Conflito entre Israel e Palestina: Netanyahu condena reconhecimento da Palestina pela França
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou forte reprovação à decisão do presidente francês, Emmanuel Macron, de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina. Para Netanyahu, esse reconhecimento representa um prêmio ao terrorismo e uma ameaça à segurança de Israel.
“Condenamos veementemente a decisão do Presidente Macron de reconhecer um Estado palestino próximo a Tel Aviv após o massacre de 7 de outubro. Tal medida recompensa o terror e corre o risco de criar outro representante iraniano, assim como Gaza se tornou”, afirmou Netanyahu em uma publicação nas redes sociais.
O primeiro-ministro acrescentou que a formação de um Estado palestino nas atuais circunstâncias “seria uma plataforma de lançamento para aniquilar Israel — não para viver em paz ao lado dele”.
A resposta da França
Em resposta, Macron anunciou que a França se unirá a 147 dos 193 países da Organização das Nações Unidas (ONU) que já reconheceram a Palestina. O reconhecimento será formalizado durante a próxima Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro.
“Fiel ao seu compromisso histórico com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, decidi que a França reconhecerá o Estado da Palestina”, declarou Macron. A decisão foi tomada após diálogos com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
Essa ação está alinhada a uma tendência crescente entre países europeus, que inclui os reconhecimentos recentes da Armênia, Eslovênia, Irlanda, Noruega e Espanha.
Reações e desdobramentos
Na mesma publicação, Netanyahu repudiou a proposta de solução de dois Estados, defendida por Macron e por diversas nações ao redor do mundo como um modelo para a paz duradoura na região. Ele afirmou: “Sejamos claros: os palestinos não buscam um Estado ao lado de Israel; eles buscam um Estado em vez de Israel”.
Ainda assim, Macron reiterou sua postura a favor de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, condicionado à desmilitarização do Hamas e à libertação de reféns mantidos na região. As negociações para uma trégua, no entanto, continuam estagnadas. Nesta quinta-feira, o Hamas respondeu a uma proposta de cessar-fogo de 60 dias apresentada por mediadores do Catar, Egito e Estados Unidos, mas os novos termos não foram bem recebidos pelo governo americano, que optou por retirar suas equipes de negociação.
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