Governo criará programa para atender endividados

O governo federal vai criar um programa para atender as pessoas endividadas, entre elas as que contraíram empréstimo consignado oferecido pelo Auxílio Brasil em 2022, modalidade implantada para permitir a inclusão de pessoas inadimplentes de volta à economia.

O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. A iniciativa, batizada de Desenrola Brasil, ainda está em fase de elaboração.

De acordo com o ministério, a estimativa é de que sejam atendidas 80 milhões de pessoas inadimplentes, sendo cerca de 3,5 milhões de pessoas endividadas com o consignado e que recebem o Auxílio Brasil. As dívidas somam R$ 9,5 bilhões.

Segundo o ministro, o novo programa será desenvolvido em parceria com outros ministérios.

“É grave o problema dos endividados do Auxílio Brasil ou do Bolsa Família, o chamado consignado. Primeiro, já do ponto de vista da própria legalidade. O programa foi usado, no período de eleição, com objetivos claramente eleitorais. O presidente Lula já demonstrou sensibilidade com o tema desde a campanha”, disse Wellington Dias.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

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Programa vai formar empreendedores que apoiem floresta amazônica

Serão abertas, no próximo dia 13, as inscrições para o primeiro programa de 2023 da Jornada Amazônia, o Gênese, destinado a jovens talentos, com o objetivo de despertá-los para o empreendedorismo. A Jornada Amazônia é uma plataforma de inovação que visa a promover negócios que apoiem a manutenção da floresta em pé. O Programa Gênese pretende incentivar também a pesquisa orientada para produtos e processos de impacto para a floresta.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site genese.jornadaamazonia.org.br até o dia 12 de março. A iniciativa é coordenada e executada pela Fundação Certi e conta com a coparticipação e investimentos do Bradesco, Fundo Vale, Itaú-Unibanco e Santander, dentro do Plano Amazônia, uma aliança entre os três bancos, e do Programa de Bioeconomia do Fundo Vale.

A gerente do Centro de Economia Verde da Fundação Certi, Janice Rodrigues Maciel, informou que podem participar jovens talentos residentes nos nove estados da Amazônia Legal, maiores de 18 anos, estudantes do ensino médio, ensino técnico, graduandos e pós-graduandos de instituições de ensino superior da região. Segundo Janice, a meta é alcançar 2 mil inscritos. “O objetivo é despertar os jovens talentos e estimular o empreendedorismo e a pesquisa orientada para a geração de novas empresas que causem impacto positivo na floresta. Porque o nosso propósito é, justamente, ajudar a fortalecer a cultura empreendedora da região da Amazônia”.

Comunidade de formação

Uma vez inscritos, os jovens começam a fazer parte de uma comunidade de formação, voltada a fortalecer a cultura de empreendedorismo de inovação de impacto, informou Marcos Da-Ré, diretor de Economia Verde da Fundação Certi. Nessa formação, com duração estimada de quatro semanas e início previsto para o dia 20 de março, os jovens vão se ambientando com conteúdos sobre empreendedorismo, bioeconomia, inovação, completou Janice. A ideia é incentivar ideias que tragam novas soluções e que considerem oportunidades locais, demandas de mercado, além da sustentabilidade socioeconômica e ambiental da floresta amazônica.

Ao final da formação, os jovens empreendedores mais engajados e que mais participarem podem concorrer a uma viagem para conhecer o Ecossistema de Empreendedorismo e Inovação de Florianópolis, no fim do ano. Esse ecossistema é um grande polo de startups (empresas emergentes) no país. Alguns dos elementos do polo estão sendo adaptados e levados para a Amazônia, a fim de ajudar a fortalecer o ecossistema de inovação e empreendedorismo na região, como forma de valorizar a floresta em pé, afirmou Janice. Ela disse que a viagem, para os jovens inscritos, é fonte de inspiração, na medida em que poderão conhecer casos de sucesso.

A gerente acrescentou que a cada semana de formação, será tratado um tema novo, como biotecnologia, ecossistema de inovação, negócios de impacto, por exemplo. “Ao longo dessas semanas, vamos preparando os jovens para a curiosidade de empreender. A gente simula uma jornada empreendedora, a criação de uma startup desde o nascimento até uma fase de escala. É bem dinâmico, interessante e interativo”. Uma série de conteúdos interativos como videoaulas, podcasts (programa de rádio com conteúdo sob demanda), quizzes (jogos de questionários), webinars (videoconferência) ao vivo, envolvendo recursos como a realidade virtual, são disponibilizados para os jovens.

Os trabalhos se encerram em abril. Os participantes recebem certificado com o total de horas para validação de atividade complementar. “No final, surgem ideias de negócios e, aí, a gente linka com o próximo programa, que também faz parte da Jornada Amazônia, que é o Sinapse da Bioeconomia”.

Sinapse

Esse programa ajuda os empreendedores a tirar a ideia do papel e transformá-la em negócio de fato. Trata-se de um programa de mais longa duração, com prazo estimado de um ano, no qual os empreendedores recebem recursos não reembolsáveis para criar o seu negócio. “O Gênese ajuda a estimular a cultura empreendedora e o nascimento de ideias para, em uma próxima etapa, começar a pensar em abrir o seu próprio negócio”, explicou Janice. As inscrições para o Sinapse da Bioeconomia serão abertas em meados do ano. Ou seja, quem tiver uma boa ideia durante o programa Gênese, que integra a Jornada Amazônia, poderá se inscrever no meio do ano para a Sinapse da Bioeconomia.

No ano passado, foi realizada uma edição do programa no Pará, envolvendo 97 diferentes municípios do estado, desde a capital até pequenas comunidades como a Aldeia Gavião Parkatêjê, Comunidade Quilombola de França e Quilombo Tiningu. Ao todo, 516 jovens acessaram a Comunidade de Formação e 273 se capacitaram nas ações propostas. O ciclo resultou em 105 novas ideias de soluções empreendedoras voltadas para a bioeconomia na região da Amazônia Legal.

Plataforma

Até 2025, a plataforma Jornada Amazônia pretende contribuir para a mobilização de mais de 20 mil talentos empreendedores no país e promover a criação de 200 startups de impacto na região, capacitando e financiando essas empresas com soluções mais promissoras.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Aluguéis sobem 4,2% em janeiro; acumulado em 12 meses está em 10,74%

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) registrou inflação de 4,2% em janeiro deste ano. Em dezembro de 2022, o indicador calculado pela Fundação Getulio Vargas havia tido uma deflação (queda de preços) de 1,19%.

Com isso, o Ivar acumulado em 12 meses passou de 8,25% em dezembro para 10,74% em janeiro. O índice é calculado com base na variação dos aluguéis cobrados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Se em dezembro, as quatro capitais haviam tido deflação, em janeiro elas registraram inflação. Em São Paulo, a taxa passou de -1,06% em dezembro para 2,84% em janeiro, no Rio de Janeiro subiu de -2,41% para 1,45%, em Belo Horizonte foi de -0,46% para 0,72%, enquanto em Porto Alegre cresceu de -1,09% para 10,15%.

As taxas acumuladas em 12 meses subiram em três capitais: São Paulo (de 7,80% para 8,20%), Rio de Janeiro (de 8,34% para 8,51%) e Porto Alegre (de 7,15% para 16,79%).

Apenas Belo Horizonte teve queda na taxa: de 11,31% para 9,82%.

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

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