Um novo estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) visa combater o desmatamento legal no Brasil, propondo a remuneração do setor produtivo para preservar 9 milhões de hectares da Amazônia Legal, área equivalente ao estado de Santa Catarina. O artigo foi publicado na revista Frontiers e apresenta três modelos de negócios escaláveis.
A pesquisa é fruto da iniciativa CONSERV, que, entre 2021 e 2024, assegurou a conservação de 20.707 hectares de vegetação nativa na Amazônia e no Cerrado. Durante esse período, proprietários de terras receberam pagamento proporcional à área de vegetação nativa mantida, indo além das exigências legais.
Modelos de Remuneração
Crédito de Carbono: O primeiro modelo sugere utilizar o mercado de crédito de carbono para captar recursos para conservação, onde compradores pagariam pela proteção ou aumento dos estoques de carbono.
Setor de Commodities: O segundo modelo propõe financiamento por comerciantes de commodities, com subsídios que garantem práticas de desmatamento zero, permitindo acesso ao mercado e proteção ambiental.
Crédito Sustentável: O último modelo sugere compensar indivíduos pela proteção de florestas, oferecendo empréstimos em condições vantajosas, o que pode aumentar a lucratividade das fazendas e reduzir a pressão por desmatamento.
Os autores ressaltam que a combinação das estratégias propostas poderá criar um programa de conservação flexível e escalável. André Guimarães, diretor do IPAM, afirma que é crucial eliminar qualquer tipo de desmatamento, alertando sobre a segurança alimentar global diante das mudanças climáticas.
Segundo o IPAM, a vegetação nativa desempenha papéis essenciais, como a regulação do clima, apontando que um aumento na temperatura pode resultar em queda significativa na produção agrícola, com perdas associadas aos eventos climáticos extremos.
Matéria completa em: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/ipam-propoe-remunerar-setor-produtivo-contra-desmatamento-legal/
