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Netanyahu: Israel reagirá a novas ameaças do Hezbollah

Hamas se manifesta após ataques e nega romper cessar-fogo em Gaza

A crescente tensão entre Israel e Líbano ganhou novos contornos após declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que reafirmou a posição de seu governo em não aceitar o rearmamento do Hezbollah. Durante a reunião semanal do conselho de ministros em Tel Aviv, Netanyahu destacou que o Líbano não deve se tornar uma nova linha de conflito para Israel.

Declarações do Primeiro-Ministro

Netanyahu afirmou que o Hezbollah continua sofrendo baixas e buscando rearmamento. “Esperamos que o governo libanês cumpra o prometido, ou seja, desarmar o Hezbollah. Exercemos nosso direito à autodefesa e agiremos conforme necessário”, declarou. O pronunciamento foi divulgado por meio de um comunicado oficial do gabinete do premiê.

Pressões sobre o Governo Libanês

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, também se manifestou, instando as autoridades libanesas a acelerarem o processo de desarmamento do Hezbollah, especialmente em áreas ao sul do país. Katz criticou o presidente libanês, Josef Aoun, por não cumprir o acordo, advertindo que Israel tomará “todas as medidas de coerção” para garantir o cessar-fogo e a segurança dos residentes do norte de seu território.

Contexto do Cessar-Fogo

  • O cessar-fogo entre Israel e Líbano foi mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024, encerrando mais de um ano de conflitos relacionados à guerra em Gaza.
  • O acordo estabelece que apenas as forças de segurança libanesas podem manter armamento ativo, exigindo o desmantelamento completo do Hezbollah.
  • Desde então, o governo libanês tem enfrentado pressão interna e externa para cumprir o acordo, com intervenções de Washington e Riad.
  • Relatórios indicam que a destruição dos depósitos de armas do Hezbollah está sendo feita de forma cautelosa para evitar conflitos internos.

Desde o término do conflito no ano passado, o Hezbollah, que perdeu milhares de combatentes e seu histórico líder Hassan Nasrallah, tem mantido uma relativa calma, sem realizar ataques contra Israel. No entanto, o grupo já sinalizou que qualquer ataque israelense em suas áreas de influência poderá resultar em resposta militar.

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