de vida dos brasileiros, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou nos últimos anos. Com esse aumento, a procura por serviços que garantem melhor qualidade de vida e assistência necessária para os idosos também cresceu, fazendo com que os profissionais especializados na área sejam cada vez mais requisitados. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, nos últimos 10 anos o número de profissionais que atuam na área teve aumento de 500% no país.

Alguns cuidados devem ser tomados na escolha desses cuidadores. Janaína Rosa, coordenadora técnica da Home Angels, maior rede de cuidadores de pessoas supervisionadas da América Latina, listou algumas dicas que podem ajudar no processo de seleção do profissional que mais se enquadra nas necessidades de cada idoso.

Comprovação do curso de cuidador

Um dos primeiros passos é se certificar da qualificação profissional do candidato. Algumas habilidades são essenciais e, embora ele não precise ter formação técnica ou superior em enfermagem, é recomendado que tenha frequentado um curso profissionalizante na área de cuidados com idosos. “Esse tipo de especialização ensina práticas para gestão de medicamentos, técnicas de cuidado com higiene, mudanças de comportamentos e cuidados com alimentação”, explica Janaína.

Experiência na área

Por ser um trabalho de contato constante com o idoso, a experiência prévia na área é fundamental e faz toda diferença na contratação. “Um profissional capacitado e com experiência garante ao idoso uma melhor qualidade de vida, pois saberá como se comportar em variadas situações  que fazem parte da rotina de cuidados com o idoso, bem como gerenciá-las de forma segura”, aponta Rosa.

Boa comunicação e habilidades criativas

Certificar que o cuidador apresenta habilidades comunicativas também é importante. Isso porque o profissional será o contato direto com o idoso na maior parte do tempo e será o responsável por estimulá-lo a ter mais autonomia e enfrentar as dificuldades que podem ter no dia-a-dia. Boa comunicação e criatividade são, portanto, fundamentais para desenvolver atividades que ajudem o idoso a passar com leveza por essa etapa da vida.

Contratação de empresa especializada

Uma das opções mais procuradas por famílias é a contratação de empresas especializadas. “Além de seguro e contar com profissionais altamente capacitados, a empresa elimina uma série de demandas burocráticas, já que se responsabiliza pela contratação do profissional. Assegura também supervisões constantes para manutenção da qualidade do serviço prestado, gerenciamento de escalas, reposição em casos de faltas e seleção de perfil capacitado para a necessidade do familiar”, conclui Janaína.

Sobre a Home Angels A Home Angels surgiu em 2009 da união de ideias dos empresários Artur Hipólito e Marco Imperador. Os sócios perceberam que, com o aumento gradual da expectativa de vida da população brasileira, havia um mercado em potencial ainda inexplorado: uma rede de franquias de cuidadores de idosos. A rede é pioneira no segmento e se consolidou no mercado rapidamente, tornando-se referência como a maior rede de cuidadores de idosos da América Latina. As unidades Home Angels prestam serviço de excelência em assistência física e emocional, tendo sempre um atendimento supervisionado e personalizado aos assistidos e suas famílias. Mais informações aqui <https://www.homeangels.com.br/> .

Tudo o que você precisa saber sobre trombose e como preveni-la e cuidá-la

Para chegar ao coração, o sangue venoso circula contrário à força de gravidade. As válvulas venosas e os músculos das pernas impulsionam esse sangue. Para uma circulação adequada, o sangue deve ser líquido, não pode ficar estagnado, seus componentes devem estar em equilíbrio e a parede das veias precisa estar íntegra. Uma forma simples de pensarmos sobre o que leva uma pessoa a ter TVP é lembrar das situações que alterem esse sistema com ativação da coagulação sanguínea.

Para isso, costumo recorrer à comparação com um copo, com ou sem água. Todos nós, ao nascermos, seríamos considerados um copo, cada um diferente do outro, e a TVP seria a situação em que esse copo fica repleto de água, que transborda. Quem tem uma herança genética para TVP já nasce com água dentro do copo, que pode ser pouca (baixo risco) ou muita (alto risco). Muitos imaginam que um único fator já explicaria a ocorrência da TVP, mas ela é uma condição multifatorial. A somatória de vários fatores pode fazer a água transbordar. Fatores genéticos são menos frequentes e geralmente aumentam pouco o risco de trombose.

Durante a trajetória de vida desse “indivíduo-copo”, a exposição aos fatores de risco adquiridos é o mais relevante para TVP. Cirurgia, hospitalização, uso de contraceptivos hormonais (principalmente com estrogênio), gestação e pós-parto, terapia de reposição hormonal, hormônios em altas doses para fertilização in vitro, imobilização, viagem aérea com duração superior a 6 horas, trauma, câncer e alguns de seus tipos de tratamento, idade superior a 50 anos, algumas doenças renais, reumatológicas, hepáticas, hematológicas, varizes, tabagismo, obesidade, presença de anticorpos antifosfolipídios, entre outros, são fatores de risco para TVP.

A prevenção à TVP inclui o conhecimento dos fatores que podem levar à doença e, se possível, preveni-los por meio de um estilo de vida mais saudável, como controle de peso, prática de exercícios e, também, uma conversa com seu médico para orientações quanto ao uso de meias elásticas e anticoagulantes profiláticos em situações de risco. Afinal, apesar de ser quase impossível evitar que alguma água vá sendo colocada no copo, ter conhecimento de que essa água está entrando e cuidar para que não derrame, faz toda a diferença.     

Conhecer os sintomas da TVP também é importante para que se possa procurar um serviço para o diagnóstico e tratamento corretos. Dependendo principalmente da localização e do tamanho do trombo, os sintomas são dor, inchaço quase sempre em uma das pernas, alteração da cor da pele para arroxeado e rigidez da musculatura da “barriga” da perna, a panturrilha.

O tratamento da TVP é feito com anticoagulantes e deve ser instituído o mais rápido possível, evitando a embolia pulmonar e a morte. A orientação médica quanto ao tipo e dose de medicamento, tempo de tratamento e a adesão do paciente são determinantes para o sucesso. Em 13 de outubro, lembramos o Dia Mundial da Trombose, que tem como objetivo aumentar a consciência sobre esta doença entre profissionais da saúde, pacientes e entidades do governo e do terceiro setor. No entanto, devemos estar em alerta para essa afecção todos os dias. Apesar de ser uma doença grave e com risco de vida, a mobilização da sociedade, o conhecimento dos fatores de risco, a orientação médica e a sua participação podem mudar esse cenário.

(*) Joyce M Annichino-Bizzacchi é médica hematologista, professora e coordenadora da área clínica e laboratorial de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Faculdade de Medicina da Universidade de Campinas (Unicamp), responsável pelo Centro de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Unicamp, apoiado pela FAPESP e em parceria com a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH), vice-presidente da SBTH e uma das especialistas porta-vozes do Dia Mundial de Trombose, no Brasil