Queda do Airbus A330: Novo Processo em Andamento
O julgamento sobre a queda do Airbus A330, que resultou na morte de 228 pessoas em 2009, começa uma nova fase judicial na França. O acidente ocorreu no Oceano Atlântico durante um voo entre o Rio de Janeiro e Paris, e o caso envolve a companhia Air France e a fabricante Airbus.
Acidente e Responsabilidades
Na noite de 31 de maio para 1º de junho de 2009, o avião caiu no oceano devido ao congelamento dos sensores Pitot, que controlam a velocidade da aeronave. Essa falha técnica levou à perda de controle e, subsequente, à queda da aeronave.
Em abril de 2023, o Tribunal Correicional de Paris absolveu a Air France e a Airbus de homicídio culposo, embora tenha reconhecido a responsabilidade civil das empresas e constado “falhas” que contribuíram para o acidente. No entanto, a Procuradoria-Geral da França recorreu da decisão.
Resultados de Investigações
Um relatório da BEA, agência francesa de investigação de acidentes aéreos, apontou que a tragédia foi causada por uma manobra inadequada do piloto, após uma série de incidentes técnicos durante o voo. As acusações no processo incluem a omissão da Airbus em trocar os sensores e a falta de treinamento apropriado dos pilotos pela Air France.
A Air France e a Airbus negaram as acusações e reafirmaram sua posição de que não houve falha penal que levasse ao acidente. As duas empresas optaram por não comentar além dos comunicados públicos antes do início do julgamento.
Expectativas das Famílias das Vítimas
Das 489 famílias afetadas, 281 estão participando do novo julgamento, que oferece uma segunda chance de responsabilização às empresas. “Estamos exaustos, mas satisfeitos com a reabertura do caso”, comentou Ophélie Toulliou, que perdeu o irmão no acidente. Ela destacou a esperança de que a justiça seja feita.
Alain Jakubowicz, advogado de várias famílias, enfatizou que os pilotos não estavam preparados para lidar com as falhas dos sensores, um fato que a Air France e a Airbus consideravam improvável na época.
Danièle Lamy, presidente da associação de apoio às famílias das vítimas, expressou preocupação com a inatividade da Airbus em substituir os sensores nos meses anteriores ao acidente.
Desdobramentos do Julgamento
O julgamento, que vai até 27 de novembro, pode resultar em multas de até € 225 mil (aproximadamente R$ 1,4 milhão) para cada empresa. Apesar de serem valores simbólicos, a maioria das famílias já recebeu indenizações por parte das empresas.
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