Nesta segunda, 31 municípios paranaenses registraram as temperaturas mais baixas de 2021

Oficialmente, ainda faltam 28 dias para o inverno. No entanto, 31 municípios paranaenses registraram as suas temperaturas mais geladas do ano nesta segunda-feira de outono (24), segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Ao todo, o órgão monitora estações em 51 municípios, configurando recordes de frio em 60% delas.

O frio é consequência de uma massa de ar seco e polar que chegou ao território do Estado ainda no domingo (23) e, embora não tenha causado temperaturas negativas, se estendeu por diversas regiões.

“Essa massa tem origem na Antártida e é trazida ao Paraná por ventos que sopram da Argentina, se deslocando pela Cordilheira dos Andes até chegar ao Sul do País”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. “É uma massa intensa, com grande quantidade de ar frio e seco, que provocou quedas de temperatura bastante bruscas”.

A temperatura mais baixa do dia foi registrada em Entre Rios do Oeste, na região Oeste do Paraná, chegando a 1,7°C. Anteriormente, o dia mais frio que o município havia registrado em 2021 era 2,6°C. Toledo foi a segunda colocada do dia, com 1,8°C – sua menor temperatura anterior era de 4,8°C.

As estações do Simepar que registram o frio recorde estão espalhadas por todo o Paraná: no Noroeste (Altônia, Cianorte, Loanda, Londrina, Maringá, Paranavaí e Umuarama), Litoral (Antonina), Vale do Ivaí (Apucarana), Oeste (Assis Chateaubriand, Cascavel, Entre Rios do Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Palotina, Santa Helena e Toledo), Sudoeste (Capanema e Pato Branco), Norte Pioneiro (Cambará e Santo Antônio da Platina), Norte (Cornélio Procópio), Centro (Cândido de Abreu), Região Metropolitana de Curitiba (Cerro Azul, Curitiba e Pinhais), Centro-Sul (Fernandes Pinheiro e Laranjeiras do Sul), Campos Gerais (Ponta Grossa e Telêmaco Borba) e Centro-Oeste (Ubiratã).

No Paraná como um todo, as temperaturas mínimas oscilaram entre 1,7°C e 14,6°C. Em 2021, a temperatura mais baixa registrada foi no município de General Carneiro, na região Sul, que atingiu -0,1°C na manhã de 28 de abril.

O frio permanece no Estado ainda na terça-feira (25), e a previsão é que as temperaturas voltem a subir já na quarta (26), à medida em que a massa polar siga para o Oceano Atlântico. No entanto, com a aproximação do inverno, o frio deve ficar cada vez mais frequente. “Essa massa foi mais intensa do que as últimas, e a partir de agora será cada vez mais comum”, reforça meteorologista Kneib.

GEADA 

O Simepar também alerta para possível ocorrência de geadas nesta terça-feira (25) nas regiões Sudoeste, Sul, Centro-Sul, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Em outras regiões, mesmo sem geada, o frio continua. “No Sudoeste, na região de Pato Branco, Francisco Beltrão e Palmas, e no Centro, em Guarapuava, veremos geadas mais fracas. Já na região Sul, ela pode ser mais forte”, explica Kneib.

Já na quarta-feira (26), a previsão é que a massa fria siga para o Litoral, diminuindo o risco de geada. Mesmo com o frio expressivo, a ocorrência da geada é prevista apenas para fundos de vales, em áreas protegidas do vento.

O meteorologista aponta que as condições necessárias para geada envolvem temperaturas abaixo de 5°C, umidade muito baixa e pouco vento, o que reduz as chances do alerta para fenômeno a partir do afastamento do ar polar. “As temperaturas mínimas para quarta já devem estar acima de 5°C, diminuindo essa possibilidade”, afirma.

Confira abaixo os municípios que atingiram o recorde anual e suas respectivas temperaturas:

Altônia: 8,3°C (menor temperatura anterior: 11°C)

Antonina: 10,7°C (menor temperatura anterior: 13,3°C)

Apucarana: 8,1°C (menor temperatura anterior: 10,4°C)

Assis Chateaubriand: 5,1°C (menor temperatura anterior: 7,5°C)

Capanema: 4°C (menor temperatura anterior: 5,6°C)

Cambará: 3,6°C (menor temperatura anterior: 6,7°C)

Cândido de Abreu: 5,2°C (menor temperatura anterior: 6,1°C)

Cascavel: 2,4°C (menor temperatura anterior: 3°C)

Cerro Azul: 3,7°C (menor temperatura anterior: 7,4°C)

Cianorte: 6,9°C (menor temperatura anterior: 11,1°C)

Cornélio Procópio: 6,9°C (menor temperatura anterior: 10,2°C)

Curitiba: 6,7°C (menor temperatura anterior: 8,6°C)

Entre Rios do Oeste: 1,7°C (menor temperatura anterior: 2,6°C)

Fernandes Pinheiro: 3,6°C (menor temperatura anterior: 6°C)

Foz do Iguaçu: 5,6°C (menor temperatura anterior: 6,8°C)

Guaíra: 6,9°C (menor temperatura anterior: 8,4°C)

