Na quinta-feira (19/2), a Câmara dos Deputados discute a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei, enquanto manifestantes entram em confronto com as forças federais em protesto. O projeto, que já obteve aprovação do Senado na semana passada, altera as regras de contratação, demissão, jornada e organização sindical.
Os conflitos começaram às 16h30, quando os manifestantes tentaram ultrapassar barricadas em frente ao Congresso. A Gendarmería Nacional reagiu com canhões de água, mas a situação se intensificou com o uso de gás lacrimogêneo, resultando em uma troca de bombas de gás entre os grupos.
Por volta das 18h20, uma barricada foi derrubada, levando à resposta adicional das forças de segurança com gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha. Até o fechamento desta matéria, não havia relatos de prisões.
Impactos da Greve Nacional
Dentro do Congresso, a discussão ocorre em meio a uma greve nacional da Confederación General del Trabajo (CGT), que paralisou o país desde a meia-noite. Segundo o jornal Clarín, apenas algumas linhas de ônibus operam, afetando até voos entre Argentina e Brasil.
Os principais pontos da reforma incluem mudanças no cálculo de indenizações por demissão, criação do Fundo de Assistência Laboral (FAL) e novas regras para horas extras e salários. A proposta visa dar previsibilidade ao mercado, mas críticos apontam que ela pode facilitar demissões.
- Substituição do pagamento obrigatório de horas extras por compensação em folgas;
- Autorização para pagamento de salários em pesos ou moeda estrangeira;
- Implementação de “salários dinâmicos” baseados em produtividade;
- Ampliação da jornada de 8 para até 12 horas, respeitando o descanso mínimo de 12 horas;
- Possibilidade de desconto de 50% do salário-base em casos de saúde não relacionados ao trabalho.
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