Museus do Paraná reabrem ao público com protocolos de segurança e novas exposições

Seguindo o decreto estadual 7.506/2021 e todas as orientações de segurança determinadas pela Secretaria de Estado da Saúde, museus estaduais estão reabrindo para a visitação do público. O Museu Oscar Niemeyer (MON) e o MAC Paraná, que ocupa temporariamente as salas 08 e 09 do MON devido à reforma em sua sede principal, já estão de portas abertas desde o dia 1° de maio.

Outros espaços públicos, como o Museu Paranaense, Museu da Imagem e do Som do Paraná, Museu Casa Alfredo Andersen e Museu do Expedicionário voltam ao funcionamento a partir deste sábado (8).

Uma série de protocolos foi adotada para possibilitar a medida, como a limitação no número de visitantes, que não deve ultrapassar 50% da capacidade total de cada um dos espaços, garantindo assim um distanciamento seguro na circulação interna. Todo o material impresso, como guias e folders, foi substituído por versões digitais, disponíveis através de QR Codes em pontos estratégicos do local.

A superintendente-geral de Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira, afirma que os visitantes podem se sentir seguros no museu para um passeio cheio de novas descobertas. “O momento de retorno, tão aguardado pelo público, mas também por nós que estamos nos bastidores, certamente será muito satisfatório para todos. Os museus do Paraná estão pulsando arte à espera do público”, destaca.

Os museus retornarão às atividades com novidades. O MON e o MAC já abriram as portas para exposições inéditas e o MUPA apresenta de uma só vez quatro lançamentos.

Foto: Kraw Penas/SECC.

SCHWANKE NO MON – Como novidade na reabertura, o MON apresenta a exposição “Schwanke, uma Poética Labiríntica”, concebida exclusivamente para o espaço do Olho. É uma retrospectiva do trabalho do artista Luiz Henrique Schwanke (1951-1992), desde a década de 1970 até as últimas produções, num total de mais de 150 obras, sendo boa parte inédita.

O artista tem em sua obra a singularidade de permitir diferentes abordagens e se estender por variadas formas, o que inclui desenhos, pinturas, livros, objetos, esculturas e instalações, num conjunto complexo e surpreendente.

DULCE OSINSKI NO MAC – Também com mostra inédita, o MAC Paraná apresenta “Verdeazul”, individual da artista paranaense Dulce Osinski, instalada na sala 09 do MON. Com curadoria de Benedito Costa Neto, a exposição reúne pinturas e gravuras realizadas pela artista nos últimos 13 anos, congregando momentos distintos, porém interligados, do desenvolvimento de sua poética.

Essa exposição é acompanhada de uma segunda, realizada na Sala Adalice Araújo, onde o público pode conhecer as obras de Dulce Osinski que fazem parte da coleção do MAC Paraná. A Sala Adalice Araújo fica no edifício-sede da Secretaria da Comunicação Social e da Cultura, no centro de Curitiba, e a entrada é gratuita.

MUPA – O Museu Paranaense apresenta quatro novas exposições ao público: “Agrocorpus”, “Curitiba: Símbolos em Questão”, “Eu Memória, Eu Floresta: História Oculta” e “Educação pela Pedra”. Seguindo todos os protocolos de segurança, o museu estará repleto de novidades para quem está com saudades do contato direto com a cultura. Outra novidade é que as visitas aos finais de semana e feriados, mais sujeitos a aglomeração, agora deverão ser agendadas previamente no site do museu.

Serviço

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba/Paraná

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia)

www.museuoscarniemeyer.org.br

MAC Paraná

Funcionando temporariamente nas salas 08 e 09 do Museu Oscar Niemeyer devido à reforma em sua sede.

Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba/Paraná

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Sala Adalice Araújo – localizada no edifício sede da Secretaria da Comunicação Social e da Cultura. Rua Ébano Pereira, 240 – Centro – Curitiba/Paraná.

Visitação: segunda a sexta, das 8h às 18h

Entrada gratuita

Siga o MAC nas redes sociais: Instagram; Facebook.

www.mac.pr.gov.br

Museu Paranaense (MUPA)

Rua Kellers, 289 – Alto São Francisco 

De terça a domingo, das 10h às 17h30

*Para visitar o MUPA aos finais de semana é preciso agendar a visita previamente pelo Sympla. Nos demais dias, não é necessário agendamento.

Entrada gratuita

www.museuparanaense.pr.gov.br

Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR)

Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro – Curitiba/Paraná

Visitação: terça a sexta-feira, das 10h às 17h. Nos sábados, domingos e feriados das 10h às 16h. Fechamento para o almoço das 12h às 13h. Atendimento por ordem de chegada.

Entrada gratuita

www.mis.pr.gov.br/

Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA)

Rua Mateus Leme 336 – Centro – Curitiba/Paraná

Visitação: terça a sexta-feira, das 10h às 17h. Nos sábados, domingos e feriados das 10h às 16h.

Entrada gratuita

www.mcaa.pr.gov.br/

Museu do Expedicionário

Rua Comendador Macedo, 655 – Alto da XV – Curitiba/Paraná

Visitação: terça a sexta-feira das 10h às 12h (manhã) e 14h às 17h (tarde).

Entrada gratuita

www.museudoexpedicionario.5rm.eb.mil.br/

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Calçadão da XV foi a primeira rua exclusiva para pedestres do Brasil

Em 1972, a Prefeitura de Curitiba fez história ao implantar o primeiro calçadão do Brasil na região central, em plena Rua XV de Novembro, uma das mais movimentadas da cidade. O planejamento inicial previa seis meses para completar a obra. Depois de muitos estudos e uma logística especial, o calçadão virou realidade durante um único fim de semana, com o início das obras numa sexta-feira à noite.

