Lenda do hardcore mundial, Sick of it All anuncia show em Curitiba

A capital paranaense está na rota de shows de uma das principais bandas da história do hardcore mundial: o Sick of it All. Com turnê pela América Latina marcada para o próximo mês de março, a banda vai passar por grandes cidades do México, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil. Para alegria dos fãs curitibanos, a banda vai desembarcar em Curitiba no dia 19 de março. Com status de lendas do gênero, o Sick of it All subirá no palco do CWB Hall com o show baseado em seu último trabalho, o álbum “Wake The Sleeping Dragon!”, lançado em 2018.  

Formada por Craig Setari, Armandi Majidi e os irmãos Lou e Peter Koller, o Sick of it All surgiu em 1986, no bairro do Queens em Nova York. Três anos depois, a banda lançou o seu primeiro LP e caiu na estrada com a primeira turnê pelos Estados Unidos. Mais de três décadas depois e consagrados como expoentes do segmento, os nova-iorquinos acumulam uma discografia com 12 álbuns, diversas turnês internacionais e não mostram sinais de desaceleração, percorrendo o mundo apresentando o seu hardcore incondicional e revolucionário.

Sucesso em todo Planeta, o Sick of it All aparece ao lado de bandas como Madball, Agnostic Front e Biohazard como responsáveis por espalhar um hardcore agressivo, marcado por riffs inspirados pelo metal, betdowns e vocais em coro. A banda nova-iorquina atingiu o auge da carreira com os álbuns “Blood, Sweat And No Tears” (1989), “Just Look Around” (1992), “Scratch The Surface” (1994) e “Call To Arms” (1999), que trouxeram hits furiosos, marcados por letras com críticas sociais, que são entoados até hoje pelos amantes do bom hardcore.

Para completar a noite histórica em Curitiba, o evento contará ainda com a apresentação da banda Garage Fuzz, um dos grandes símbolos do punk/hardcore brasileiro, e da banda curitibana Colligere, que vai apresentar o show de seu novo álbum. O show faz parte da celebração de 10 anos de história da hamburgueria curitibana O Barba, uma das principais referências do mercado gastronômico curitibano.

O evento será realizado no CWB Hall (Rua Dr. Claudino dos Santos, 72 – São Francisco), a partir das 19h. Os ingressos custam a partir de R$ 90 e estão disponíveis no site https://bit.ly/37lr1EX  ou nos pontos de venda físicos: O Barba (Avenida Vicente Machado, 578) e Agacê Store – Shopping Metropolitan (Praça Rui Barbosa, loja 36). Mais informações pelo telefone (41) 3016-9069.

Otimista com vacina no início de 2021, secretário acredita em queda na curva de covid-19 em 40 dias

Segundo Beto Preto, o Paraná obteve um bom resultado no controle da doença por ter feito um grande número de testes e, além disso, ter dado a assistência necessária aos pacientes infectados

A curva de casos e mortes por coronavírus no Paraná devem começar a ter uma queda importante em cerca de 30 a 40 dias. É o que acredita o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, que em entrevista à Banda B, na tarde desta quinta-feira (24), também se mostrou otimista a aplicação da vacina na população do Paraná até março de 2021.

Segundo Beto Preto, o Paraná obteve um bom resultado no controle da doença por ter feito um grande número de testes e, além disso, ter dado a assistência necessária aos pacientes infectados. “Não faltaram leitos de UTI e enfermaria e isso é realmente importante. Tivemos muitos testes e conseguimos fazer o bloqueio dos municípios. Esse trabalho em conjunto teve um resultado muito importante. Queria poder dizer que foi ótimo, mas como perdemos paranaenses todos os dias não há o que comemorar”, ponderou.

Foram realizados até agora no Paraná 632.282 testes RT-PCR, considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ficando atrás apenas de São Paulo em números absolutos. Além disso, o Paraná fica atrás apenas de Minas Gerais entre os estados brasileiros com o menor número de casos e de óbitos pela Covid-19 por 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doença na população paranaense foi de 1.477,4 casos por 100 mil habitantes, com 37,1 mortes a cada 100 mil.

Sobre uma queda nas curvas de mortes e casos, o secretário de Saúde ressaltou que nas últimas semanas o Paraná já tem números em tendência de queda, mas ainda não em valores consideráveis. “Estamos há duas semanas com diminuição de 15% de casos e 2%de morte, mas no Litoral, por exemplo, houve um aumento de 28%. Eu acho que nos próximas 30 a 40 dias estaremos em uma curva decrescente e talvez haja a possibilidade de um retorno de algumas atividades como as aulas, desde que seja com segurança para os professores e alunos. Temos que tratar isso com todo respeito e sem sofrer pressões”, disse.

