Nota Paraná faz novo milionário em São José dos Pinhais

O ganhador do grande prêmio de R$ 1 milhão sorteado pelo programa Nota Paraná nesta terça-feira (11) é da cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O segundo prêmio, de R$ 200 mil, foi para um contribuinte da cidade de Rebouças, Região Sul do Estado.   

Além desses, foram sorteados 40 prêmios de R$ 10 mil, e 40 mil prêmios de R$ 10. Ainda esta semana os vencedores serão notificados pela coordenação do programa e terão os valores depositados nas contas-correntes cadastradas.

No caso das instituições, foram 10 prêmios de R$ 20 mil e 20 mil prêmios de R$ 100 (confira tabela abaixo).  

CRÉDITOS – Também nesta terça-feira o Nota Paraná libera os créditos gerados pelas compras feitas no mês de fevereiro. No total serão pagos mais de R$ 17,3 milhões em créditos: R$ 15,6 milhões para consumidores com CPF identificado e R$ 1,7 milhão para organizações sociais cadastradas. 

PARANÁ PAY SORTEOU 24 MIL PRÊMIOS – O Programa Paraná Pay também teve seu sorteio realizado. Devido ao aumento dos índices relacionados à Covid-19, e a consequente lotação no sistema público de saúde, os sorteios de março e abril foram adiados.

Neste primeiro sorteio do programa foram distribuídos os prêmios acumulados de três meses, com 24 mil prêmios totalizando R$ 2,4 milhões. 

Mensalmente o programa irá sortear 8 mil prêmios de R$ 100, totalizando R$ 800 mil.  

Estão aptos a participar todos os contribuintes já cadastrados no Nota Paraná – basta acessar seu cadastro no http://www.fazenda.pr.gov.br/

 ou aplicativo do Nota Paraná e aceitar os termos para concorrer. 

Para usar os créditos, os contribuintes também devem abrir uma conta na Carteira Digital Senff pelo site da Senff, para que seja possível realizar o pagamento online via QR Code.

Os prêmios do Paraná Pay poderão ser utilizados exclusivamente em atividades turísticas no Estado do Paraná ligadas à hospedagem, alimentação, agenciamento, transporte, recepção turística, eventos, recreação e entretenimento, entre outras. 

O prazo de utilização dos créditos é de 12 meses contados da data em que forem liberados pela Secretaria da Fazenda. 

Confira as entidades sorteadas com R$ 20 mil: 

  • Lar Anália Franco de Londrina – Londrina  
  • Associação Cascavelense de Amigos de Surdos de Cascavel – Cascavel  
  • Associação Duovizinhense de Futsal de Dois Vizinhos –  Dois Vizinhos  
  • Lar Santo Antônio de Cambé – Cambé  
  • Associação do Amigo Animal – Curitiba  
  • Casa do Caminho – Albergue Infantil – Londrina  
  • Rede Feminina de Combate ao Câncer – Maringá 
  • Abrigo Bom Pastor – Cornélio Procópio  
  • Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – Diamante do Norte  
  • Hospital Nossa Senhora das Graças – Curitiba.
  • SERVIÇO : Para tirar dúvidas ou receber mais informações sobre o cadastro na Carteira Digital Senff, envie um e-mail para paranapay@senff.com.br ou acesse o site da Senff para falar no chat. 

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Famílias de baixa renda terão redução automática na conta de luz

Famílias de baixa renda inscritas em programas sociais do governo passarão a ser incluídas, automaticamente, como beneficiárias da Tarifa Social de Energia Elétrica. Com isso, mais de 11,5 milhões de famílias podem passar a receber o benefício, com descontos de até 65% na fatura mensal da conta de luz, somando-se aos 12,3 milhões de famílias de baixa renda que já usufruem da redução.

O protocolo que permite o cadastramento automático dessas famílias foi assinado nesta terça-feira (30), na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e de diversos ministros. Antes, era necessário que cada família beneficiária de programa governamental requeresse individualmente o benefício, o que retardava e dificultava o processo, pois a maior parte era humilde, muitas moradoras de regiões distantes.

Para o presidente Bolsonaro, o benefício imediato é a desburocratização do processo, beneficiando o maior número de pessoas com iniciativas de repasse de renda.