A pressa era justificada. Afinal, a ideia de criar uma rua exclusiva para pedestres estava na contramão do panorama brasileiro. As montadoras de veículos consolidavam a presença no país. Os carros de passeio tornavam-se objetos de desejo para as famílias de classe média e alta. As ruas das grandes cidades eram alargadas para contemplar mais veículos. Viadutos, túneis e elevados eram projetados para garantir velocidade e fluidez no trânsito. As cidades passaram a ser pensadas para os carros.

Em 1972, a Prefeitura de Curitiba fez história ao implantar o primeiro calçadão do Brasil na região central, em plena Rua XV de Novembro, uma das mais movimentadas da cidade. – Na imagem, Rua XV e construção 1972. Foto: Arquivo/SMCS

Diante daquele contexto, poderia haver reclamações. O que, de fato, ocorreu. As principais reações contrárias vinham dos comerciantes que alegavam que o calçadão espantaria a clientela e levaria à queda nas vendas. Porém, o planejamento urbano de Curitiba apontava para a humanização dos espaços públicos e a prefeitura resolveu bancar a aposta. Formado por cinco quadras da Rua XV de Novembro e pela quadra única da Avenida Luiz Xavier – que, com pouco mais de 100 metros de extensão, ganhou o apelido de “menor avenida do mundo” –, o calçadão uniu-se à Praça Osório formando um passeio único.

Os opositores do projeto decidiram protestar: planejaram avançar com seus carros sobre o calçadão recém-construído, na manhã do sábado seguinte, com o intuito de fazer a administração municipal voltar atrás.

Foi então que surgiu a ideia que iria salvar o calçadão: Quando a caravana de veículos chegou ao local, lá encontrou centenas de crianças pintando e desenhando sobre folhas de papel espalhadas pelo chão. Eram alunos das escolas municipais numa atividade extraclasse, acompanhadas por professores e monitores.

Diante daquela cena, os motoristas não tiveram outra saída a não ser dar meia-volta com seus carros. Sem saber, as crianças garantiram a perpetuação do espaço que acabou batizado de Rua da Flores. Dali em diante, durante muitos anos, os sábados pela manhã foram marcados pela presença de crianças pintando, desenhando e brincando.

Na imagem, a Rua XV no ano de 2004 – Foto: SMCS

Além do passeio desenhado em pedras portuguesas (petit pavé), o calçadão ganhou um mobiliário especial com floreiras, bancos, luminárias e as coberturas dos equipamentos públicos feitas por domus, em acrílico roxo, que passaram a identificar a cidade de Curitiba. Não demorou muito para que o calçadão se transformasse em um dos locais preferidos dos curitibanos, além de concorrido ponto turístico, com seus cafés, confeitarias, bares, livrarias e lojas de todo tipo. O comércio local foi aquecido, o trânsito do centro da cidade melhorou e a iniciativa foi copiada por dezenas de cidades Brasil afora.

Informações Prefeitura de Curitiba

Netflix: ‘Lucifer’ está de volta e seu pai aparece para pôr ordem na casa – ou não

A espera foi longa, mas ele está de volta. Sim, Tom Ellis retorna nesta sexta-feira (28) emprestando novamente seu charme e sensualidade ao protagonista da série Lucifer. O diabo retorna para a segunda parte da quinta temporada da produção, que está disponível na Netflix, com todos episódios anteriores, desde a primeira fase.

Para refrescar a memória (aí vem SPOILER), a primeira parte terminou com uma luta entre os irmãos Lucifer (Ellis), Amenadiel (D. B. Woodside) e Michael, ou Miguel, que também é vivido pelo britânico Tom Ellis. Como a luta entre os três parece que caminha para um fim trágico, eis que surge o pai deles para apaziguar os ânimos. Sim, Deus (Dennis Haysbert) chega para fazer as ‘crianças’ pararem de brigar.

No trailer da nova temporada, Deus e se mostra um pai como outro qualquer, ou quase, claro. Tenta se aproximar de Lucifer, para quem diz “eu não posso te consertar” e solta uma bomba, ao afirmar que acredita que tenha chegado a hora de sua aposentadoria. E será aí que começará uma disputa entre Lucifer e Miguel pelo posto que estará vago em algum tempo.

Vai rolar até sessão de terapia entre pai e filho, algo que dará um nó na cabeça da psicanalista Linda Martin (Rachael Harris). Além disso, ainda no trailer, haverá uma performance musical em dos episódios. Enfim, o dia chegou, agora é conferir o que Lucifer reservou para os pobres mortais.

A série

Criada por Tom Kapinos e baseada em personagem que integra os quadrinhos The Sandman, de Neil Gaiman, a série conta a história do diabo que, não aguentando mais ficar tomando conta do inferno, decide largar o posto e fixar residência em Los Angeles Na Terra, passa a se chamar Lucifer Morningstar e inicia uma nova vida como dono de uma boate, onde toca piano, bebendo, brigando e seduzindo todos com seu charme infernal.

Aqui entre os humanos, o diabo vai integrar uma divisão da polícia, como um consultor, que ajudará a resolver os mais variados crimes. E é aí que conhece a detetive Chloe Decker (Lauren German), responsável por colocar sentimentos nesse anjo caído, que complicará a estada dele por aqui.