O que vai realmente ‘derrubar’ o vírus é uma vacina, mas isso só deve acontecer em fevereiro ou março do ano que vem. “Pessoas de alto gabarito estão tocando essas vacinas, laboratórios russos, chineses e norte-americanos. Eu vejo que em algum momento ela vai chegar. Não dá para ter uma certeza, mas talvez no início de fevereiro ou março isso aconteça. Tudo nos leva a crer que será possível isso em cinco meses”, falou.

Mortes de profissionais de Saúde

O secretário de Saúde lamentou durante a entrevista a perda de profissionais da saúde paranaenses na pandemia. “Nós tivemos muitos casos de contaminação dentro das equipes e profissionais perderam a vida. Você toma todo cuidado com os pacientes, mas se contamina em casa ou até no refeitório no hospital. São verdadeiros guerreiros que em nenhum momento deixaram de lutar”, concluiu.

O boletim da Secretária de Saúde do Paraná da última quarta-feira aponta 167.144 casos e 4.201 mortos em decorrência da doença.

Informações Banda B.

Secretário de Saúde do Paraná não acredita em retorno do público aos estádios em 2020

Beto Preto destacou que a presença da torcida nas arquibancadas poderia aumentar a demanda de testes para a Covid-19

A Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (Sesa) reforçou o posicionamento de que é contrária a volta da torcida aos estádios na Série A do Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Banda B, o secretário de Saúde, Beto Preto, disse que não acredita em retorno do público neste ano e a presença dos torcedores nas arquibancadas possivelmente aumentaria a demanda de testes da Covid-19.

“Do ponto de vista epidemiológico, eu quero me antecipar que se depender da Secretaria de Estado da Saúde neste momento, que tem prioridades importantes que são as aulas da crianças, não há possibilidade neste ano e não deslumbro a possibilidade de 30% de torcida nos estádios de futebol. Não há essa capacidade e isso geraria a necessidade de testes, eventualmente. Nós trabalhamos para suprir toda a necessidade de testes no Paraná”, declarou o secretário.

Beto Preto reconheceu a importância do futebol neste momento, mas destacou que a saúde da população vem em primeiro lugar. “O futebol é fundamental, um belo esporte, a preferência do brasileiro, mas antes disso, vem o quesito de saúde. Cada dia tem a sua agonia, montando a estratégia e não abandonamos a planilha. Na saúde, a nossa equipe trabalha todo dia e o planejamento é o forte neste momento”, afirmou.

Posicionamentos de Coritiba e Athletico

Através de nota oficial, o Coritiba defendeu a isonomia entre todos os clubes. “O Coritiba defende a igualdade na tomada de decisão e acredita que a medida definida deve valer para todos, respeitando a isonomia competitiva. O clube defendeu o retorno aos treinos de maneira segura e inclusive contratou um médico infectologista que contribuiu com o desenvolvimento de um protocolo de saúde, entendendo a responsabilidade das instituições sobre o atual cenário de pandemia e, ainda que esteja atento à situação e seus desdobramentos, reforça que a saúde e segurança devem ser consideradas como prioridade em relação ao retorno do público aos estádios”.

Já o Athletico, através do presidente do Conselho Administrativo, Mário Celso Petraglia, declarou que não tem nenhuma conclusão até que o assunto seja mais esclarecido. “Sem nenhuma conclusão ou decisão até que tudo fique claro e estabelecido de como será essa liberação”, falou.

Ministério da Saúde já autorizou

O Ministério da Saúde aprovou o plano da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a volta do público aos estádios, com limite de 30% da capacidade. A própria CBF vai se reunir com os clubes para debater o assunto, mas adiantou que a decisão deve passar pelas liberações de estados e munícipios.

O governo de São Paulo já anunciou que não vai permitir a presença do público nas partidas do Campeonato Brasileiro da Série A ou das Eliminatórias para a Copa do Mundo. Em contrapartida, a prefeitura do Rio de Janeiro autorizou a presença de 30% da capacidade do Maracanã. O plano é que o primeiro jogo seja Flamengo x Athletico, no dia 04 de outubro.

A última vez que os jogos no Brasil aconteceram com a presença de público foi em março, antes mesmo da paralisação do futebol pela pandemia da Covid-19. Os jogos retornaram no Paraná no final de julho, mas sem a torcida.

Informações Banda B.