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Kremlin: OTAN e UE combatem Rússia por meio da Ucrânia

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Rússia Acusa Otan e União Europeia de Participação Direta em Conflito na Ucrânia

Durante encontro do G20 à margem da Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que a Otan e a União Europeia estão envolvidas em uma “guerra real” contra Moscou, através do conflito na Ucrânia. Batendo forte na crítica ao Ocidente, Lavrov sugeriu que essa situação representa uma violação clara dos princípios da Carta da ONU.


Críticas ao Ocidente

Lavrov enfatizou que o conflito na Ucrânia ilustra as “ambições neocoloniais” do Ocidente e contribui para a instabilidade global. Ele declarou:

“A crise foi provocada pelo Ocidente coletivo, por meio da qual a Otan e a União Europeia querem declarar, na verdade, já declararam uma guerra real ao meu país e estão participando diretamente dela.”

Impactos no Oriente Médio

Além do conflito ucraniano, o chanceler russo também falou sobre a situação no Oriente Médio, referindo-se ao alto número de mortos na Faixa de Gaza. Enquanto a contagem oficial é de 65 mil, funcionários da ONU sugerem que o número poderia ser dez vezes maior. “Nenhum dos vizinhos de Israel pode se sentir seguro, vemos isso todos os dias”, disse Lavrov.


Contexto das Tensões

  • As declarações de Lavrov surgem em meio a um novo pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, que inclui restrições severas ao gás natural liquefeito russo e ao setor bancário.
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o objetivo dessas sanções é cortar as receitas que sustentam a “máquina de guerra” russa, mencionando uma queda significativa na dependência energética da Europa em relação à Rússia.
  • No quesito militar, incidentes envolvendo drones e caças russos violando o espaço aéreo de países da Otan elevaram as tensões, levando a organização a classificar esses episódios como “ações irresponsáveis”.

Defesa de um Mundo Multipolar

No discurso, Lavrov também lembrou que a criação da ONU foi consequente da vitória sobre o nazismo e o militarismo japonês, com a participação da União Soviética e da China. Ele defendeu a necessidade de respeitar os princípios da Carta da ONU para promover um desenvolvimento pacífico entre países.

O chanceler citou o fortalecimento dos Brics e da Organização de Cooperação de Xangai (OCS) como evidências de um “mundo multipolar” em ascensão. “Essas iniciativas visam proteger os países da maioria global da concorrência desleal”, concluiu.

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