Exposição Celebra os 100 Anos de Alberto Massuda no Museu Oscar Niemeyer
O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugura, no próximo dia 13 de novembro, a exposição “A cor e o lirismo de Alberto Massuda – 100 anos”, às 19h, na Sala 7. Com mais de 90 obras, a mostra traz uma retrospectiva da trajetória do artista, que nasceu no Egito e se estabeleceu no Paraná, revelando diferentes fases de sua carreira até 2000. A curadoria é de Fernando Bini.
Homenagem ao Artista e à Cultura Paranaense
A Secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destaca a importância de reconhecer a arte de Massuda: “Celebrar seu centenário é reconhecer a força transformadora da arte no Paraná”. Segundo ela, Massuda encontrou em Curitiba um espaço fértil para suas criações, e a exposição reforça o papel do MON como guardião de trajetórias importantes da arte local.
A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, acrescenta: “Massuda nos deixou um imenso legado. Esta mostra é um recorte significativo que nos permite revisitar sua obra através das cores e traços poéticos”. A exposição, que começa com sua produção no Cairo, passa pelos primeiros anos no Brasil e culmina em sua integração ao movimento artístico curitibano, oferecendo uma narrativa visual de sua trajetória.
Espaço Dedicado à Arte Paranaense
Juliana Vosnika também enfatiza o papel da Sala 7: “Cada vez mais, se firma como um espaço dedicado ao legado paranaense das artes visuais”. Ela ressalta a importância dos museus como espaços de conhecimento que proporcionam experiências únicas ao público, buscando estabelecer diálogos constantes entre a arte local e os visitantes.
Trajetória do Artista
Alberto Massuda começou sua carreira artística cedo, estudando na Escola de Belas Artes e na Faculdade de Pedagogia Artística da Universidade do Cairo. O curador Fernando Bini explica que Massuda participou de vários movimentos artísticos e exposições internacionais, incluindo sua presença no Museu de Arte Moderna do Cairo em 1948, na Bienal de Veneza em 1952 e na Bienal de Alexandria em 1955, onde recebeu a Medalha de Bronze.
Após se mudar para o Brasil em 1958, Massuda se tornou um membro ativo do Movimento de Renovação das Artes Visuais. Em 1964, integrou o Grupo Um, ao lado de artistas como Érico da Silva e Álvaro Borges. Bini o descreve como “o poeta da cor e do onirismo”, destacando sua capacidade de unir a riqueza de influências em sua obra, que abrange os temas da vida simples e ingênua, com um toque de angústia e mistério.
Além de seu trabalho como artista, Massuda também foi educador de desenho e pintura em diversas instituições de Curitiba, onde encantou alunos pela liberdade formal e cromática de suas abordagens.
Sobre o Museu Oscar Niemeyer
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é um patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição guarda importantes referências da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de coleções asiática e africana. Com cerca de 14 mil obras de arte, ocupa um espaço de mais de 35 mil metros quadrados, consolidando-se como o maior museu de arte da América Latina.
Serviço
Exposição: “A cor e o lirismo de Alberto Massuda – 100 anos”
Abertura: 13 de novembro, 19h
Local: Sala 7 do MON
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