Número de casos de Covid é o menor desde novembro no Paraná, diz Sesa

O Paraná registrou o menor número de novos casos de coronavírus desde novembro na semana, entre 18 e 24 de abril. Neste período, foram registradas 14.508 novas pessoas contaminadas, segundo o Boletim Epidemiológico publicado neste domingo (25) pela Secretaria da Saúde. A última vez que o patamar de casos esteve abaixo da casa dos 15 mil foi na semana de 1º a 7 de novembro de 2020, quando foram registrados 11.151 casos. Os números levam em consideração a data das confirmações, e não a sua divulgação.

O Estado teve um pico no número de contaminados pelo vírus na 9ª semana epidemiológica de 2021 (que, segundo o calendário estabelecido pelo Ministério da Saúde, vai de 28 de fevereiro a 6 de março), com 38.586 novos casos. Na sequência, os registros diminuíram por cinco semanas consecutivas, mas ainda apresentam números bastante expressivos. A semana 10 (7 a 13 de março) teve 37.321 casos; a semana 11 (14 a 20 de março), 36.114 casos; a semana 12 (21 a 27 de março), 32.565 casos; a semana 13 (28 de março a 3 de abril), 21.511 casos; e a semana 14 (4 a 10 de abril), 18.957 casos.

Na 15ª semana, entre 11 e 17 de abril, houve uma alta de 1,77%, aumentando o número de contaminados para 19.293. Finalmente, na 16ª semana epidemiológica, entre 18 e 24 de abril, os registros voltam a apresentar retração, chegando aos 14.508 casos. O número representa uma queda de 24,8% com relação à semana anterior.

A redução é confirmada também pelo índice que apresenta a média móvel de casos por data de diagnóstico. No dia 24 de abril, a média móvel registrada foi de 2.072 novos diagnósticos. O número é 23,5% menor que a média dos 14 dias anteriores. A retração é interpretada como um reflexo das medidas de restrição aplicadas pelo Estado e pelos municípios.

TAXA DE TRANSMISSÃO 

Apesar do cenário mais positivo, a recomendação é de manter a precaução e continuar seguindo protocolos de segurança e distanciamento. Atualmente, a taxa de transmissão (Rt) do vírus no Estado, segundo o Laboratório de Estatística e GeoInformação da Universidade Federal do Paraná (LEG/UFPR), está em 0,95. O dado quer dizer que 100 pessoas contaminadas infectam outras 95 – o que gera uma redução do número de contaminados, mas em uma velocidade lenta e que favorece a continuidade da transmissão do vírus.

Já o sistema Loft.Science, também dedicado a calcular a Rt no País, aponta uma taxa de 0,92 para o Paraná – a 5ª menor no Brasil, atrás de Minas Gerais (0,84); Amazonas (0,89); São Paulo (0,89) e Santa Catarina (0,9).

REGIONAIS 

A queda no número de casos foi observada em todas as macrorregionais do Paraná. A maior redução foi observada na Regional Leste, com 27,61% de decréscimo em relação à semana anterior, chegando a 6.531 casos. No entanto, esta também foi a única regional a apresentar uma alta entre as semanas 14 (8.058) e 15 (9.022).

Já as regionais Oeste e Noroeste apresentam queda pela sétima semana consecutiva. No Oeste, o decréscimo é de 26,15% desde a última semana, com 2.468 casos registrados. No Noroeste, a redução foi de 21,22%, com 2.324 novos casos. A regional Norte, por sua vez, está na quinta semana consecutiva de retração. Com 3.185 novos casos, ela apresenta uma redução de 19,95% entre as semanas 15 e 16.

ÓBITOS 

Assim como o total de diagnósticos, o número de óbitos também vem apresentando retração no Paraná. A 16ª semana epidemiológica teve redução de 47,86% com relação à semana anterior. Foram 426 mortes por coronavírus registradas no Estado nestes sete dias.

Essa é a quinta semana consecutiva de redução no número de óbitos. O maior número registrado se deu na semana 11, com 1.553 mortes. Na semana 12, foram 1.521; na 13, 1.195; na 14, 984; e na semana 15, 817 mortes.

