Governo analisa programa de auxílio a famílias mais pobres para botijão de gás

O governo está trabalhando para a criação de um programa para que famílias mais vulneráveis tenham acesso ao botijão de gás. Sem muitos detalhes, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quarta-feira (28) que as medidas estão sendo discutidas em parceria com outras pastas do governo Bolsonaro e devem ser concluídas nos próximos dois meses.

“Estamos trabalhando junto com o Ministério da Cidadania e também com o da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no sentido de atender essa população que não tem condições de adquirir um botijão de gás e tem que voltar a lenha”, afirmou Albuquerque em entrevista à Rádio Bandeirantes. “É inadmissível e nós estamos trabalhando em um programa para que essas pessoas mais vulneráveis tenham acesso ao botijão de gás”, disse.

Na tentativa de frear os preços, o governo zerou o imposto federal do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha. O ministro, no entanto, ressaltou que ainda há o impacto dos tributos estaduais e dos encargos de distribuição.

“No que diz respeito ao GLP, o governo federal fez a parte dele do botijão de gás e zerou os impostos. O presidente colocou isso, é zero o imposto federal no que diz respeito ao GLP. Temos o imposto estadual e também outros encargos de distribuição. Isso tudo o presidente também encaminhou para o Congresso Nacional, que cabe efetuar a regulamentação da aplicação do ICMS”, disse.

O ministro explicou que a medida não será especificamente similar ao programa Tarifa Social, que concede descontos nas contas de luz de famílias mais vulneráveis, mas terá o mesmo propósito. Até março, cerca de 11,9 milhões de famílias estavam inscritas para receber o benefício.

“Já existem cadastros bem consistentes de qual é o grupo de pessoas que temos que alcançar e é nisso que estamos trabalhando juntos com os ministérios da Cidadania, e temos prazo para concluir esses trabalhos, nos próximos dois meses provavelmente nós já teremos isso encaminhado e essas pessoas serão beneficiadas. Enquanto isso, estamos trabalhando junto com o ministério da ministra Damares Alves para que possamos, com medidas de apoio, de cesta básica também, de apoio para recebimento de GLP, atender essas pessoas que mais necessitam”, disse o ministro.

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90% dos municípios do Paraná tiveram saldo positivo de empregos entre janeiro e maio de 2021

No Paraná, 360 dos 399 municípios tiveram saldo positivo de empregos com carteira assinada nos primeiros meses de 2021, o que representa 90%. O saldo de 103.432 novos empregos alcançado pelo Estado, quarto maior indicador do País, mostra que há uma distribuição homogênea em todo o Estado.

Os dados estão no novo levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgado nesta quinta-feira (1º). O balanço ainda aponta que cinco municípios tiveram um empate entre novas admissões e desligamentos e 34 apresentaram saldo negativo.

No acumulado do ano, Curitiba é o destaque, com 23.393 vagas abertas. A Capital é seguida por Cascavel (5.161), Maringá (4.613), Londrina (3.322), Toledo (3.049), Araucária (3.003), São José dos Pinhais (2.700), Pato Branco (1.995), Ponta Grossa (1.841) e Apucarana (1.818).

Mas as vagas também estão distribuídas em pequenos municípios de todas as regiões, como Altônia (192), no Noroeste; Bituruna (363), no Centro-Sul; Imbituva (441), nos Campos Gerais; Marmeleiro (203), no Sudoeste; Santo Antônio da Platina (112), no Norte; e Santa Tereza do Oeste (173), no Oeste.

“São cinco meses consecutivos de alta na geração de empregos no Paraná. Somos um Estado muito forte economicamente, e esse resultado mostra que, mesmo durante a pandemia, a gente continua crescendo”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Estamos atraindo novos investimentos e também estimulando a atividade econômica com obras, crédito e benefícios fiscais”.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, que abrange de junho de 2020 a maio de 2021, o resultado é ainda melhor entre os municípios. Dos 399, 368 tiveram saldo positivo, o equivalente a 92,2% do total do Estado. Dois municípios tiveram saldo zero e 29 saldo negativo. 

