Uma visita educativa à Carreta da Inovação, em Mamborê, no Centro-Oeste do Paraná, resultou em uma mudança significativa na vida de Maria Vitória Camargo Miranda, de 10 anos. A estudante do 5º ano da Escola Municipal Barzotto ficou fascinada ao ver o funcionamento de uma impressora 3D e agora recebe uma prótese de mão feita com essa tecnologia, apresentada no projeto itinerante do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA).
História de Superação
Maria Vitória nasceu com uma má-formação em um dos braços. A equipe da SEIA, em colaboração com a Secretaria de Inovação de Mamborê, decidiu atender ao seu desejo de explorar a tecnologia, iniciando o desenvolvimento de uma prótese personalizada com modelagem e impressão 3D.
A Escolha das Cores
A prótese, cuja paleta foi escolhida pela própria Maria Vitória, reflete seu gosto pessoal com um design colorido inspirado em unicórnios. “Estava ansiosa para usar logo e conseguir pegar as coisas,” comentou a aluna, que já realizou os primeiros testes com o novo acessório.
Entrega da Próteses
A entrega da prótese aconteceu na quinta-feira (19) e foi realizada pelo secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani. O secretário enfatizou que a iniciativa serve como um exemplo do potencial das tecnologias emergentes, especialmente da impressão 3D, em áreas como saúde, educação e inclusão social.
“Recentemente destinamos R$ 55 milhões por meio do Pacto pela Inovação aos municípios, incluindo Mamborê, voltados à modernização de infraestrutura e aquisição de equipamentos,” informou Canziani.
Ele destacou ainda que ações como esta demonstram como tecnologias acessíveis podem ser utilizadas para criar próteses e recursos pedagógicos de baixo custo, impactando diretamente a qualidade dos serviços públicos. O objetivo é incentivar as prefeituras a integrar inovações na prestação de serviços à população.
Detalhes do Processo de Criação
A prótese foi desenvolvida ao longo de meses pelo diretor de Inteligência Artificial da SEIA, José Eduardo Padilha, após conhecer a história de Maria Vitória. O processo começou com o envio de imagens e medidas do braço da estudante. “Foi feito um escaneamento 3D para garantir maior precisão nas proporções,” explicou.
Com essas informações, foram gerados arquivos tridimensionais que deram origem às peças impressas, compostas por estruturas rígidas e flexíveis, que formam a palma da mão e as articulações dos dedos.
O tempo de impressão é de cerca de 24 horas, e o custo da produção é estimado entre R$ 30 e R$ 35. O material utiliza aproximadamente um terço de um carretel de filamento. Após a impressão, a montagem, que leva cerca de uma semana, é a etapa mais complexa. As peças são moldadas com calor para se adequar ao formato do braço, passando depois por testes de funcionalidade.
Desafios e Ajustes Finais
Conforme Padilha, um dos principais desafios foi adaptar a prótese às dimensões mais finas do braço de Maria Vitória, exigindo ajustes específicos de modelagem e ergonomia. “Esta primeira versão será entregue para uso inicial e passará por novos ajustes conforme a adaptação da aluna,” finalizou.
