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Mensagens revelam ameaças ao pai do homem que simulou sequestro e pediu resgate de R$ 180 mil no Paraná

Mensagens mostram ameaças feitas ao pai do homem que forjou o próprio sequestro e pediu 'resgate' de R$ 180 mil, no Paraná

Filho Forja Sequestro e Pede Resgate de R$ 180 Mil em Apucarana

Um caso inusitado ocorreu em Apucarana, no norte do Paraná, onde um jovem foi preso após forjar seu próprio sequestro e exigir um resgate de R$ 180 mil do pai. A investigação revelou detalhes sobre a trama e a atuação do filho, que negou o crime alegando ter sido realmente sequestrado.

Ameaças e Mensagens


Durante quatro dias, o pai recebeu mensagens com ameaças e negociações para o resgate do filho. Entre as ameaças, estava a exigência de um pagamento de R$ 180 mil e a promessa de enviar um “dedo do cara” por dia até que o valor fosse pago. O suspeito também ameaçou a vítima caso ela registrasse um boletim de ocorrência.

Descoberta da Farsa

A Polícia Civil foi acionada após o pai denunciar o suposto sequestro. Após averiguação, os policiais encontraram o jovem deitado em uma cama, usando um celular que era o mesmo utilizado para as conversas com o pai. O delegado André Garcia informou que a situação, que inicialmente parecia um sequestro, revelou-se uma trama de extorsão.

Prisões e Consequências Legais

O filho foi preso em flagrante junto com o proprietário da casa onde estava, que sabia do plano e permitiu a estadia mediante pagamento. Ambos respondem pelo crime de extorsão, que pode resultar em pena de reclusão de quatro a dez anos, além de multa. Após audiência de custódia, o Ministério Público recomendou que eles respondessem em liberdade, destacando que o crime não foi violento.

Investigações em Andamento

O caso segue sob investigação, com a identificação de outros dois suspeitos que ainda não foram encontrados. O filho, que é usuário de cocaína, apresentou a versão de que havia sido sequestrado por policiais militares de São Paulo e que o local estaria sendo monitorado por drones. A declaração foi considerada inviável pelo delegado.

A Polícia Civil do Paraná continua a apurar os detalhes do crime, que levanta preocupações sobre a segurança e a integridade familiar.

Fonte/Imagem: G1

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