Governador Ratinho Junior está em São Paulo para trazer as primeiras vacinas ao Paraná

Nesta manhã, em Guarulhos, o Governador Ratinho Junior, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, e o chefe da Casa Civil, Guto Silva, se encontraram com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Centro de Distribuição de Vacinas do Ministério.

Como será a vacinação?

GRUPOS – A definição de grupos prioritários para receber as doses da vacina contra a Covid-19 seguiu critérios do Ministério da Saúde, tempo de contato (ou exposição) com os pacientes Covid-19 e pessoas com maior risco de complicações pela infecção causada pelo Sars-CoV-2. O anexo II do Plano Estadual de Vacinação conceitua Trabalhadores de Saúde aquele que “desenvolve diferentes funções em ambientes diversos, e não exclusivamente na assistência ao usuário de serviços de saúde, foram adotados critérios relacionados à atividade desenvolvida e ao ambiente de trabalho. ”

Na primeira etapa da vacinação a população alvo a ser vacinada contra a Covid-19 é composta por profissionais que aplicarão as vacinas, pessoas com mais de 60 anos que residem em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e os profissionais que atuam nos locais, população indígena, todos os trabalhadores que atuam em unidades de saúde que atendem pacientes com suspeita ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus. Na sequência o Estado planeja vacinar pessoas com 80 anos ou acima desta idade, pessoas entre 75 e 79 anos e assim sucessivamente até aqueles que tem idade variando entre 60 e 64 anos. O detalhamento, assim como a estimativa da quantidade de pessoas em cada grupo prioritário constam na página 4 do Plano.

Conforme anunciado pelo Ministério da Saúde, a quantidade de vacinas a serem destinadas ao Paraná é de 5% do total que o país tiver disponível. Com a quantidade de doses disponibilizadas, seguindo a ordenação por grupos prioritários, a previsão é vacinar o total de 4.019.115 pessoas até maio de 2021. A vacinação ocorrerá de acordo com o recebimento dos imunizantes, de forma gradual e escalonada.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, afirma que a vacinação é prioridade e que o planejamento prevê o início da aplicação das doses simultaneamente em todos os municípios do estado. “Nossa estrutura é muito segura e sustentada. As nossas regionais já estão recebendo as seringas, agulhas e outros insumos necessários para distribuir aos municípios. O processo de distribuição do imunizante será realizado como os demais que já fazemos, ágil, seguro e monitorado e também com apoio aéreo para maior agilidade”.

A expectativa do Governo do Paraná é expandir a longo prazo a estratégia de vacinação para a população acima de 18 anos de idade ainda não vacinada totalizando 8.736.014 pessoas, de acordo com projeções do IBGE 2020 no Paraná, que estima um total de 11.516.840 pessoas residentes no estado.

INDICAÇÃO – Além de estar no público-alvo para a vacinação, a Sesa recomenda que mesmo pessoas que já tiveram a Covid-19 podem ser vacinadas. Mas recomenda-se o adiamento da vacinação nas pessoas com infecção confirmada, ou seja, que estejam doentes. Sugere-se aguardar a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas. A Sesa indica ainda que as pessoas devem levar a carteira de vacinação para registro das doses.

CONTRAINDICAÇÃO – De acordo com as pesquisas em andamento, e os critérios de exclusão utilizados nestes estudos, não devem ser vacinadas: pessoas menores de 18 anos de idade (Atençãoː este limite de faixa etária pode variar entre as vacinas, portanto sempre será recomendada a confirmação desta informação diretamente na bula);  gestantes e pessoas com histórico de reação anafilática confirmada associada a dose anterior da Vacina contra COVID-19 ou a qualquer um de seus componentes. Porém, de acordo com o Plano de Vacinação, a contraindicação pode variar conforme o tipo da vacina.

A Sesa também não recomenda a administração simultânea de vacinas. A orientação é que as vacinas sejam aplicadas com intervalo de no mínimo de 30 dias entre uma e outra.

LOGÍSTICA – O Ministério da Saúde anunciou que enviará para a Secretaria de Estado da Saúde 5% do total de doses da vacina contra a Covid-19 que o país conseguir adquirir nos próximos dias. Após o recebimento dos lotes no Aeroporto Afonso Pena, será realizada a conferência e organização para o envio no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). As caixas com o imunizante seguirão via terrestre acondicionadas em caminhões baús refrigerados (com sistema de rastreamento via satélite), até as 22 Regionais de Saúde onde serão guardadas em câmaras frias. Em locais mais afastados as caixas serão transportadas por aviões. Cada município é responsável por retirar as caixas com as quantidades de doses para aplicação na sua população.

OUTROS INSUMOS – Em 2020 a Secretaria de Estado da Saúde adquiriu 11 milhões de seringas e agulhas para uso exclusivo para a vacina contra a Covid-19. A Sesa tem em estoque luvas, algodão, máscaras, face shield e demais equipamentos de proteção individual para a uso na operação de aplicação das vacinas.

