Menos flexibilidade e mais firmeza

Os anos vão se passando e a pele começa a sentir e dar sinais de envelhecimento. Nesse caso, a radiofrequência facial é uma aliada para quem deseja voltar no tempo. Esse procedimento estético pode ser feito em diversas regiões do rosto, seja na testa, no queixo, ou até mesmo ao redor dos olhos e da boca. O seu principal intuito é agir nos locais em que a pele se encontra mais flácida e onde consequentemente apresenta rugas e marcas de expressão.

A biomédica, dra. Eliane Pescador, comenta “A aplicação da radiofrequência possui uma série de vantagens, ela age diretamente na derme, a segunda camada da pele, promovendo contrações das fibras de colágeno e elastina, e ajudando no rejuvenescimento facial. Além disso, ela também contribui no tratamento da acne, auxiliando na diminuição de manchas causadas por espinhas”.

Qualquer pessoa adulta pode realizar o tratamento e ter melhoras significativas na aparência da sua pele. Este também é um procedimento menos invasivo do que outros tratamentos estéticos, pois é feito sem causar dor, apresenta resultados mais naturais e é adaptado para o tipo de pele de cada pessoa. Normalmente são um total de cinco sessões, no qual um gel é aplicado sobre a pele do paciente e posteriormente o especialista manuseia o aparelho de radiofrequência, ajustando a sua temperatura, por aproximadamente 60 minutos. A única ressalva acerca do procedimento é que ele não deve ser feito em pessoas que possuem marca-passo e gestantes.

Ao finalizar o tratamento o paciente pode agendar um retorno para manutenção depois de três ou quatro meses. Pessoas que realizaram aplicação da toxina botulínica, comumente conhecida como botox, também podem fazer o procedimento com radiofrequência. No entanto, não é a alternativa mais indicada, pois se for aplicada na mesma região que o botox pode estimular a musculatura local e causar diminuição da duração do tratamento.

Serviço: Ane Bello Estética

Dra Eliane Pescador Biomedica

Biomédica CRBM 4050

Harmonização Facial & corporal

Transformando Faces @igoorcostalves

Instituto Sially ITC

Rua Emiliano Perneta, 860 – Centro, Curitiba – PR.

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Novos caminhos para a saúde no Brasil serão tema de encontro no Paraná

Pesquisadores, acadêmicos, empresários, representantes da indústria, de startups e profissionais da saúde em áreas de pesquisa e desenvolvimento participam do 1º Encontro de Rotas Biotecnológicas com foco em Terapias e Diagnósticos Avançados voltados ao setor da saúde. O evento gratuito acontece no Campus da Indústria, em Curitiba, de 18 a 20 de outubro, em formato híbrido (presencial e online), numa promoção da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e do Sebrae/PR, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e Faculdades Pequeno Príncipe, Loccus, PUC/PR e apoio do Tecpar, Fundação Araucária e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Nos três dias de programação, participantes e entusiastas da ciência e da tecnologia poderão debater temas, conhecer estudos e pesquisas e trocar experiências com convidados de renome nacional e internacional. Dentro da temática principal de biotecnologia em saúde serão apresentadas atualizações e perspectivas sobre terapias e diagnósticos avançados, pesquisas científicas e desenvolvimento tecnológico na área, além de inovações em produtos e processos, informações sobre legislação, fomento, assuntos regulatórios e técnicas relacionadas à medicina de precisão. 

A biotecnologia é uma área transversal que impacta diversos segmentos econômicos. Desenvolve tecnologia a partir de organismos vivos, utilizando processos celulares e biomoleculares para criar ou modificar produtos e trazer soluções para melhorar a vida das pessoas. Por meio da biotecnologia é possível, por exemplo, prevenir doenças, melhorar a efetividade de tratamentos, reduzir a gravidade e a mortalidade, além de promover o diagnóstico precoce. Outra aplicação é para reduzir custos, simplificar e acelerar processos de diversos segmentos da cadeia produtiva industrial. A biotecnologia também está presente no desenvolvimento de medicamentos e vacinas, na fermentação de bebidas, destinação de resíduos sólidos e até na produção de novos combustíveis.

A biotecnologia é uma área transversal que impacta diversos segmentos econômicos. Foto: Adobestock

Segundo o Relatório de Inteligência Nacional Americano, 20% da atividade econômica mundial até 2040 estará focada em atividades ligadas à biotecnologia. “Temos ciência da relevância do tema para a sociedade nos próximos anos”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Carlos Valter Martins Pedro. “Por esse motivo, criamos a Rota Estratégica de Biotecnologia, que se reúne regularmente com parceiros e profissionais de mercado para debater o tema. A biotecnologia industrial é um dos segmentos mais promissores e precisamos levar informação para aproximar essa inovação das indústrias paranaenses. Esse é o caminho para o futuro”, reforça.

Para a consultora do Sebrae/PR, Adriana Kalinowski, a biotecnologia atrai oportunidades para as micro e pequenas empresas, pois o Brasil tem um grande potencial de mercado neste setor. “Podemos ver que muitas startups estão percebendo a importância da biotecnologia, pois é um mercado muito ligado à área da saúde, do bem-estar, da bioenergia e também do agronegócio. Com esse encontro, o nosso objetivo é que as empresas consigam identificar essas oportunidades”, afirma.