Laranjeiras do Sul: 5,2°C (menor temperatura anterior: 6,6°C)

Loanda: 8,1°C (menor temperatura anterior: 11,8°C)

Londrina: 8,1°C (menor temperatura anterior: 10,2°C)

Maringá: 8,3°C (menor temperatura anterior: 8,8°C)

Palotina: 3,4°C (menor temperatura anterior: 4,6°C)

Paranavaí: 7,6°C (menor temperatura anterior: 9,8°C)

Pato Branco: 4,8°C (menor temperatura anterior: 4,8°C)

Pinhais: 6°C (menor temperatura anterior: 7,3°C)

Ponta Grossa: 4,1°C (menor temperatura anterior: 4,7°C)

Santa Helena: 4,6°C (menor temperatura anterior: 7,3°C)

Santo Antônio da Platina: 7,2°C (menor temperatura anterior: 10,9°C)

Telêmaco Borba: 3,1°C (menor temperatura anterior: 4,4°C)

Toledo: 1,8°C (menor temperatura anterior: 4,8°C)

Ubiratã: 5,6°C (menor temperatura anterior: 9,1°C)

Umuarama: 7,4°C (menor temperatura anterior: 11,1°C)

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Campanha “Vacina UFPR” chega a mais de mil doações individuais; saiba como contribuir

A campanha “Vacina UFPR” mobiliza a sociedade para a captação de recursos e o financiamento de uma vacina 100% nacional e de baixo custo contra a Covid-19 e outras doenças. 

Em 20 dias, já foram arrecadados R$ 83.323,48 em 1005 doações individuais. No mesmo período, o site vacina.ufpr.br já teve mais de 8 mil acessos e os posts nas redes sociais da UFPR já alcançaram quase 400 mil pessoas, com 3600 compartilhamentos. 

A divulgação da campanha estimulou outros tipos de engajamento. Por sugestão de uma amiga, a fotógrafa e influenciadora digital Patrícia Miguez compartilhou um vídeo para incentivar as doações. Apenas nas redes da UFPR, o material já foi visto por mais de 132 mil pessoas.

Ela aceitou o desafio por entender que a vacina pode servir para outras doenças e ajudar pessoas no Brasil e em outras partes do mundo, no futuro.  “É uma questão de ajudar a comunidade científica e o nosso país como um todo. A vacina é uma arma muito importante. Caso você não possa ajudar, marque as pessoas nas suas redes e espalhe. Quanto mais gente tiver essa informação, mais gente pode doar e ajudar a UFPR a desenvolver a vacina. Vai ser uma bênção ter uma opção barata, nacional e com multipropósito”, relata Patrícia.  

As contribuições para a campanha “Vacina UFPR” permitirão aos pesquisadores avançar com as fases de testes em animais até o final do ano, o que credenciará o pedido à Anvisa para os testes em humanos. 

Com as doações, será possível também aprimorar a infraestrutura física e laboratorial, buscar a transferência de tecnologia para produção em escala industrial e o desenvolvimento de imunizantes.

Sobre a capacidade de produção 100% nacional, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destaca: “É muito importante para a soberania do país que tenhamos uma vacina sem a dependência de importação de insumos. Esta luta por uma vacina nacional reforça a importância da ciência e da universidade pública, que se mostraram imprescindíveis durante essa pandemia”. 

O superintendente de parcerias e inovação da UFPR, Helton José Alves, ressalta a economia para os cofres públicos que o imunizante da UFPR poderá trazer. “Para cada real economizado por dose da vacina, estamos falando de milhões de reais, o que torna mais interessante essa plataforma, para a Covid-19 e outras patologias”, revelou Alves em entrevista ao programa “Volume UFPR”, da Rádio UniFM. 

O professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da Vacina UFPR, em reportagem da Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR, explica que o projeto foi concebido pensando no retorno à sociedade dos conhecimentos produzidos na universidade. “Se continuarmos tendo sucesso no desenvolvimento e testagem da Vacina UFPR, estou convencido que o país terá condições de produzir as doses necessárias para todos os brasileiros”. 

Para alcançar esses objetivos, os custos estão estimados em R$ 76 milhões de reais. Por isso, a campanha aceita doações de qualquer valor, por depósito, transferência bancária para a conta da campanha ou usando chave Pix. 

No site vacina.ufpr.brestão disponíveis os relatórios de acompanhamento dos recursos captados para o desenvolvimento da vacina e notícias sobre o avanço das pesquisas. 

A conta bancária para as doações é exclusiva do Programa de Imunizantes da UFPR, gerida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná – FUNPAR. Todas as doações de pessoas físicas e/ou jurídicas são destinadas exclusivamente à continuidade da pesquisa e desenvolvimento da vacina  e não são dedutíveis do Imposto de Renda. 

Os valores captados pela campanha se somam aos financiamentos já obtidos via Rede Vírus, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a recursos próprios da UFPR e aos do Governo do Estado do Paraná, que chegam a R$ 1,3 milhão.  

