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Marina critica guerras tarifárias e defende foco em saúde e pobreza

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Ministra do Meio Ambiente Critica Tarifas e Conflitos Globais em Conferência de Clima

Durante a Conferência Global de Clima e Saúde, realizada nesta terça-feira (29), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, expressou preocupações sobre as “guerras tarifárias” entre os países. Silva ressaltou que o foco mundial deve ser no combate à pobreza, problemas de saúde e mudanças climáticas, em vez de conflitos por tarifas comerciais.

Guerras Tarifárias e Defesa da Cooperação

A ministra criticou a lógica das guerras tarifárias entre nações, afirmando que essas disputas prejudicam a cooperação e a solidariedade. “Deveríamos estar fazendo guerra contra os graves problemas de saúde, a pobreza e as formas de malezas que estão afetando a humanidade”, enfatizou.

O contexto da declaração veio à tona com o recente anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, a serem efetivas a partir de sexta-feira (1º). O governo brasileiro busca negociar a medida.

Postura dos EUA e Reação do Brasil

Trump comunicou a nova taxa em uma carta direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada em sua rede social. O presidente americano alegou que a tarifa é uma resposta à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A equipe governamental brasileira considera essa medida uma grave interferência na soberania nacional, levantando preocupações sobre a sua legitimidade.

Impacto das Mudanças Climáticas

Além das tarifas, Marina Silva abordou a questão das guerras bélicas em regiões como a África, Ucrânia e Faixa de Gaza. Ela condenou a indiferença em relação às mortes provocadas pelas mudanças climáticas, que, segundo ela, deveriam gerar a mesma indignação.

“Mais de 500 mil pessoas no mundo perdem suas vidas anualmente devido a ondas de calor. Em comparação, mais de 260 mil vidas são perdidas em guerras. É alarmante que a guerra silenciosa da mudança do clima não receba a mesma atenção”, concluiu a ministra.

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