Já para o gerente de Desenvolvimento de Negócios do IBMP, Lucas Rossetti Nascimento, a biotecnologia voltada à Saúde Paraná vem sendo destaque e consolidando-se como um ativo importante para geração e nacionalização de tecnologias para terapia e diagnósticos. “Tudo isso é devido ao seu completo ecossistema de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e produção cada vez mais em sinergia. A criação deste 1º Encontro vem para coroar toda essa evolução e conquistas, apresentando o trabalho feito por aqui, com envolvimento do IBMP”, afirma. 
 
“Esse evento é fruto de uma demanda que envolve professores universitários, pesquisadores e empresas de biotecnologia para desenvolver e aprimorar a biotecnologia na saúde no Paraná”, destaca Katherine Athayde Teixeira de Carvalho, professora doutora do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe e Faculdades Pequeno Príncipe.
 
Katherine projeta que o encontro poderá ser um divisor de águas entre as terapias e diagnósticos convencionais e a nova era de terapias biológicas baseadas em células e seus derivados, assim como para os diagnósticos incorporando nano-sensores biológicos e biomarcadores.
 
“Isso agregará ao Paraná uma chamada para revisar as políticas de incentivo na área, tanto em pesquisa quanto na implantação de startups e empresas correlatas”, acredita. 
 
Centro do debate
Entre os destaques da programação e convidados especiais, o doutor Marco Aurelio  Krieger, vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, que abordará a experiência em insumos biológicos no Brasil, e Bruno Solano de Freitas Souza, também da Fiocruz e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, apresentará o tema Terapia Celular na Covid 19. Do Instituto Butantan, de São Paulo, o médico Lucas Eduardo Botelho de Souza traz estudos avançados para Terapia com células T geneticamente modificadas. O também doutor Augusto Claudio Cuello, da McGill University, do Canadá, falará sobre Degeneração e regeneração neuronal

A Bioengenharia de tecido ósseo utilizando células-tronco será o tema da pesquisadora Daniela Franco Bueno, do Hospital Sírio Libanês e do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, de São Paulo. Do Paraná, com foco na indústria farmacêutica, o professor da UFPR, Valderílio Feijó Azevedo, apresenta Medicamentos Biológicos e biossimilares. E, da PUC/PR, a doutora Carmem Lucia Kuniyoshi apresenta produtos de terapia celular avançada – aplicação em pesquisa clínica e uso terapêutico.

O evento é gratuito mediante a doação de um pacote de fraldas para o Hospital Pequeno Príncipe. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas aqui. A programação completa está disponível neste link.

Serviço:
Data: 18 a 20 de outubro de 2022
Local: Campus da Indústria do Sistema Fiep (Av. Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico – Curitiba – PR)
Formato: Híbrido (presencial e online) e gratuito.

Mais informações sobre o 1º Encontro de Rotas Biotecnológicas com foco em Terapias e Diagnósticos Avançados podem ser obtidas pelo: faleconoscoerbiotec@gmail.com.

Doenças raras: pacientes vivem angústia até diagnóstico e lutam para reencontrar novo olhar sobre a vida

Mais de 13 milhões de brasileiros sofrem com doenças raras. 80% delas são decorrentes de fatores genéticos e o acesso ao diagnóstico e à terapia adequada ainda são as maiores dificuldades enfrentadas pelos pacientes. 

A analista de treinamentos e logística Ana Paula Dzioba Santos, 36 anos, estava no auge profissional quando levantou para ir até o cafézinho e não conseguiu seguir em linha reta. Quem olhava de fora teve a impressão de que ela estava alcoolizada. Mas a cabeça dela já levou a medos mais sérios, de que fossem os primeiros sinais da ataxia – que são sintomas que afetam a coordenação dos movimentos – doença que o pai sofria. Alguns dias depois, acordou e quase não conseguiu andar. Pronto. Todos os alertas foram ligados e ela começou a busca por um especialista que pudesse ajudá-la. 

O neurologista do Hospital Marcelino Champagnat, Gustavo Franklin, especialista em doenças que envolvem os movimentos, assumiu o desafio de encontrar o diagnóstico. As primeiras suspeitas de que a doença pudesse ser por deficiência de alguma vitamina ou hormônio no corpo foram descartadas já nos primeiros exames. Por isso, optou-se por fazer exame de genes, para descobrir mutações que estariam resultando naqueles sintomas. Precisou de mais um para chegar ao diagnóstico, uma doença rara que atinge uma a cada cem mil pessoas e com nome complicado: Síndrome de Gerstmann-Sträussler-Scheinker, doença priônica que afeta moléculas proteicas.

“Por ser uma doença mais rara, é normal não estar entre nossas primeiras suspeitas. Mesmo com o diagnóstico, não tem uma cura. Por isso, indica-se fisioterapia, hidroterapia, terapias diferenciadas e terapia psicológica que amenizam os sintomas. Todas são importantes para que a paciente tenha melhor qualidade de vida”, ressalta o neurologista.

Qualidade de vida

Toda a descoberta da doença e diagnóstico aconteceram durante a pandemia da covid-19. Ana Paula precisou ser aposentada por invalidez e agora se dedica às terapias para ter mais qualidade de vida com a filha de nove anos e o marido. 

Com todo o tratamento, ainda não precisa usar o andador a todo momento, apenas quando sai de casa. “Como são poucas pessoas com diagnóstico como o meu, muitos se afastaram, mas ganhei outros amigos. Agora, sem dúvidas, vejo a vida com outros olhos e quero desfrutar tudo o que ela me oferece enquanto eu posso”, frisa Ana.