“Basicamente, se resume na redução de burocracia, o que estamos fazendo desde quando assumimos em 2019. Essa medida veio a calhar. Estamos vivendo um período – peço a Deus – que seja pós-pandemia. Onde as consequências das medidas adotadas no passado, para combater o vírus, nos levaram a essa situação, de aumento de inflação. Essas medidas são aos mais humildes que atingem, ao informal, porque o Brasil, conosco, criou mais empregos de carteira assinada, mesmo durante o ano mais grave da pandemia. Então os mais vulneráveis e humildes são atingidos por esta medida, reduzindo a conta de luz”, disse o presidente.

Bolsonaro destacou também o aumento no número de empregos que estão sendo criados, apesar do país recém começar a sair da crise econômica mundial resultante da pandemia.

“Lembro que nos anos de 2015 e 2016, sem pandemia, o Brasil perdeu 2,5 milhões de empregos. E o nosso governo, mesmo com a pandemia, já criou 2,5 milhões de empregos. Isto é trabalho de todos, não apenas meu, dos ministros, dos secretários, mas de todos os servidores públicos que colaboram conosco nesta empreitada. Temos tudo para sermos uma grande Nação e a seremos, se Deus quiser”, finalizou Bolsonaro.

Os critérios para receber a tarifa social continuam os mesmos: têm direito a ela as famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal menor ou igual a meio salário-mínimo por pessoa, e também as famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento – nesse caso com renda mensal de até três salários-mínimos. Também têm direito as famílias com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada.

Ceia de Natal fica 27% mais cara; veja inflação por produto

Em um cenário marcado pela inflação alta, a ceia de Natal deve ficar mais cara para as famílias brasileiras em 2021. Carnes de frango e bovina, ovos, pães, bacalhau e vinhos fazem parte da lista de produtos relacionados à data festiva que registraram aumento de preços no período de 12 meses.

O avanço dos itens no acumulado vai até a faixa dos 27%, aponta um levantamento do economista Matheus Peçanha, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

O pesquisador selecionou dez produtos, cuja variação de preços consta no IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor-10). O indicador é calculado pelo FGV Ibre em sete capitais –Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

No acumulado de 12 meses, entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, o frango inteiro é o item da ceia de Natal que mais subiu. O item disparou 27,34%, seguido pelo aumento dos ovos (20,05%).

Conforme Peçanha, o forte avanço dos preços reflete uma combinação de ingredientes, que vai desde a demanda aquecida no mercado internacional por proteína animal até a pressão de custos para os produtores no campo.

Rações, por exemplo, fazem parte dos insumos usados na criação de frangos e na produção de ovos. Durante a pandemia, o item foi pressionado pela valorização da soja e do milho no mercado internacional.

Essas commodities subiram com o dólar mais alto e a demanda aquecida. Também houve impacto da seca e do registro de geadas no país, que causaram perdas em parte das lavouras.

“Os preços para o consumidor refletem uma soma de fatores. Houve problemas climáticos, impacto da taxa de câmbio, além dos custos logísticos maiores com a alta do óleo diesel, por exemplo”, aponta Peçanha.

Após frango e ovos, a maior alta entre os produtos associados à ceia de Natal foi registrada pelas carnes bovinas: 18,68%.

A demanda aquecida no mercado internacional também incentivou exportações durante a pandemia, elevando os preços dentro do país.

Essa pressão, contudo, ficou menor após os embarques para a China serem suspensos em setembro, quando houve registro da suspeita de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil.

Em 12 meses, a inflação da ceia de Natal também é impactada pela elevação dos preços de azeite (13,69%), pães de outros tipos (11,12%), bacalhau (7,98%), vinhos (7,77%), lombo suíno (6,48%) e pernil suíno (3,44%), segundo os dados do IPC-10.

Diante da escalada inflacionária, a substituição de itens da data festiva virou uma tarefa mais complicada neste ano, avalia Peçanha.

O único dos dez produtos da lista elaborada pelo pesquisador que registrou queda em 12 meses foi o arroz (-4,45%).

Segundo o economista, a redução ocorreu após disparada no ano passado e, em parte, está relacionada a melhores condições de safra no Sul do país.

O presidente da Asserj (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro), Fábio Queiróz, também avalia que o cenário para o Natal é de preços pressionados.

“A gente precisa entender que parte dos produtos, como bacalhau e vinhos, é importada. Há o impacto da alta do dólar. Vai ser um Natal de preços pressionados”, diz o dirigente.

“Para o ano que vem, a gente espera uma estabilização dos preços ou até uma baixa. A inflação não é boa para ninguém. A gente vive de vender em volume, e não de vender caro. Cada centavo faz diferença”, completa.