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Italiano Investigado por Safári Humano em Sarajevo

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Investigação em Milão: Italiano de 80 Anos Suspeito de Crimes na Guerra da Bósnia

Promotores de Milão estão investigando um homem italiano de 80 anos, suspeito de envolvimento em viagens organizadas para atirar contra civis sitiados em Sarajevo durante a Guerra da Bósnia (1992-1996). As investigações foram abertas após relatos que indicam que cidadãos italianos participaram desses atos por “diversão”.

Charges and Context

O suspeito, um caminhoneiro aposentado da província de Pordenone, enfrenta acusações de homicídio premeditado, agravado por motivos torpes. Contudo, ainda não está claro se ele participou diretamente das ações ou se ajudou na logística para os “turistas” envolvidos. Atualmente, o homem permanece em liberdade.

Denúncias e Investigações

O jornalista Ezio Gavazzeni, responsável por levantar as denúncias, afirmou que o procurador Alessandro Gobbis já intimou o suspeito a depor, embora isso não signifique automaticamente culpa. A Procuradoria de Milão, sob a liderança de Marcello Viola, iniciou a apuração após Gavazzeni questionar a possibilidade de que cidadãos italianos teriam viajado para Sarajevo com a intenção de disparar contra civis entre 1992 e 1995.

Atiradores por Esporte?

Segundo Gavazzeni, durante o cerco de Sarajevo, que durou quase quatro anos e resultou na prisão de milhares de civis sob bombardeios, alguns italianos e outros estrangeiros se uniram aos sitiantes, agindo como snipers. A prática era tão comum que uma rua da cidade foi apelidada de “beco dos atiradores”. De acordo com o inquérito, esses “turistas” pagavam entre 80 mil e 100 mil euros para participar das ações.

Impactos do Cerco de Sarajevo

O cerco à cidade deixou mais de 11 mil mortos e 60 mil feridos, sendo caracterizado por ataques sistemáticos a civis. Snipers posicionados nas colinas disparavam indiscriminadamente contra a população, tornando a situação insustentável.

Survivência e Novas Revelações

A investigação motivou esperança entre os sobreviventes, na expectativa de que os responsáveis sejam um dia julgados. Gavazzeni, que publicará um livro sobre suas investigações em breve, acredita que mais nomes podem surgir como suspeitos. “Sei que muitas pessoas não estão dormindo bem à noite”, comentou.

Açōes Contra Líderes Estrangeiros

O jornalista croata Domagoj Margetic apresentou, ainda, uma denúncia à Procuradoria de Milão contra o atual presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic. Segundo Margetic, Vucic teria atuado como voluntário junto às forças sérvias, potencialmente contribuindo para os crimes cometidos contra civis durante o cerco. A denúncia inclui depoimentos de autoridades bósnias e um vídeo que supostamente mostra Vucic em companhia de atiradores em 1993.

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