Governo do Paraná libera quase R$ 80 milhões para implantação e melhorias em praças nos municípios

As praças, tradicionais pontos de encontro e atividades de lazer, retomam sua importância para a população com a realização de obras e adequações. Desde janeiro de 2019, 167 municípios paranaenses buscaram recursos junto ao Governo do Estado para 284 ações de implantação ou reforma desses equipamentos urbanos. No mesmo período, foram liberados R$ 79,9 milhões, dos quais R$ 54,5 milhões já pagos.

Os recursos, do Tesouro do Estado (por transferência voluntária) e de operações de crédito, foram liberados pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (Sedu) e há, ainda, com contrapartidas municipais.

“Esses locais passam a ser importantes quando estão preparados para acolher as famílias com as suas crianças, os jovens em momentos de descontração, idosos em busca de um banho de sol; artesãos e pequenos agricultores que oferecem seus produtos em feiras de venda direta”, destaca o analista de Desenvolvimento Municipal do Serviço Social Autônomo Paranacidade, Geraldo Luiz Farias. “São espaços de todos, pontos de convergência e de convivência”, afirmou.

DIVERSAS OBRAS 

As obras vão desde projetos completos até adaptações que incluem a construção de quiosques para feiras, instalações sanitárias, parques infantis, academias a céu aberto e quadras esportivas.

São praças como a da Matriz, em Borrazópolis, que recebeu R$ 397,4 mil para a sua modernização, ou uma das 135 unidades Meu Campinho, aprovadas, em execução ou já concluídas, em 102 municípios. Há, ainda, 111 ações para a construção, readequações ou colocação de equipamentos em espaços localizados em 90 cidades.

RECURSOS

Os recursos, do Tesouro do Estado e de operações de crédito, foram autorizados pela secretaria estadual do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (Sedu) para ações operadas pelo Paranacidade.

União da Vitória e São Mateus do Sul estão entre as cidades onde foram colocados quiosques para a realização de feiras locais. Na primeira, a Praça Coronel Amazonas de Araújo Marcondes, na região central, ganhou também diversos equipamentos como bicicletário, pergolados, monumentos em relevo, anfiteatro, chimarródromo, iluminação nova e paisagismo. Os investimentos chegaram a R$ 436.503,41.

Em São Mateus do Sul, com a aplicação de R$ 2,1 milhões, a opção foi por revitalizar a Rua do Mate e a Praça Nossa Senhora da Conceição. “A implantação de quiosques, da cobertura de 3,1 mil metros quadrados e diversas ações de urbanização e paisagismo criaram um novo ponto de encontro e atração turística na região”, explica o analista do Paranacidade.

AGENDA 2030

Farias, que também é o coordenador no Paranacidade do grupo responsável pela difusão dos conteúdos da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), destaca que a adequação dos espaços públicos às diversas necessidades da população torna as cidades inclusivas, conforme prevê o ODS 11. “Elas precisam oferecer locais para o esporte, o lazer e o convívio social. Assim, pela ocupação desses espaços, as cidades serão de todos”.

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Campanha “Vacina UFPR” chega a mais de mil doações individuais; saiba como contribuir

A campanha “Vacina UFPR” mobiliza a sociedade para a captação de recursos e o financiamento de uma vacina 100% nacional e de baixo custo contra a Covid-19 e outras doenças. 

Em 20 dias, já foram arrecadados R$ 83.323,48 em 1005 doações individuais. No mesmo período, o site vacina.ufpr.br já teve mais de 8 mil acessos e os posts nas redes sociais da UFPR já alcançaram quase 400 mil pessoas, com 3600 compartilhamentos. 

A divulgação da campanha estimulou outros tipos de engajamento. Por sugestão de uma amiga, a fotógrafa e influenciadora digital Patrícia Miguez compartilhou um vídeo para incentivar as doações. Apenas nas redes da UFPR, o material já foi visto por mais de 132 mil pessoas.

