O Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza, se manifestou nesta segunda-feira (17/11) contra a proposta de criação de uma força internacional na região. A declaração ocorre antes da votação de um projeto de resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que envolve um novo plano de paz para o território.
Rejeição ao Plano de Paz
Em nota, o Hamas e outras facções palestinas alertaram sobre os “perigos” do projeto de resolução norte-americano, que consideram uma “tentativa de impor tutela internacional” sobre Gaza e favorecer a ocupação. O grupo afirmou que a proposta comprometeria a autonomia palestina, transferindo a administração e a reconstrução da região para uma entidade internacional com amplos poderes.
Votação no Conselho de Segurança
- A votação da resolução está agendada para ocorrer ainda nesta segunda-feira. O projeto foi apoiado na última sexta-feira (14/11) pela delegação dos Estados Unidos na ONU.
- Esse projeto, assinado conjuntamente por nove países, incluindo Catar, Egito e Arábia Saudita, busca promover um plano para a autodeterminação e a criação de um Estado palestino.
- A proposta é parte de um esforço mais amplo para organizar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Preocupações do Hamas
O Hamas expressou que qualquer ação humanitária na Faixa de Gaza deve ser conduzida por instituições palestinas, sob a supervisão da ONU e de organismos internacionais relevantes. Além disso, o grupo reafirmou sua rejeição a qualquer cláusula que implique no desarmamento de Gaza ou que desrespeite o direito do povo palestino à resistência e à autodefesa.
O grupo também manifestou oposição ao estabelecimento de uma presença militar estrangeira ou bases internacionais na Faixa de Gaza, considerando isso uma violação da soberania nacional. O Hamas também solicitou mecanismos internacionais para monitorar as supostas violações por parte de Israel na região.
Reação de Israel
Enquanto a resolução é debatida na ONU, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e membros de seu gabinete reafirmaram publicamente sua oposição à criação de um Estado palestino.