Entre as cidades com melhor desempenho no período estão Curitiba (49.681), Maringá (8.642), Cascavel (7.913), Ponta Grossa (7.812), Londrina (7.473), São José dos Pinhais (4.498), Toledo (3.994), Arapongas (3.882), Araucária (3.685) e Umuarama (3.506). Os municípios pequenos também se destacaram, como Santa Helena (332), no Oeste; Tunas do Paraná (247), na RMC; Araruna (405), no Centro-Oeste; e Jaguapitã (440), no Norte

MAIO 

O resultado acumulado foi alcançado porque o indicador de maio também é positivo. O mês teve saldo de 15.884 contratações, número 111,65% maior com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram cerca de 26 mil vínculos encerrados.

Neste período, o Paraná foi o melhor estado da Região Sul, à frente de Santa Catarina (13.587) e Rio Grande do Sul (7.458). No País, o Paraná ocupa o 4º lugar na geração de empregos, ficando atrás de São Paulo (104.707), Minas Gerais (32.009) e Rio de Janeiro (17.610). 

Entre os municípios paranaenses, 277 dos 399 (69,4%) abriram novas vagas em maio. 17 tiveram saldo igual a zero, enquanto 105 tiveram maior número de demissões.

Curitiba lidera o ranking dos melhores resultados, com saldo de 5.892 novos empregos. Na sequência estão Maringá (1.163), Toledo (853), Araucária (728), Cascavel (650), Umuarama (389), São José dos Pinhais (384), Foz do Iguaçu (252), Paranavaí (214) e Colombo (197).

Os pequenos também ficaram no azul: Ibaiti (52), no Norte Pioneiro; Jandaia do Sul (74), no Vale do Ivaí; e São João do Triunfo (51), nos Campos Gerais.

CAPITAIS 

Entre as 27 capitais brasileiras, Curitiba ficou em segundo lugar no saldo acumulado de janeiro a maio. Com as 23.393 vagas, a cidade foi ultrapassada apenas por São Paulo, que lidera com saldo de 153.460 empregos.

Já no recorte do mês de maio, a capital paranaense também figura entre os primeiros lugares. Com saldo de 5.892 empregos, Curitiba fica na quarta posição, atrás de São Paulo (43.062), Rio de Janeiro (8.513) e Belo Horizonte (6.817).

Curitiba volta ao segundo lugar quando se considera o acumulado dos últimos doze meses (junho de 2020 a maio de 2021). Enquanto São Paulo lidera com saldo de 263.125 empregos, Curitiba vem na sequência, com saldo de 49.681 empregos no período

Ministério da Saúde decide exonerar diretor após denúncia de propina por vacina

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu exonerar o diretor de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias. A medida ocorre em meio a uma denúncia, revelada pela Folha de S. Paulo, de que ele teria cobrado propina de um representante de uma vendedora de vacinas.

Também ocorre em meio a investigações sobre suspeitas de irregularidades na compra da vacina Covaxin, processo em que o diretor também é citado.

A exoneração foi confirmada em nota pelo ministério. A medida será publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União.

Em entrevista exclusiva à Folha de S. Paulo, Dominguetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, afirmou que recebeu de Dias um pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.

Segundo ele, Dias cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, no dia 25 de fevereiro.

Representantes do ministério também dizem que foi instaurado um procedimento administrativo para apurar as suspeitas no caso da Covaxin. A pasta alega ainda que a exoneração de Dias foi decidida na manhã desta terça (29), antes das revelações da Folha de S. Paulo.

Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Em uma rede social nesta terça, Barros negou ter indicado Dias ao posto. “Em relação à matéria da Folha, reitero que Roberto Ferreira Dias teve sua nomeação no Ministério da Saúde no início da atual gestão presidencial, em 2019, quando não estava alinhado ao governo. Assim, repito, não é minha indicação. Desconheço totalmente a denúncia da Davati.”