Ela aceitou o desafio por entender que a vacina pode servir para outras doenças e ajudar pessoas no Brasil e em outras partes do mundo, no futuro.  “É uma questão de ajudar a comunidade científica e o nosso país como um todo. A vacina é uma arma muito importante. Caso você não possa ajudar, marque as pessoas nas suas redes e espalhe. Quanto mais gente tiver essa informação, mais gente pode doar e ajudar a UFPR a desenvolver a vacina. Vai ser uma bênção ter uma opção barata, nacional e com multipropósito”, relata Patrícia.  

As contribuições para a campanha “Vacina UFPR” permitirão aos pesquisadores avançar com as fases de testes em animais até o final do ano, o que credenciará o pedido à Anvisa para os testes em humanos. 

Com as doações, será possível também aprimorar a infraestrutura física e laboratorial, buscar a transferência de tecnologia para produção em escala industrial e o desenvolvimento de imunizantes.

Sobre a capacidade de produção 100% nacional, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destaca: “É muito importante para a soberania do país que tenhamos uma vacina sem a dependência de importação de insumos. Esta luta por uma vacina nacional reforça a importância da ciência e da universidade pública, que se mostraram imprescindíveis durante essa pandemia”. 

O superintendente de parcerias e inovação da UFPR, Helton José Alves, ressalta a economia para os cofres públicos que o imunizante da UFPR poderá trazer. “Para cada real economizado por dose da vacina, estamos falando de milhões de reais, o que torna mais interessante essa plataforma, para a Covid-19 e outras patologias”, revelou Alves em entrevista ao programa “Volume UFPR”, da Rádio UniFM. 

O professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da Vacina UFPR, em reportagem da Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR, explica que o projeto foi concebido pensando no retorno à sociedade dos conhecimentos produzidos na universidade. “Se continuarmos tendo sucesso no desenvolvimento e testagem da Vacina UFPR, estou convencido que o país terá condições de produzir as doses necessárias para todos os brasileiros”. 

Para alcançar esses objetivos, os custos estão estimados em R$ 76 milhões de reais. Por isso, a campanha aceita doações de qualquer valor, por depósito, transferência bancária para a conta da campanha ou usando chave Pix. 

No site vacina.ufpr.brestão disponíveis os relatórios de acompanhamento dos recursos captados para o desenvolvimento da vacina e notícias sobre o avanço das pesquisas. 

A conta bancária para as doações é exclusiva do Programa de Imunizantes da UFPR, gerida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná – FUNPAR. Todas as doações de pessoas físicas e/ou jurídicas são destinadas exclusivamente à continuidade da pesquisa e desenvolvimento da vacina  e não são dedutíveis do Imposto de Renda. 

Os valores captados pela campanha se somam aos financiamentos já obtidos via Rede Vírus, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a recursos próprios da UFPR e aos do Governo do Estado do Paraná, que chegam a R$ 1,3 milhão.  

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado transferiu R$ 18 milhões ao Governo do Estado, que serão destinados à estrutura de laboratórios para a Vacina UFPR. O poder executivo deve repassar esse valor à universidade por meio de um acordo que será celebrado em breve. 

Iniciativa da Itaipu e Polo Iguaçu vai beneficiar 2.250 profissionais do turismo

Itaipu investirá 4,7 milhões no projeto, que irá garantir bolsas de R$ 550 durante os três meses da capacitação

A Itaipu Binacional e o Instituto Polo Iguassu lançaram, nesta quinta-feira (22), o Capacita Foz, uma iniciativa de educação on-line, com atividades ao vivo e gravadas, e que deverá beneficiar 2.250 profissionais do turismo de Foz do Iguaçu, em áreas do trade turístico e afins. O projeto, com duração de dois anos e investimentos de R$ 4,7 milhões por parte da Itaipu, também fornecerá uma bolsa de R$ 550 reais por três meses a esses profissionais que foram impactados pelas limitações impostas pela pandemia de covid-19.

