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Inverno de 2026 será quente e chuvoso, prevê Simepar

O inverno de 2026 no Paraná promete ser atípico, com chuvas e temperaturas superiores à média. A previsão é do Simepar, que aponta um aumento na incidência de precipitações e variações climáticas devido ao fenômeno El Niño, que já se manifestou no Oceano Pacífico.

Características do Inverno de 2026

Tradicionalmente, o inverno é a estação mais fria e seca do ano. No entanto, segundo levantamento do Simepar, o inverno de 2026 começará oficialmente no dia 21 de junho e será marcado por um volume de chuvas acima do esperado, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná.

Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar, explica que, em anos normais, alta pressão e massas de ar frio predominam, resultando em intervalos prolongados entre as chuvas. Contudo, a previsão indica que o El Niño poderá alterar esse padrão, especialmente em áreas como o Oeste e Sudoeste do estado, onde geralmente ocorrem as maiores chuvas.

A Influência do El Niño

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos confirmou a persistência do fenômeno El Niño, que deve intensificar-se entre a primavera e o verão de 2026. O aumento da temperatura da superfície do mar no Pacífico, que já é superior a 0,5°C desde maio, influencia diretamente as condições climáticas no Paraná.

O El Niño pode resultar em um aumento na frequência de sistemas frontais, redução das amplitudes térmicas e um maior número de nevoeiros, diminuindo assim a incidência de geadas generalizadas, conforme Furlan. Isso implica que julho deverá ter temperaturas mais amenas e agosto, por sua vez, verá um aumento gradual das temperaturas.

Preparativos das Autoridades

Visando melhorar a prevenção e a resposta a desastres naturais, o Simepar está ampliando sua equipe de meteorologistas e implementando novos sistemas de monitoramento, como radares meteorológicos e bóias oceanográficas. As iniciativas contam com apoio do Instituto Água e Terra (IAT) e são intermediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável.

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil está atenta ao fenômeno e reforçou as orientações para os municípios, além de realizar simulações de desastres em áreas vulneráveis, como Antonina e Morretes. O objetivo é preparar as cidades para eventos climáticos extremos, como inundações e deslizamentos.

O coronel Fernando Schunig, coordenador da Defesa Civil, ressalta que é crucial monitorar as áreas com histórico de desastres e estabelecer planos de contingência para mitigar os impactos à população durante este inverno incomum.

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