Impasse sobre o aumento do IOF gera pressão entre Executivo e Congresso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou, nesta quinta-feira (10), um entendimento entre o Executivo e o Congresso para resolver a situação em torno da revogação do decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A pressão ocorre em meio a discussões sobre possíveis cortes no orçamento.
Cortes orçamentários podem afetar emendas parlamentares
Lula enfatizou que, caso ajustes sejam necessários para compensar a derrubada do decreto, as emendas parlamentares também poderão ser impactadas. “O deputado sabe que, se eu tiver que cortar R$10 bilhões, vou cortar das emendas dele também. Então é importante a gente chegar a um acordo”, declarou em entrevista ao “Jornal da Record“.
Manutenção do IOF e responsabilidade presidencial
O presidente garantiu que insistirá no aumento do IOF, reforçando que a edição de decretos é uma atribuição do chefe do Executivo. “Eu vou manter o IOF. Se tiver um item que esteja errado, podemos rever, mas o IOF vai continuar”, afirmou.
Discussões na Câmara e possíveis cortes em programas sociais
A questão do decreto foi discutida durante reunião de líderes da Câmara dos Deputados nesta semana. Líderes do governo, em coletiva de imprensa, ressaltaram a necessidade de encontrar soluções para o “buraco” fiscal causado pela derrubada do IOF e não descartaram cortes em programas sociais como uma alternativa para equilibrar as contas.
Acionamento do STF e audiência de conciliação
Na última terça-feira (1º), o governo acionou o STF para tentar reverter a decisão do Congresso que anulou o decreto sobre o imposto. A ação pede que a Corte confirme a constitucionalidade do decreto, argumentando que o Legislativo ultrapassou sua competência ao revogá-lo.
Na sexta-feira (4), o ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspendeu os efeitos dos atos do Executivo e do Legislativo acerca do aumento do IOF e agendou uma audiência de conciliação para o dia 15 de julho.
Reações ao decreto e busca por alternativas
O conflito em torno do IOF teve início em maio, quando o governo editou o decreto com o objetivo de aumentar a arrecadação e atender às metas fiscais. A medida gerou forte resistência no Congresso e no mercado financeiro, levando Câmara e Senado a aprovar um projeto de decreto legislativo (PDL) para anulá-lo no mesmo dia.
Com a revogação do decreto, será necessário encontrar uma nova abordagem para cumprir as metas fiscais estabelecidas pelo governo.
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