O Capacita Foz aprofunda as atividades de capacitação promovidas em duas edições do Capacita Guias pelo Instituto Polo Iguassu, com apoio da Itaipu. Juntamente com o lançamento, ocorreu a entrega de certificados da segunda turma, que formou mais 66 profissionais (além dos 147 da primeira). Eles foram capacitados sobre novas formas de apresentar os atrativos de Foz, além dos cuidados para promover uma experiência segura para os turistas.

Agora, com o Capacita Foz, a ideia é levar conhecimento para outras áreas que se beneficiam da atividade turística. Por meio de uma plataforma de ensino a distância, os participantes terão acesso a diversos conteúdos. Na primeira fase, que se inicia em agosto, será a capacitação em si, com atividades para recepcionistas, mensageiros, camareiras, garçons, motoristas de aplicativos, artesãos, produtores rurais, entre outros. Uma avaliação do perfil socioeconômico irá selecionar participantes para receber a bolsa de R$ 550 por três meses.

“Este é um projeto perfeitamente alinhado com a vocação de Foz do Iguaçu para o turismo e Itaipu, que tem como missão investir no desenvolvimento regional sustentável, não poderia ficar de fora de uma iniciativa como essa”, afirmou o diretor-geral brasileiro, general João Francisco Ferreira. “A gente se sente feliz em investir em algo assim porque são recursos bem empregados e que trarão retorno. Creio que Foz do Iguaçu vai sair dessa dificuldade da pandemia para voos muito mais altos.”

De acordo com a diretora executiva do Polo Iguassu, Fernanda Fedrigo, após a capacitação, os profissionais passarão por uma atividade de gamificação: os participantes ganham selos e pontuações que qualificam o profissional dentro da plataforma. Dessa forma, a plataforma funcionará, também, como vitrine de vendas e banco de talentos. “A educação está no DNA do Polo Iguassu e a educação é libertadora. Por meio dela, podemos oferecer condições para superar essa situação em que o setor foi impactado pela pandemia”, afirmou.

O lançamento ocorreu no Centro Executivo da Itaipu. E, além do diretor-geral brasileiro da Itaipu e da diretora executiva do Polo Iguassu, contou com a participação da diretora de Promoção, Marketing e Eventos da Secretaria Municipal de Turismo, Cristiane Santos, do presidente do Conselho Municipal de Turismo e gerente-geral do Complexo Turístico Itaipu, Yuri Benites, e da representante do Sebrae-Paraná, Camila Giacomeli.

A abertura das inscrições para o Capacita Foz será divulga nas redes sociais do Polo Iguassu (@poloiguassu) nas próximas semanas.

Formandos

Dos 66 formandos do Capacita Guias, cinco foram convidados a representar a turma na cerimônia de entrega dos certificados. Natural de Itabuna, Ana Maria Ferreira de Souza (46) falou em nome dos colegas. “Agradeço muito pelo curso, por essa oportunidade de estar aprendendo. Daqui para frente, é com os profissionais, o guia que cada um se tornará”, afirmou a guia, que trabalhou por 14 anos como gerente de operações na Loumar Turismo e atua como guia há seis anos, atendendo turistas que falam português, espanhol e inglês.

Arlete Fritzen tem 58 anos e é natural de Foz. Ela trabalha como guia há 22 anos, é formada em hotelaria e atua principalmente com turistas que falam inglês, especialmente da Austrália, Grã-Bretanha e Estados Unidos. “Antes, eu trabalhava só com whatsapp e achava que estava bem. O Capacita Guias veio para mostrar a importância de trabalhar em conjunto com as empresas de turismo para potencializar a imagem do Destino Iguaçu nas redes sociais, mostrando os passeios para quem está do outro lado do mundo. Então, aprendi a tirar fotografias e usar outros meios de comunicação. Foi maravilhoso”, afirmou.

Já Keiko Edna Kimura Kanno, 54 anos, atua principalmente com turistas de língua japonesa. “A gente acha que sabe de tudo, mas todo dia é dia de aprender. E esse curso trouxe muito conhecimento. Todo aprendizado vai me ajudar muito e já quero fazer o Capacita Foz também”, disse Keiko, que atua como guia desde 2007.