Hackaton incentiva estudantes a pensar em inovação e empreendedorismo

Inovação e empreendedorismo também se aprendem em sala de aula. Para incentivar os jovens a desenvolver soluções para diferentes setores da sociedade, o SEB se uniu ao Sebrae/PR na realização do Hackathon SEB, que chegou à sua terceira edição no final de agosto. A maratona, que contou com a parceria da Companhia Paranaense de Energia (Copel), estimulou alunos dos ensinos fundamental e médio da escola a apresentar projetos que combinassem empreendedorismo e inovação.

O desafio, proposto pela escola, era o de desenvolver projetos em até 48 horas, com a avaliação de especialistas, relacionados com sistema de redes elétricas inteligentes. Para isso, os jovens contaram antes com a capacitação do Sebrae/PR, que apresentou os principais fundamentos do empreendorismo inovador. Um dos projetos vencedores, de Curitiba, trouxe um aplicativo que, conectado a um conjunto de tomadas e spots inteligentes, mede o valor da energia elétrica consumida e evita gastos excessivos, fazendo com que o consumidor saiba exatamente o custo da eletricidade em sua casa ou comércio.

Segundo a consultora do Sebrae/PR, Sonia Shimoyama, o Hackathon foi uma oportunidade para os jovens aprimorarem seus conhecimentos técnicos, pensando no futuro profissional.

“Foi uma situação diferente, inusitada e que eles ainda não tinham vivenciado. Por isso, começam a despertar, ampliar o horizonte de conhecimento. Isso faz toda a diferença na formação, pois é um aprendizado que marca a vida”.

Soluções inovadoras

Um dos objetivos do Hackathon era que os alunos desenvolvessem vários tipos de inteligência, desde as hard skills, que são as habilidades técnicas, até as soft skills, que são as emocionais.

Para o coordenador de tecnologia educacional da Escola SEB Dom Bosco, Raphael Corrêa, os alunos têm a oportunidade de aprimorar talentos que serão exigidas no futuro, quando estiverem no mercado de trabalho.

“O projeto coloca o aluno para trabalhar em equipe, enfrentar desafios reais e o coloca como protagonista”, observa Corrêa.

Este ano, o evento foi realizado em diversas cidades espalhadas pelo país, cada um com um cliente diferente, ao qual os jovens precisaram desenvolver algum tipo de produto ou serviço com soluções inovadoras. Ao final, as melhores equipes de cada região se classificaram para uma etapa nacional, que será realizada nos dias 29 e 30 de outubro.

Projeto Imperium foi o vencedor em Curitiba. Foto: Divulgação.

Controle do consumo de energia

Entre os projetos desenvolvidos no Hackathon SEB, está o Imperium. Idealizado pelos alunos Kauan Biesek Grobe, Isabelle Tetu de Oliveira, Maria Fernanda Santini e Paula Steuemagel de Oliveira, o Imperium conecta o usuário, por meio de um aplicativo, a um conjunto de tomadas e spots de luz que calcula, em tempo real, a quantidade de energia elétrica consumida em residências e estabelecimentos comerciais atendidos pela Copel.

Raphael Corrêa explica que o projeto poderia ser útil em casos de estabelecimentos familiares, em que residências dividem o mesmo medidor de luz.

“Como exemplo, poderíamos pensar em um salão de beleza ao lado da casa do seu dono. Com o Imperium, o empreendedor poderia consultar o aplicativo e saber qual é o consumo de ambos os locais, evitando gastos extras com a implantação um novo medidor de luz e sabendo exatamente o custo de eletricidade do seu negócio.”

Projetos como esse, que foi o vencedor do Hackathon SEB em Curitiba, na categoria ensino médio, podem contribuir para a inovação e o empreendedorismo na sociedade. Fernando Gruppelli, superintendente de regulação e finanças da Copel, conta que a empresa está desenvolvendo um sistema de redes elétricas inteligentes e que, a partir dele, novos serviços poderão ser oferecidos ao consumidor.

“A ideia foi de que os alunos atuassem com foco nessa nova tecnologia. Portanto, são propostas que poderia ser utilizadas no futuro. A Copel enxerga essa possibilidade”, adianta Gruppelli.

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Gibis sobre empreendedorismo e sustentabilidade são distribuídos em escolas do Paraná

Nesta quinta-feira (27), teve início a entrega de gibis com conteúdo de empreendedorismo para escolas da rede pública e particular de todo o Paraná. A primeira instituição a receber o material didático foi a Escola Municipal Vila Torres, localizada em Curitiba. Ao todo, os Gibis Jovens Empreendedores devem alcançar 445 mil alunos de 1.400 escolas, em 185 municípios paranaenses. A ação é resultado de uma parceria do Sebrae/PR e da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, com apoio da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro), com o propósito de incentivar o empreendedorismo na infância por meio da educação empreendedora.

Voltados para alunos do Ensino Fundamental I (entre seis e nove anos) e II (entre dez e 14 anos), os quadrinhos desenvolvidos em comemoração aos 50 anos do Sebrae abordam temáticas de sustentabilidade social e ambiental, trabalho em equipe, proatividade e liderança. Além disso, podem auxiliar em conversas e atividades que visam inspirar e contribuir durante a caminhada dos professores e alunos, com as histórias da Turminha do Miguel.

“Por meio dos gibis, pensamos na educação de forma lúdica e acreditamos ser uma maneira, diferente e divertida, para que as crianças possam aprender sobre o que é ser empreendedor e da necessidade de pensar na sustentabilidade. Aprendizados que vão servir para a vida toda”, destacou o diretor de Operações do Sebrae/PR, Julio Cezar Agostini.

