Nova linha metropolitana garante ao usuário economia de R$ 8,10 por dia

A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec, em parceria com a prefeitura de São José dos Pinhais, lança nesta segunda-feira (27) uma nova linha metropolitana que fará a ligação direta do Terminal Central de São José dos Pinhais com o Terminal do Guadalupe, em Curitiba.

Além de percorrer um trajeto novo, seguindo pela Avenida das Torres, e permitir uma ligação com Curitiba que não existia, a nova linha traz uma grande novidade com relação ao valor. Isso porque o usuário oriundo do sistema municipal pagará apenas R$0,45 para realizar a integração. No retorno, ao desembarcar no Terminal de São José, poderá realizar a integração com as linhas municipais sem cobrança adicional de tarifa.

Hoje a integração com Curitiba é realizada pelo ligeirinho E07-São José / Boqueirão mas, para isso, além da tarifa municipal de R$4,05, o usuário paga uma tarifa de R$4,50 para o sistema metropolitano, ou seja, um custo total de R$ 8,55.

Considerando ida e a volta do usuário, ele gasta R$17,10 por dia. A nova linha, reduzirá este custo garantindo uma economia para o usuário de R$ 4,05 por viagem ou R$8,10 por dia considerando os dois trajetos.

Confira AQUIa tabela com as diferenças.

IMPACTO – O presidente da Comec, Gilson Santos, explica que a linha traz novas possibilidades, ampliando o atendimento prestado pelo sistema e gerando uma economia significativa para o usuário. “No final das contas serão R$ 8,10 economizados por dia. Aproximadamente R$200,00 por mês para os usuários que desejam seguir até o centro da capital. Um impacto enorme e muito positivo na vida das pessoas”, diz Santos.

VALIDAÇÃO DO CARTÃO – Um ponto importante e que exigirá atenção do usuário é a validação do cartão nas catracas instaladas na área de integração do Terminal Central, para que não haja cobrança de nova tarifa. Como ela funcionará:

Ao embarcar em um ônibus municipal, em São José dos Pinhais, o usuário utilizará o cartão VEM e pagará pela tarifa local de R$4,05. No Terminal Central, ao entrar na área de integração, precisará validar o cartão VEM nas catracas novamente, onde haverá a cobrança de R$0,45. De lá, seguirá viagem para Curitiba normalmente.

No retorno, ao embarcar na linha E06-T.Central/Guadalupe sentido São José dos Pinhais, o usuário utilizará o cartão MetroCard, ou em dinheiro, e pagará pela tarifa metropolitana de R$ 4,50. Ao chegar no Terminal Central, ele desembarcará dentro da área de integração e deverá validar o cartão VEM na saída. Com a validação efetivada, ao embarcar em qualquer uma das linhas municipais e validar o cartão VEM no ônibus, não haverá cobrança de tarifa.

Caso o usuário saia da área de integração sem validar o cartão VEM, será cobrado pela tarifa cheia ao embarcar no ônibus municipal. Por isso a atenção do usuário é muito importante.

LINHA E07-SÃO JOSÉ / BOQUEIRÃO – A linha E07-São José / Boqueirão, que já opera hoje do Terminal Central até o Terminal do Boqueirão, continuará existindo normalmente com a cobrança que já existe hoje. Segundo o presidente da Comec ela é necessária pois possibilita a integração com Curitiba, que precisa ser custeada pelo sistema.

População pode conhecer o ônibus elétrico em viagens gratuitas

Ônibus elétrico da empresa Higer. Curitiba, 15/09/2022. Foto: Pedro Ribas/SMCS

O ônibus elétrico da chinesa Higer, que está em demonstração em Curitiba, poderá ser conferido pela população em viagens gratuitas neste sábado (17/9) e domingo (18/9). O ônibus fará o trajeto de seis quilômetros entre o Terminal Campina do Siqueira e o Parque Barigui, com viagens de hora em hora no período das 9h às 20h. 

Além do Terminal Campina do Siqueira, haverá pontos de parada para embarque e desembarque no Salão do Automóvel, Pavilhão de Eventos e no Salão de Atos, no Parque Barigui. Fiscais da Urbanização de Curitba (Urbs), que gerencia o transporte coletivo na cidade, vão acompanhar a operação.

A experiência de andar em um ônibus elétrico é muito diferente da verificada em um ônibus movido a diesel. Sem ruídos, sem emissão de CO2, o veículo representa o futuro da mobilidade nas grandes cidades e é um dos principais projetos do município para os próximos anos.

“Será a oportunidade para que a população conheça como é andar em um ônibus elétrico, tecnologia que daqui a dois anos deve ser realidade na cidade, com mais conforto, sem emissões e ainda sem ruídos”, diz o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Com 12,2 metros de comprimento, o veículo Higer Azure A12 BR, do tipo padron, tem, segundo a fabricante, capacidade para transportar 78 pessoas, e autonomia de 270 quilômetros, graças a um conjunto de 12 baterias.

O veículo é carregado no período noturno, em uma estação montada na garagem da viação Redentor, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O tempo máximo de recarga é de quatro horas.

A demonstração da Higer faz parte de uma série de ações que celebram a mobilidade sustentável na capital no mês de setembro. As atividades ocorrem de 16 a 29 e celebram também a Semana da Mobilidade, que inclui o Dia Mundial sem Carro, em 22 de setembro.

Elétrico nas linhas

Na próxima segunda-feira (19/9), o ônibus elétrico começa um período de testes de cinco dias, com bilhetagem, em linhas da capital.

