O cabeleireiro curitibano, de 22 anos, que foi esfaqueado dentro de um ônibus da linha Inter 2 quando voltava do trabalho na sexta-feira, dia 12, criticou a nota da Prefeitura de Curitiba sobre a violência dentro no transporte coletivo. Cláudio Eising, agredido por ser homossexual, por volta das 23h de sexta-feira (12), criticou a demora da polícia para chegar depois que ele foi agredido.
A nota da prefeitura abominou qualquer tipo de violência e lamentou o caso ocorrido no transporte público. A prefeitura reforçou que em caso de qualquer tipo de violência nos ônibus, a população pode contar com a Guarda Municipal que deve ser chamada pelo número 153. O passageiro agredido questionou a eficiência do serviço.

“De que adianta falar que tem segurança se quando precisa dela não se pode contar”, disse o rapaz, pelo Facebook. “Onde estava a polícia enquanto eu sangrava dentro de um ônibus”, questiona.
O crime ocorreu entre os terminais do Capão Raso e Portão. Claudio estava no meio do ônibus quando dois homens aparentemente bêbados, que estavam no fundo do coletivo, começaram a xingar e dizer que “veado tem que morrer”. Alguns instantes depois os homens cercaram Cláudio no banco onde ele estava e um deles tentou esfaquear ele. Cláudio tentou se defender e segurou a lâmina. Ele teve a mão direita cortada gravemente pela faca, além de receber chutes e socos.
Os outros passageiros, em pânico, pediram ao motorista que parasse o ônibus, e saíram pela porta de emergência enquanto o motorista foi até onde os homens estavam e resgatou o rapaz que sangrava muito. Os dois bandidos, ainda não identificados, fugiram depois da confusão. A Polícia Militar e o Siate foram chamados e Claudio foi levado ao Hospital do Trabalhador. Ele levou mais de quarenta pontos na mão direita e outros cinco na testa.
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BandNewsFmCuritiba.