Em 2021, foram entregues cerca de 80 mil quadrinhos pelo Estado, número que deve ser ultrapassado em pelo menos cinco vezes na atual edição.

“A realização desse projeto permite impactar e engajar os professores, as crianças e as famílias. Com essa capilaridade e a presença em todo o Paraná, será possível furar a bolha e levar a educação ambiental e empreendedora para novos lares”, ressalta a gestora da área de Educação e Engajamento da Fundação Grupo Boticário, Thaís Machado Gusmão.

A entrega teve início em Curitiba, na Escola Municipal Vila Torres. Foto: Inove.

Desde 2017, a prefeitura de Curitiba é parceira do programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), desenvolvido pelo Sebrae/PR. O JEPP é uma metodologia que utiliza noções do Programa de Educação Empreendedora e é voltado para a formação dos professores, tendo como pilares o estímulo à criatividade e ao pensamento crítico dos estudantes.

“É necessário trabalhar a forma de pensar na solução para problemas desde criança. Com o material, será possível elaborar atividades e colocar os alunos em situações para desenvolver a criatividade”, explica a superintendente de Gestão Educacional da secretaria municipal de Educação de Curitiba, Andressa Woellner Duarte Pereira.

Localizada no bairro Rebouças, em Curitiba, a Escola Municipal Vila Torres foi a primeira a receber o material. Ao todo, 75 crianças foram contempladas.

“Nos sentimos privilegiados por nossas turmas serem as primeiras a ter acesso. Esse projeto nos permite estimular a autonomia dentro da sala de aula e a atuação dos professores será fundamental durante o processo”, celebra a diretora da instituição, Mônica Jacobs Korte.

Educação na infância

Com soluções educacionais voltadas para professores e alunos, o Programa de Educação Empreendedora do Sebrae, no Paraná, capacitou 7.451 professores e atendeu 228.918 alunos. As ações foram realizadas em 386 escolas, localizadas em 103 cidades paranaenses, até 26 de outubro de 2022.

O programa é pautado em um modelo de educação que incentiva metodologias criativas, linguagem adequada e reconhecimento das realidades locais. O principal objetivo é o de ampliar, promover e disseminar o empreendedorismo nas instituições de ensino, por meio da oferta de conteúdos, com o intuito de consolidar a cultura empreendedora na educação.

Sobre o Sebrae 50+50

Em 2022, o Sebrae celebra 50 anos de existência, com atividades em torno do tema “Construir o futuro é fazer história”. Denominado Projeto Sebrae 50+50, a iniciativa enfatiza os três pilares de atuação da instituição: promover a cultura empreendedora, aprimorar a gestão empresarial e desenvolver um ambiente de negócios saudável e inovador para os pequenos negócios no Brasil. Passado, presente e futuro estão em foco, mostrando a evolução desde a fundação em 1972 até os dias de hoje, com um olhar também para os novos desafios que virão para o empreendedorismo no país.

Sobre a Fundação Grupo Boticário

Com 32 anos de história, a Fundação Grupo Boticário é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para proteger a natureza brasileira. A instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e em políticas públicas e apoia ações que aproximem diferentes atores e mecanismos em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já apoiou cerca de 1.600 iniciativas em todos os biomas no país. Protege duas áreas de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A Fundação é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial.

Workshops aproximam clientes e donos de restaurantes

Revelar o preparo de pratos pode parecer estranho, mas também é uma estratégia interessante para donos de bares e restaurantes. Ao invés de manter as receitas em segredo, o compartilhamento do passo a passo aproxima o cliente da marca, despertando a curiosidade. Restaurantes com balcão aberto, eventos presenciais e até posts em redes sociais explicando os conceitos da casa estão cada vez mais em alta.

No restaurante japonês Ken’Eki, o balcão principal é dividido entre assentos e a cozinha. Os sushimen preparam os pratos na frente dos clientes. Dos sushis aos pratos quentes, todos podem ser assistidos. O contato favorece ainda a conversa entre público e equipe da casa. Os sushimen têm a oportunidade de trocar informações com os clientes mais curiosos durante o preparo. “O formato cativa e ensina o cliente curiosidades sobre a gastronomia oriental”, conta Dudu Sperandio, proprietário do Ken’Eki.

O pizzaiolo e empresário Daniel Mocellin resolveu abrir todo o processo de sua Pizzaria da Mathilda aos clientes. Além de ter um balcão aberto, ele realiza workshops, nos quais os clientes têm acesso ao preparo acompanhando por Mocellin, degustação da pizza e até um material com as receitas e detalhes importantes para a produção de uma pizza de alta qualidade.

A Pizzaria da Mathilda é focada em trazer o estilo clássico napolitano de pizzas, com fermentação lenta da massa, formato individual e várias características que a tornam bem diferente das pizzas mais comuns no Brasil. “O workshop me permite explicar sobre a qualidade da pizza que faço e difundir mais o formato napolitano”, explica. Acompanhar o pizzaiolo no preparo é uma forma de valorizar o produto a ser consumido, que vem de uma tendência maior do cliente em saber de onde vem a comida a ser consumida e como foi feita, agregando valor à toda a experiência. Estela Cotes, que comanda a Rituais Casa de Café, também segue esta linha, realizando eventos que destacam a riqueza de cafés especiais. Um dos workshops, de análise sensorial, contou com degustação profissional de diferentes espécies, origens e processamentos de grãos. Outro, ensinou como torrar o próprio café. Além da proprietária do espaço, também são convidados profissionais de peso do ramo para ministrar esses eventos. “O crescimento do mercado de cafés especiais ajuda na procura por casas especializadas, e a realização de workshops e degustações auxilia na formação de um público curioso e exigente”, define Estela.