A primeira linha que testará a tecnologia será a 801 Campina do Siqueira/Batel. Na terça (20/9) será a vez da 380 Detran/Vicente Machado; seguida pela 617 Jardim Ludovica, na quarta (21/9); 654 Campo Alegre, na quinta (22/9); e 826 Campo Comprido/CIC, na sexta (23/9).

O ônibus circulará nas linhas no período das 6h às 20h, em uma tabela especial, entre os horários dos demais veículos. 

Zero emissões

Mobilidade Sustentável

A implantação de ônibus elétricos é base do Programa de Mobilidade Sustentável de Curitiba, que tem como âncora os projetos de evolução do transporte curitibano, do Inter 2, Interbairros II e Leste-Oeste, com financiamentos externos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do New Development Bank (NDB), respectivamente.

A Prefeitura vem trabalhando ativamente, por meio do Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e a Urbanização de Curitiba (Urbs), que gerencia o transporte coletivo na cidade, no plano de substituição de combustíveis fósseis nos ônibus da capital.   

No fim de setembro devem começar os testes técnicos já no âmbito do Edital de Chamamento Público 001/2022 para Acordo de Cooperação Técnica Visando a Demonstração Operacional de Ônibus Elétricos no Município de Curitiba.

As demonstrações realizadas terão como finalidade fornecer subsídios técnicos e operacionais para futuras contratações e licitações do município. Cada teste deve durar 60 dias.

Atualmente, apenas 4% da frota de ônibus da cidade funciona com energia limpa ou de baixa emissão. No médio prazo, até 2030, 33% da frota deverá operar com emissão zero; alcançando 100% até 2050, como parte do Plano de Ação Climática (PlanClima), a alinhado às ações globais de sustentabilidade.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

Ônibus elétricos na Rede Integrada são requisitos dos projetos estruturantes de mobilidade

BRT Leste-Oeste contará com ônibus elétricos na ligação metropolitana entre Pinhais e a estação CIC-Norte.

A entrada em operação dos ônibus elétricos em larga escala em Curitiba está ancorada em projetos estruturantes vinculados ao planejamento da cidade. No campo da mobilidade se destacam dois projetos (Novo Inter 2 e Corredor Leste-Oeste), desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), que garantiram à cidade a captação de recursos externos.

“Os projetos de Curitiba foram a chave para a atração de recursos, junto aos organismos financiadores, para o aperfeiçoamento do transporte da cidade”, observa a coordenadora do setor de Mobilidade do Ippuc, Olga Prestes.

Como parte do Programa de Mobilidade Urbana Sustentável de Curitiba, os projetos para a evolução do sistema de transporte público abrangem, respectivamente, duas linhas perimetrais (Ligeirinho Inter 2 e Interbairros II), entre as que mais transportam pessoas na Rede Integrada e o BRT Leste-Oeste (Pinhais-CIC Norte) com inserção metropolitana.

Somados, os investimentos e contrapartidas municipais nesses projetos alcançam US$ 227,2 milhões. Deste total, para o Novo Inter 2 são US$ 106, 7 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com US$ 26,7 milhões do município e, para o Corredor Leste-Oeste, outros US$ 75 milhões do New Development Bank (NDB) e US$ 18,75 milhões em contrapartidas da Prefeitura.

Meio ambiente e inovação

Ambos os financiamentos têm vínculo com a necessidade de respostas às questões climáticas, uma prioridade mundial dos organismos multilaterais de fomento ao desenvolvimento.

No contrato do BID para o Inter 2, a eletromobilidade no transporte está contemplada no campo de Inovação, Tecnologias e estratégias de emissão de baixo carbono para fortalecer receitas tarifárias e não tarifárias e induzir o aumento do número de passageiros.

No financiamento do NDB para o Corredor Leste-Oeste, faz parte do elenco de prioridades a implantação de um sistema de transporte inteligente, com tecnologias inovadoras, também com vistas à atratividade de passageiros.

Múltiplas tecnologias

Neste mês de setembro, Curitiba está encaminhando testes de ônibus elétricos de diferentes portes e tecnologias para atender às demandas da RIT. São aspectos que levam em conta o modelo da Rede Integrada com tarifa única, que conta com os ônibus de linhas alimentadoras que levam passageiros para as linhas troncais que partem dos terminais localizados nos setores estruturais.

“O teste de tecnologias e modelos distintos é necessário para que possamos buscar a adequação às diversas configurações que temos no sistema de transporte de Curitiba. As linhas troncais são alimentadas pelas linhas que se integram nos terminais vindo dos bairros. São ônibus de diferentes portes e capacidade. Enquanto nas canaletas operam veículos maiores, a alimentação é feita por ônibus menores”, reforça Olga.

Considerando as particularidades da RIT, Curitiba deverá testar diferentes veículos, bem como tecnologias de carregamento que envolvem sistemas de plug-in, ultracapacitores, catenárias, recarga por frenagem. Entre os ônibus haverá a diferenciação de portes e modelos, que podem variar desde os veículos Padron de 18 metros, da fabricante Higer e o ônibus de 15 metros da Eletra, que serão apresentados neste mês de setembro, como também os veículos articulados da BYD, de 22 metros, que farão testes de desempenho também neste mês e os articulados de 21,5 metros, da Eletra, que devem fazer testes de operação na linha Interbairros II, no mês de novembro.

“A estratégia já prevista no planejamento é a de ampliar a frota de ônibus elétricos em todas as linhas. A baixa emissão de CO2 possibilitada pela eletrificação das linhas alimentadoras e troncais, que operam nos corredores estruturais, por exemplo, têm benefício direto na qualidade do ar e de vida nessas regiões, onde é permitido o maior adensamento de moradias, comércio e serviços”, explica Olga Prestes.

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