SALAS DE VACINAÇÃO – O Paraná tem 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios. A quantidade de locais varia em cada cidade de acordo com o tamanho da população. Os municípios são responsáveis pela gestão dos profissionais para aplicação das doses da vacina, assim como pelas estratégias de vacinação chamada extramuros, ou seja, fora das salas de vacinação. Um exemplo de desse formato é a vacinação em terminais de ônibus ou drive-thru.

TREINAMENTO – Os profissionais que atuarão na aplicação das doses das vacinas devem passar por treinamento para registro de dados dos vacinados no sistema de informação do Ministério da Saúde, registro de notificações de eventos adversos, acompanhamento entre outras informações. O primeiro treinamento realizado pela Sesa aconteceu no dia 7 de janeiro de 2021 com técnicos das áreas de imunobiologia e epidemiologia das 22 Regionais de Saúde.

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Com novo lote da Pfizer, Paraná vai acelerar vacinação de jovens de 12 a 17 anos

Mais 318.240 doses da vacinas Pfizer/BioNTech desembarcaram no Paraná nesta terça-feira (19). O lote contém 228.150 doses destinadas a adolescentes sem comorbidades, o primeiro lote carimbado para vacinação da população de 12 a 17 anos em geral. Outras 90.090 são para a segunda dose (D2), referente à 40ª pauta do Ministério da Saúde.

A remessa chegou no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em dois voos distintos, um às 18h40 e o outro às 19h10. Os imunizantes fazem parte da 59ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde. As doses foram encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e armazenamento e serão enviadas nesta quarta-feira (20) por via terrestre para todas as Regionais de Saúde.

O Paraná já iniciou a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos, sem comorbidades, utilizando o remanescente da reserva técnica enviada em todas as remessas para os municípios. Agora, a chegada de doses específicas para este grupo, vai acelerar a vacinação deste público.

De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 249.472 doses em adolescentes. No total, já são 14.619.702 vacinas contra a Covid-19, sendo 8.320.875 D1 e 5.780.512 da D2. Além disso, o Estado também registra a aplicação de 25.042 doses adicionais (DA) e 167.466 doses de reforço (DR).

Governador sanciona lei que institui transferência de renda de R$ 80 para famílias vulneráveis

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta segunda-feira (18) a lei que institui o Programa Estadual de Transferência de Renda (PETR) para famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica. O benefício tem valor mensal de R$ 80. A lei 20.747/2021, de autoria do Governo do Estado, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná.

O benefício vai atender pessoas em situação de extrema pobreza ou de pobreza, desde que não beneficiárias do Bolsa Família, do governo federal. O projeto foi criado com o mesmo objetivo do Cartão Comida Boa, efetivado durante a pandemia do coronavírus para atender famílias vulneráveis, mas agora tem caráter permanente.

“Tem uma parcela da população que não está em nenhum programa social. Nos organizamos para atender essas famílias. O Cartão Comida Boa deu muito certo, ajudou a levar segurança alimentar. Resolvemos implantar esse programa de maneira permanente. É uma referência para o cuidado aos mais humildes”, disse Ratinho Junior.

O programa será coordenado pela Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho e contará com envolvimento de outras pastas e órgãos estaduais. Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop), do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e de outros valores do orçamento para a área.

A prioridade do Programa Estadual de Transferência de Renda é abarcar uma parcela da população que não é atendida pela União. Entre os objetivos da proposta estão a erradicação da pobreza, garantia da segurança alimentar e a redução da desigualdade social no Estado.

A concessão do benefício tem caráter temporário e não gera direito adquirido. Por isso, a elegibilidade das famílias beneficiadas deve ser revista a cada 90 dias. O texto será regulamentado nos próximos 60 dias.

NA PRÁTICA – Segundo a Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, o recurso poderá ser usado para compra de alimentos e materiais de higiene para atender necessidades básicas de famílias em situação de vulnerabilidade. 

Para cadastrar as famílias, a Sejuf utilizará a base de dados do Cadastro Único para Programas Sociais – CadÚnico. Esse é o instrumento de identificação e caracterização socioeconômica das famílias de baixa renda para a seleção de beneficiários e a integração dessas pessoas a programas sociais. No Paraná, cerca de 118 mil famílias estão cadastradas em situação de extrema pobreza ou de pobreza sem receber o Bolsa Família. 

Para o início do programa serão utilizados R$ 25 milhões do FIA, que vai atender famílias que tenham crianças e adolescentes, e os outros R$ 20 milhões do Fecop.

CARTÃO COMIDA BOA – Alternativa para a população que sofreu com as restrições impostas pela pandemia, o Cartão Comida Boa destinou, entre junho e agosto de 2020, um voucher de R$ 50 por mês para a população mais vulnerável utilizar em supermercados credenciados para comprar itens da cesta básica. No total, 794 mil vouchers foram distribuídos no período, com 2,7 milhões de transações de compra realizadas nos 399 municípios.