Protestos no Nepal Resultam em Renúncia do Primeiro-Ministro e Violência Generalizada
Uma onda de protestos liderada pela Geração Z no Nepal resultou na renúncia do Primeiro-ministro Khadga Prasad Sharma Oli e deixou ao menos 51 mortos e 1.368 feridos, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (12/9).
Renúncia do Primeiro-ministro
Em meio à escalada da crise, Oli, que já havia comandado o governo em quatro ocasiões, anunciou sua saída na terça-feira (9/8). A insatisfação popular se intensificou nos últimos dias, culminando em um cenário de instabilidade política.
Fuga em Massa de Detentos
Durante os protestos, mais de 13,5 mil detentos conseguiram escapar das prisões do país, aproveitando o caos gerado pelos distúrbios. Até a quinta-feira (11/9), ao menos 200 fugitivos já foram recapturados, sendo 192 apenas da penitenciária de Rajbiraj, no sudeste do Nepal.
Confrontos e Repressão
Os confrontos se intensificaram em Ramechhap, a leste de Katmandu, onde o Exército abriu fogo, resultando na morte de dois prisioneiros e ferimentos em outros 12. Além disso, patrulhas de fronteira indianas detiveram dezenas de fugitivos que tentavam cruzar a fronteira, com 60 deles sendo encaminhados às autoridades locais.
Causas dos Protestos
Os distúrbios, que começaram na segunda-feira (8/9) em Katmandu e em outras cidades, refletem a insatisfação dos jovens nepaleses com problemas como corrupção, alto desemprego e a decisão do governo de restringir o acesso às redes sociais.
Impacto dos Protestos
No auge da violência, diversas edificações foram incendiadas, incluindo a sede do Parlamento, prédios estatais, um shopping center, um hotel Hilton e a redação do principal jornal do país, o “Kathmandu Post”.
*Com informações da RFI, parceira do Metrópoles.
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