Decisão Judicial Restaura Financiamento da UCLA
Na última terça-feira, 12 de setembro, a juíza Rita Lin, da Corte Distrital dos EUA em São Francisco, determinou que o governo do ex-presidente Donald Trump deveria restaurar parte do financiamento federal suspendido para a Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA).
A decisão judicial foi baseada em uma liminar emitida em junho, na qual Lin havia ordenado à Fundação Nacional de Ciências que reinstaurasse dezenas de bolsas que foram canceladas. A ordem judicial também impediu novos cancelamentos de bolsas dentro do sistema da Universidade da Califórnia, do qual a UCLA é parte.
Em resposta à decisão, tanto a Casa Branca quanto a UCLA optaram por não comentar. A universidade revelou anteriormente que o governo havia congelado US$ 584 milhões em verbas, em meio a ameaças de corte de financiamento federal em razão de protestos estudantis a favor da Palestina, relacionados ao conflito em Gaza.
O Los Angeles Times reportou que a ordem da juíza restauraria mais de um terço do financiamento suspenso. A UCLA também avaliou uma proposta do governo Trump que exigiria um pagamento de US$ 1 bilhão, uma quantia que, segundo a universidade, poderia “devastar” suas operações.
Controvérsias em Torno dos Protestos
O governo federal acusou universidades como a UCLA de permitir a disseminação de antissemitismo durante os protestos. Por outro lado, manifestantes e alguns grupos judaicos sustentam que a administração confunde críticas ao governo israelense e à ocupação palestina com antissemitismo, além de rotular a defesa dos direitos palestinos como apoio ao extremismo.
Especialistas expressaram preocupações sobre a liberdade de expressão e a integridade acadêmica em meio às ameaças colocadas pelo governo anterior. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, descreveu a proposta de acordo do governo Trump como uma forma de extorsão.
Grandes manifestações ocorreram na UCLA no ano passado, e em agosto, a universidade concordou em pagar mais de US$ 6 milhões para encerrar um processo judicial relacionado a acusações de antissemitismo. Além disso, a instituição foi processada este ano devido a um ataque violento perpetrado contra manifestantes pró-palestinos.
Defensores dos direitos humanos notaram um aumento no antissemitismo, no preconceito antiárabe e na islamofobia resultante do conflito no Oriente Médio. O governo Trump, no entanto, não anunciou investigações semelhantes sobre islamofobia.
Além da UCLA, o governo estabeleceu acordos com a Universidade de Columbia, que concordou em pagar mais de US$ 220 milhões, e com a Universidade Brown, que pagará US$ 50 milhões, ambas atendendo a solicitações do governo. As negociações com a Universidade de Harvard estão em andamento.
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