Com isso, a média móvel de óbitos também apresentou decréscimo: em 24 de abril, o índice registrava média móvel de sete dias de 60 óbitos. A redução é de 56,7% com relação a 14 dias antes. Até esta segunda-feira (26), apenas três municípios não haviam apresentado óbitos no Estado: Boa Esperança do Iguaçu, Nova Aliança do Ivaí e Santo Antônio do Paraíso.

PANORAMA 

Desde março de 2020, o Paraná já registrou um total de 923.441 casos de coronavírus e 21.421 mortes decorrentes da Covid-19. O percentual de ocupação nas UTIs permanece acima de 90%.

VACINAÇÃO 

Uma variável que está por trás desse cenário também é o avanço da vacinação. Até a manhã desta segunda-feira, 1.616.131 paranaenses foram imunizados dentro de nove grupos prioritários, que incluem idosos, indígenas, profissionais da saúde e trabalhadores das forças de segurança e salvamento. A imunização completa reduz os riscos de manifestação das formas graves da doença.

“Precisamos da colaboração dos municípios para acelerar ainda mais a aplicação das vacinas. Quanto mais os paranaenses forem vacinados, menos ficarão doentes e mais rápido venceremos esta pandemia”, explica o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

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Mais de 5,5 milhões de paranaenses já foram vacinados contra a Covid-19

Com 5,5 milhões de pessoas que receberam pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19, o Paraná chega a 64,86% da população adulta que já iniciou a imunização. O novo marco foi alcançado nesta sexta-feira (23), quando o Estado chegou a 5.656.768 primeiras doses e doses únicas (DU) aplicadas.

No total, 7.350.271 doses já foram administradas no Paraná. São 5.369.295 primeiras doses (73% do total), 1.693.503 segundas doses (23%) e 287.473 doses únicas (3,9%). 22,72% da população está completamente imunizada, considerando a soma das segundas doses com doses únicas. Os dados são do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), vinculado ao Ministério da Saúde.

“O Paraná é o quinto estado que mais imunizou no País. A agilidade logística do Estado em distribuir os imunizantes para os municípios e ações de incentivo como a campanha De Domingo a Domingo, além do esforço ininterrupto das prefeituras, são alguns dos motivos para o sucesso da vacinação com as doses já disponibilizadas”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

Atualmente, três em cada quatro cidades paranaenses estão vacinando a população geral na faixa dos 30 anos, reforçando a isonomia entre municípios promovida pela Secretaria estadual desde o início do plano de imunização. As exceções ficam por conta de regiões que receberam mais doses por se tratarem de grupos prioritários – como populações quilombola e indígena e, mais recentemente, cidades que fazem fronteira com outros países.

“Com exceção de casos excepcionais, de cidades em que boa parte da população foi atendida dentro das prioridades elencadas pelo Ministério da Saúde, há uma uniformização na aplicação dos imunizantes, com a maioria dos municípios vacinando a mesma faixa etária. É o que sempre buscamos desde o início: equilíbrio e agilidade para os paranaenses”, completou o secretário.

GRUPOS VACINADOS 

Considerando as pessoas que receberam uma dose (D1 ou DU), o Paraná é terceiro entre os estados que mais vacinaram a população em geral: o Estado administrou 2.151.319 doses na população de 18 a 59 anos, atrás apenas de São Paulo (10.258.294) e Rio de Janeiro (2.376.375).

O grupo é o que mais recebeu doses no total. Na sequência, os grupos prioritários mais vacinados são as pessoas com comorbidades (561.824), as pessoas de 60 a 64 anos (518.300), os trabalhadores da saúde (448.849) e as pessoas de 65 a 69 anos (428.831).

MUNICÍPIOS 

Entre os municípios que mais vacinaram com D1 e DU, em números absolutos, Curitiba lidera com 977.471 aplicações. Na sequência, estão Londrina (273.828), Maringá (265.133), Cascavel (169.810), Ponta Grossa (149.384), Foz do Iguaçu (141.286), São José dos Pinhais (130.192), Colombo (102.030), Paranaguá (91.629) e Guarapuava (78.204).