Em entrevista à reportagem, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) que, junto com o irmão Luis Ricardo Miranda, chefe do departamento de importação do Ministério da Saúde, denunciou suspeita de irregularidade no contrato de compra da vacina Covaxin, disse que Roberto Ferreira Dias é quem dá as cartas na pasta.

“Eu acho assim, nada ali acontece se o Roberto não quiser. Tudo o que aconteceu, inclusive a pressão sobre o meu irmão, é sob a aprovação dele. Sem ele, ninguém faz nada. Isso é uma das únicas certezas que tenho”, afirmou o deputado.

A suspeita sobre a compra de vacinas veio à tona em torno da compra da vacina indiana Covaxin, quando a Folha de S. Paulo revelou no último dia 18 o teor do depoimento sigiloso do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda ao Ministério Público Federal, que relatou pressão “atípica” para liberar a importação da Covaxin.

Desde então, o caso virou prioridade da CPI da Covid no Senado. A comissão suspeita do contrato para a aquisição da imunização, por ter sido fechado em tempo recorde, em um momento em que o imunizante ainda não tinha tido todos os dados divulgados, e prever o maior valor por dose, em torno de R$ 80 (ou US$ 15 a dose).

Meses antes, o ministério já tinha negado propostas de vacinas mais baratas do que a Covaxin e já aprovadas em outros países, como a Pfizer (que custava US$ 10).

A crise chegou ao Palácio do Planalto após o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão do servidor da Saúde, relatar que o presidente havia sido alertado por eles em março sobre as irregularidades. Bolsonaro teria respondido, segundo o parlamentar, que iria acionar a Polícia Federal para que abrisse uma investigação.

A CPI, no entanto, averiguou e constatou que não houve solicitações nesse sentido para a PF. Ao se manifestar sobre o assunto, Bolsonaro primeiro disse que a Polícia Federal agora vai abrir inquérito para apurar as suspeitas e depois afirmou que não tem “como saber o que acontece nos ministérios”.

Nesta terça, o Ministério da Saúde decidiu suspender o contrato com a Precisa Medicamentos para obter 20 milhões de doses da Covaxin. Segundo membros da pasta, a decisão atual é pela suspensão até que haja novo parecer sobre o caso. A pasta, porém, já avalia a possibilidade de cancelar o contrato.

Já nesta segunda-feira (28) a Folha de S. Paulo também revelou que o advogado do deputado Ricardo Barros atuou como representante legal da vacina chinesa Convidecia no Brasil, participando inclusive de reunião com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Sócio do genro de Barros até março deste ano, o advogado Flávio Pansieri participou de reunião com a Anvisa no último dia 30 de abril. Segundo o site da agência, a pauta da reunião referia-se às “atualizações sobre a desenvolvimento da vacina do IVB [Instituto Vital Brazil] & Belcher & CanSinoBio a ser submetida a uso emergencial para a Anvisa”.

Integrantes da CPI da Covid querem apurar a negociação da Convidecia com o Ministério da Saúde. A empresa Belcher Farmacêutica, com sede em Maringá (PR), atuou como representante no país do laboratório CanSino Biologics no Brasil, responsável pelo imunizante.

No último domingo (27), Barros divulgou nota por ter sido citado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) em depoimento à CPI da Covid como parlamentar que atuou em favor da aquisição de vacinas superfaturadas. Para se defender, o líder do governo apresentou a íntegra da defesa preliminar enviada à Justiça Federal. O documento é assinado por Pansieri.

O advogado também assumiu a defesa de Barros no STF (Supremo Tribunal Federal), após o deputado ter sido delatado por executivos da construtora Galvão Engenharia.

Além de atuar na defesa de Barros, Pansieri acompanhou o líder do governo durante encontro com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto no dia 24 de fevereiro, durante a posse do deputado do centrão João Roma (Republicanos-BA) como ministro da Cidadania.

Informações Banda B