O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está avaliando “opções alternativas” para resgatar os reféns do Hamas e acabar com o regime do grupo palestino na Faixa de Gaza. A declaração surge após a suspensão das negociações de cessar-fogo no Catar, em conjunto com os Estados Unidos.
Contexto das negociações
Netanyahu enfatizou que, junto aos aliados americanos, busca soluções para trazer de volta os reféns e assegurar uma paz duradoura para Israel e a região. O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, afirmou que a última resposta do Hamas indicou uma “falta de desejo de chegar a um cessar-fogo”. O Hamas, por sua vez, classificou essas alegações como “desonestas”. Uma fonte israelense comentou que a decisão de interromper as negociações não reflete uma crise, e os EUA ainda estão comprometidos em buscar uma trégua.
Situação na Faixa de Gaza
Desde outubro de 2023, Israel realiza intensas operações militares na Faixa de Gaza em resposta a um ataque do Hamas. O Ministério da Saúde local reportou, até 13 de julho de 2025, a morte de pelo menos 58 mil palestinos, além de mais de 138 mil feridos, sendo que a maioria das vítimas são mulheres e crianças, de acordo com a organização, que não faz distinção entre civis e combatentes. Israel, por sua vez, afirma que cerca de 20 mil dos mortos eram combatentes do Hamas.
A ONU informou que, desde o final de maio deste ano, 798 pessoas morreram ao tentar conseguir alimentos, principalmente em áreas próximas a distribuições da GHF (Fundação Humanitária de Gaza). O Escritório Central de Estatísticas da Palestina indicou uma queda da população de Gaza, de 2.226.544 em 2023 para 2.129.724, com a estimativa de que cerca de 100 mil palestinos tenham deixado a região desde o início da guerra.
No lado israelense, aproximadamente 1.650 indivíduos, incluindo israelenses e estrangeiros, foram mortos desde o início do conflito, sendo 1.200 em 7 de outubro e 446 soldados durante as operações em Gaza. Estima-se que cerca de 50 reféns ainda estejam em mãos do Hamas, incluindo 28 que foram confirmados mortos.
Desde 18 de março, as Forças Armadas de Israel emitiram 54 ordens de deslocamento, afetando cerca de 81% da Faixa de Gaza, resultando em mais de 700 mil deslocados. Em 9 de julho, 86% da faixa estava sob controle militar israelense ou com ordens de deslocamento. Muitas pessoas estão buscando abrigo em locais congestionados, como abrigos improvisados e áreas urbanas danificadas.
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