Já considerando a proporção da população vacinada entre os municípios, Pontal do Paraná lidera a aplicação da primeira dose, com 73,59% da população contemplada. A cidade é seguida por Maringá (72,13%), Guaraqueçaba (69,03%), Santa Cecília do Pavão (68,73%) e Barra do Jacaré (66,74%). Considerando as doses únicas, se destacam Porto Vitória (9,08%), Itaperuçu (8,82%), Sertanópolis (8,17%), Siqueira Campos (7,98%) e Manoel Ribas (7,07%).

Já com relação à segunda dose, lideram a vacinação Miraselva (26,15%), Pontal do Paraná (25,8%), Barra do Jacaré (25,27%), Terra Roxa (24,62%) e Nova Laranjeiras (24,38%). Os dados são do Ranking de Vacinação criado pela Secretaria de Estado da Saúde.

Fiocruz: cai média de idade de mortes e de casos de covid-19

A idade média dos casos e das mortes de covid-19 apresentou uma queda quando se compara a semana epidemiológica (SE) 1 (3 a 9 de janeiro) e a 27 (3 a 10 de julho) de 2021, segundo o Boletim Observatório Covid-19, publicado hoje (22) pela  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nos dados mais recentes, a média de idade das internações está em 53 anos, contra 62,5 na SE 1; as médias de óbitos foram 73 e 65 nas semanas epidemiológicas 1 e 27, respectivamente.

Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SivepGripe)  e, segundo os especialistas, apontam para uma nova fase da epidemia no país. “Convém ressaltar que houve uma inflexão na tendência de declínio. Para os casos, a média de idade das internações já chegou a 52,1 anos. Para os óbitos, a inflexão é mais evidente: a média da idade atingiu 59,4 anos”, disseram os especialistas.

Em comparação com a semana epidemiológica 23 (6 a 12 de junho), houve um aumento de internações entre idosos, que esteve em 27,2% na semana epidemiológica  23 e na 27 subiu para 31,8%. Os dados indicam que na semana epidemiológica 23 foi registrada a menor porcentagem de idosos no número de óbitos (44,8%). Na SE 27, esse percentual subiu para 58,2%. Os dados mostram também redução de internações em leitos de terapia intensiva na faixa etária de 50 a 59 anos e uma interrupção no aumento na faixa de 40 a 49 anos na comparação entre as duas semanas epidemiológicas.

Duas últimas SE

Nas últimas duas semanas epidemiológicas, a trajetória descendente no número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) desacelerou. Segundo os cientistas do Observatório Covid 19, nas últimas duas semanas epidemiológicas, o aumento recente ou o registro de estabilidade em alguns estados sugere um quadro a ser monitorado. Nesse período foi registrada uma queda tanto no número de casos novos (-2,1%), quanto no de óbitos (-2,6%), tendência sustentada desde a análise das semanas anteriores. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%.

Os pesquisadores destacaram a importância do avanço da campanha de imunização para a  melhora nos números da pandemia. “O avanço da vacinação no Brasil tem ocorrido de forma mais lenta do que a desejável. Ainda assim, a melhoria do quadro pandêmico no país é uma consequência direta do aumento no número de imunizados”, disseram os especialistas.

Estados

Não houve aumento das taxas de incidência ou mortalidade em nenhum estado. Houve uma redução expressiva no número de casos de covid-19 no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em Alagoas e uma redução no número de óbitos expressiva no Piauí, no Acre, no Pará e em Sergipe. 

As maiores taxas de incidência de covid-19 no período das últimas duas semanas foram observadas nos estados de Roraima, de Mato Grosso e de Santa Catarina. Paraná, Mato Grosso e São Paulo apresentam as maiores taxas de mortalidade. As maiores taxas de letalidade foram registradas no Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (3,4%), Amazonas (3,4%) e Pernambuco (3,1%).

Para os especialistas, as altas taxas de letalidade “revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados, como a insuficiência de testes diagnósticos, da triagem de infectados e seus contatos, identificação de grupos vulneráveis, bem como a incapacidade de se identificar e tratar adequadamente os casos graves de covid-19”.