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado transferiu R$ 18 milhões ao Governo do Estado, que serão destinados à estrutura de laboratórios para a Vacina UFPR. O poder executivo deve repassar esse valor à universidade por meio de um acordo que será celebrado em breve. 

Iniciativa da Itaipu e Polo Iguaçu vai beneficiar 2.250 profissionais do turismo

Itaipu investirá 4,7 milhões no projeto, que irá garantir bolsas de R$ 550 durante os três meses da capacitação

A Itaipu Binacional e o Instituto Polo Iguassu lançaram, nesta quinta-feira (22), o Capacita Foz, uma iniciativa de educação on-line, com atividades ao vivo e gravadas, e que deverá beneficiar 2.250 profissionais do turismo de Foz do Iguaçu, em áreas do trade turístico e afins. O projeto, com duração de dois anos e investimentos de R$ 4,7 milhões por parte da Itaipu, também fornecerá uma bolsa de R$ 550 reais por três meses a esses profissionais que foram impactados pelas limitações impostas pela pandemia de covid-19.

O Capacita Foz aprofunda as atividades de capacitação promovidas em duas edições do Capacita Guias pelo Instituto Polo Iguassu, com apoio da Itaipu. Juntamente com o lançamento, ocorreu a entrega de certificados da segunda turma, que formou mais 66 profissionais (além dos 147 da primeira). Eles foram capacitados sobre novas formas de apresentar os atrativos de Foz, além dos cuidados para promover uma experiência segura para os turistas.

Agora, com o Capacita Foz, a ideia é levar conhecimento para outras áreas que se beneficiam da atividade turística. Por meio de uma plataforma de ensino a distância, os participantes terão acesso a diversos conteúdos. Na primeira fase, que se inicia em agosto, será a capacitação em si, com atividades para recepcionistas, mensageiros, camareiras, garçons, motoristas de aplicativos, artesãos, produtores rurais, entre outros. Uma avaliação do perfil socioeconômico irá selecionar participantes para receber a bolsa de R$ 550 por três meses.

“Este é um projeto perfeitamente alinhado com a vocação de Foz do Iguaçu para o turismo e Itaipu, que tem como missão investir no desenvolvimento regional sustentável, não poderia ficar de fora de uma iniciativa como essa”, afirmou o diretor-geral brasileiro, general João Francisco Ferreira. “A gente se sente feliz em investir em algo assim porque são recursos bem empregados e que trarão retorno. Creio que Foz do Iguaçu vai sair dessa dificuldade da pandemia para voos muito mais altos.”

De acordo com a diretora executiva do Polo Iguassu, Fernanda Fedrigo, após a capacitação, os profissionais passarão por uma atividade de gamificação: os participantes ganham selos e pontuações que qualificam o profissional dentro da plataforma. Dessa forma, a plataforma funcionará, também, como vitrine de vendas e banco de talentos. “A educação está no DNA do Polo Iguassu e a educação é libertadora. Por meio dela, podemos oferecer condições para superar essa situação em que o setor foi impactado pela pandemia”, afirmou.

O lançamento ocorreu no Centro Executivo da Itaipu. E, além do diretor-geral brasileiro da Itaipu e da diretora executiva do Polo Iguassu, contou com a participação da diretora de Promoção, Marketing e Eventos da Secretaria Municipal de Turismo, Cristiane Santos, do presidente do Conselho Municipal de Turismo e gerente-geral do Complexo Turístico Itaipu, Yuri Benites, e da representante do Sebrae-Paraná, Camila Giacomeli.

A abertura das inscrições para o Capacita Foz será divulga nas redes sociais do Polo Iguassu (@poloiguassu) nas próximas semanas.

Formandos

Dos 66 formandos do Capacita Guias, cinco foram convidados a representar a turma na cerimônia de entrega dos certificados. Natural de Itabuna, Ana Maria Ferreira de Souza (46) falou em nome dos colegas. “Agradeço muito pelo curso, por essa oportunidade de estar aprendendo. Daqui para frente, é com os profissionais, o guia que cada um se tornará”, afirmou a guia, que trabalhou por 14 anos como gerente de operações na Loumar Turismo e atua como guia há seis anos, atendendo turistas que falam português, espanhol e inglês.

Arlete Fritzen tem 58 anos e é natural de Foz. Ela trabalha como guia há 22 anos, é formada em hotelaria e atua principalmente com turistas que falam inglês, especialmente da Austrália, Grã-Bretanha e Estados Unidos. “Antes, eu trabalhava só com whatsapp e achava que estava bem. O Capacita Guias veio para mostrar a importância de trabalhar em conjunto com as empresas de turismo para potencializar a imagem do Destino Iguaçu nas redes sociais, mostrando os passeios para quem está do outro lado do mundo. Então, aprendi a tirar fotografias e usar outros meios de comunicação. Foi maravilhoso”, afirmou.

Já Keiko Edna Kimura Kanno, 54 anos, atua principalmente com turistas de língua japonesa. “A gente acha que sabe de tudo, mas todo dia é dia de aprender. E esse curso trouxe muito conhecimento. Todo aprendizado vai me ajudar muito e já quero fazer o Capacita Foz também”, disse Keiko, que atua como guia desde 2007.