O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reafirmou, em discurso transmitido pela TV estatal, que o país não se renderá à pressão das potências mundiais nas negociações sobre seu programa nuclear. As declarações, feitas no dia 21 de fevereiro, sublinham a posição firme do Irã em meio a um cenário de tensões crescentes.
“As potências mundiais estão se alinhando para nos forçar a curvar a cabeça… mas nós não vamos, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, afirmou Pezeshkian, sem entrar em detalhes sobre o estado atual das negociações ou potenciais concessões.
Retomada das Negociações
As conversas nucleares entre Estados Unidos e Irã recomeçaram após uma pausa significativa, interrompida pela recente guerra de 12 dias entre Teerã e Israel. A última rodada de discussões ocorreu em Genebra no dia 17 de fevereiro, mas não resultou em avanços concretos.
Tensões Emergentes
O impasse gira em torno do enriquecimento de urânio, que o Irã considera um direito legítimo para fins civis. Em contrapartida, os EUA defendem que a quantidade de urânio enriquecido sugere um objetivo militar, o que é proibido por um edito religioso do aiatolá Ali Khamenei.
Recentemente, o Irã enviou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU alertando que bases dos EUA no Oriente Médio se tornariam alvos legítimos em caso de ataque. Em resposta, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou uma possível ação militar em 10 dias, caso não houvesse um acordo. A troca de declarações aumenta o risco de escalada na região, que já conta com uma forte presença militar dos EUA.
Ainda que ameaças mútuas pairem sobre as negociações, o Irã busca manter o diálogo, enquanto os EUA pressionam para limitar suas capacidades nucleares. A situação continua incerta, sem previsão para novas rodadas de conversas que poderiam levar à estabilidade na região.
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