Moro se reúne com Podemos e indica que decidirá sobre eventual candidatura em novembro

O ex-juiz Sergio Moro se reuniu no último final de semana com a cúpula do Podemos para tratar da possibilidade de uma candidatura pelo partido nas eleições de 2022.

Ele indicou que irá tomar uma decisão somente no mês de novembro. Moro afirmou que pretende conversar ainda com outras pessoas para a análise do cenário político antes de definir se sairá candidato -e para qual cargo.

Moro viajou ao Brasil nos últimos dias vindo dos EUA, onde atua como consultor de um escritório de advocacia em Washington.

Ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, ele tem sido cortejado para se candidatar à Presidência em 2022, mas também é cogitada a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado.

A ideia do Podemos é lançar o ex-juiz da Lava Jato como candidato da chamada terceira via para concorrer contra Bolsonaro e contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Entre os líderes do Podemos que participaram da reunião com Moro no sábado (24) estavam os senadores Oriovisto Guimarães (PR), Álvaro Dias (PR) e Flávio Arns (PR), além da deputada federal Renata Abreu (SP).

O ex-juiz pediu que os participantes do encontro não confirmassem oficialmente as suas intenções de se candidatar por conta de questões contratuais envolvendo o atual empregador de Moro.

Moro foi contratado pela Alvarez & Marsal, consultoria de gestão empresarial, no final de 2020. Na época, foi apresentado pela empresa como um especialista em liderar investigações anticorrupção complexas relacionadas a crimes de colarinho branco, lavagem de dinheiro e crime organizado.

Além do encontro no sábado, Moro tem mantido conversas telefônicas frequentes com a cúpula do Podemos -inclusive nesta terça (28).

A decisão sobre eventual candidatura de Moro nas eleições de 2022 passa por viabilizar apoios políticos, já que muitos partidos foram afetados pela atuação dele quando era juiz da Lava Jato.

Moro também enfrenta desgaste devido ao julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que confirmou em junho deste ano, por 7 a 4, a decisão da Segunda Turma da corte de declarar a parcialidade dele na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP) que levou Lula à prisão por 580 dias.

O ex-juiz pediu demissão do governo federal em abril de 2020, acusando Bolsonaro de tentar interferir na autonomia da Polícia Federal, que mantém apurações envolvendo aliados e filhos do presidente.

Segundo integrantes do Podemos, caso decida não concorrer à Presidência da República, o mais provável é que Moro siga atuando como consultor até o surgimento de um cenário mais favorável a uma candidatura.

A assessoria de imprensa de Moro afirmou que ele não está comentando sobre sondagens ou perspectivas de uma eventual candidatura. Até o momento, o ex-juiz não confirmou oficialmente intenção de concorrer nas eleições do ano que vem.

Nos últimos meses, Moro vinha sendo dado como carta fora do baralho nos bastidores das articulações partidárias para 2022. Entretanto, ele autorizou recentemente a volta da especulação em torno de seu nome, animado justamente pela perda de popularidade de Bolsonaro.

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Datena anuncia saída da Band para concorrer à presidência em 2022

Nesta quarta-feira (13), o apresentador Datena anunciou a sua saída da emissora de TV Bandeirantes para concorrer à presidência da República em 2022.

Durante o programa ao vivo, Datena disse que o seu interesse na política é de ser “um bom brasileiro” e que para se candidatar precisará deixar a emissora. Atualmente ele comanda o Brasil Urgente, programa policial.

Datena é pré-candidato pelo Partido Social Liberal (PSL).

Ainda no programa, ele dividiu com os telespectadores que seu desejo de ingressar na vida política era antigo, mas que temia pelos comentários negativos. “Um dia, um político importante disse que o político tem senso ridículo. O outro me disse que político não pode ter ética. Por essas frases e outras eu não entrei para a política até agora”, disse.

CPI: Renan deve propor indiciamento de Bolsonaro, filhos do presidente e mais 37 pessoas

Relator da CPI da Covid-19 no Senado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) deverá propor o indiciamento de Jair Bolsonaro, de três filhos do presidente e de mais de 30 pessoas, por ao menos 16 crimes cometidos durante a pandemia. Os nomes foram apurados pelo Metrópoles com fontes próximas ao relator.

Além de Bolsonaro, devem ser indicados os filhos do presidente Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro; ao menos três atuais ministros do governo: Marcelo Queiroga (Saúde), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência); e o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Além disso, estãona lista nomes como os ex-ministros Eduardo Pazuello, Osmar Terra e Ernesto Araújo; as deputadas federais Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF); a médica Nise Yamaguchi; e os empresários Luciano Hang, Carlos Wizard, Otávio Fakhoury e Francisco Maximiano, este último dono da empresa Precisa Medicamentos.

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