Netanyahu Acusa Macron de Alimentar Antissemitismo na França
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou uma carta ao presidente francês, Emmanuel Macron, acusando-o de “alimentar o fogo antissemita” na França. A crítica vem à tona após Macron anunciar, recentemente, que o país reconhecerá oficialmente a Palestina durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro deste ano.
Demandas de Ação
Na correspondência, Netanyahu solicita que o governo francês troque “fraqueza por ação” e “apaziguamento pela vontade”, estabelecendo um prazo: o Ano Novo Judaico, que ocorrerá em 23 de setembro de 2025, data que coincide com o último dia da Assembleia Geral da ONU.
Aumento do Antissemitismo
O líder israelense expressou sua preocupação com o “aumento alarmante do antissemitismo na França” e criticou a inação do governo francês diante do problema. Ele destacou que, nos últimos anos, a hostilidade contra a comunidade judaica tem se intensificado em várias cidades do país.
Netanyahu atribui parte desse crescimento às declarações públicas de Macron que pressionam pelo reconhecimento do Estado Palestino, citando o aumento de ataques e episódios de violência contra judeus na Europa, especialmente após a ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023. “Esses incidentes não são isolados; constituem uma praga”, escreveu.
Reação Francesa
O Palácio do Eliseu respondeu às acusações de Netanyahu, classificando-as como “errôneas e repugnantes”. Macron reafirmou o compromisso da França em proteger seus cidadãos judaicos, destacando a importância de “seriedade e responsabilidade” em um momento crítico.
Apoio Internacional à Palestina
Além da França, outros países, como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, também manifestaram apoio à Palestina. Em setembro, a França e a Arábia Saudita co-presidirão uma conferência internacional com o intuito de revitalizar a solução de “dois Estados” para o conflito israelo-palestino.
Negociações de Paz
Recentemente, mediadores como Egito e Catar relataram que o Hamas aceitou uma proposta de trégua, que incluiria a liberação de reféns em duas etapas. Entretanto, Israel mantém sua posição de exigir a libertação total dos reféns antes de qualquer acordo.
Conflito em Gaza
A guerra entre Israel e o Hamas, que já dura 22 meses, continua a resultar em baixas significativas. A Defesa Civil de Gaza informou 31 mortes nesta terça-feira, com ataques ocorrendo perto de centros de ajuda humanitária. O Exército de Israel afirmou que está realizando operações para desmantelar as forças do Hamas, sempre em conformidade com o direito internacional.
