Foz do Iguaçu é um dos destinos turísticos mais seguros do Brasil

Um dos destinos turísticos pioneiros no Brasil em adotar rigorosos protocolos de segurança sanitária, para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, Foz do Iguaçu é recompensada com o aumento do número de visitantes e é referência para outras cidades brasileiras que também têm no turismo uma das bases de sua economia.

Créditos fotografia: Nilton Rolin

Todos os protocolos de segurança sanitária estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Prefeitura de Foz do Iguaçu são adotados à risca nos atrativos, nos hotéis e nos restaurantes da cidade. Além de totens com álcool em gel 70% espalhados para facilitar a higienização das mãos, delimitações para distanciamento de dois metros, medição de temperatura e uso constante de máscaras, tanto de colaboradores como de visitantes, os atrativos também operam com o número de turistas que possibilita garantir toda a segurança.

Créditos fotografia: Bruno Bimbato

Também já não se formam filas para a compra de ingressos, como antigamente. Agora, a venda é apenas pela internet. Cada atrativo também montou uma barreira sanitária, com tapete sanitizante, limpeza extra em itens de toque e aplicação de questionário sobre sintomas respiratórios. Os colaboradores estão preparados para reconhecer sintomas compatíveis com a covid-19.

Créditos fotografia: Nilton Rolin

O presidente do Visit Iguassu, Felipe Gonzalez, lembra que as medidas abrangem também o transporte individual e coletivo de turistas, o atendimento em agências de viagens e demais atividades ligadas ao turismo. “As medidas foram tomadas para estimular a retomada do crescimento da cidade e minimizar os impactos econômicos provocados pela pandemia. E deram tão certo que acabaram servindo de modelo para outras cidades e destinos turísticos do Brasil”, conta Gonzalez.

Créditos fotografia: Nilton Rolin

Certificação sanitária

Atrativo mais visitado do destino, o

, onde estão as Cataratas, conta com o Certificado de Responsabilidade Sanitária e o Selo de Ambiente Protegido, que funciona como um aval do comitê multidisciplinar criado para conter o novo coronavírus. Para obter a certificação, os estabelecimentos passaram por rigoroso processo de visitações e auditorias, coordenadas pelas entidades envolvidas no projeto.

Créditos fotografia: Nilton Rolin

Segundo Adelio Demeterko, diretor do grupo Cataratas do Iguaçu S.A., “os turistas podem visitar uma das sete maravilhas naturais do mundo com a tranquilidade de que no Parque Nacional estão sendo cumpridas todas as exigências para a garantir maior proteção contra a covid-19”.

Créditos fotografia: Kiko Sierich

Os atrativos do Complexo Turístico Itaipu, na margem brasileira, também contam com a certificação. “O novo turista, mais consciente, dará preferência a um destino com atrativos naturais e seguro na área de saúde. Todos os nossos colaboradores foram capacitados para atender os turistas com segurança e estão engajados para frear a contaminação do vírus e dar continuidade às atividades turísticas, tão fundamentais para a saúde econômica da cidade”, analisa o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

Créditos fotografia: Kiko Sierich

Economia

O que anima os agentes de turismo é que a retomada deu um novo fôlego aos empresários e está garantindo empregos. A rede hoteleira, por exemplo, tem cerca de 180 estabelecimentos, que oferecem 30 mil leitos e, de acordo com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindhotéis), o setor está revisando diariamente os protocolos. Sobretudo em relação à higienização, que “está ligada diretamente à saúde e ao bem-estar do público que recebemos em Foz do Iguaçu”, como afirma o presidente do Sindhotéis, Neuso Rafagnin.

Créditos fotografia: Visit Iguassu

“O momento exige cautela e responsabilidade com as vidas que recebemos em nossos espaços. Estamos respeitando os direcionamentos da OMS e da prefeitura a fim de trazer bem-estar e segurança aos visitantes”, diz Rafagnin. Ele acrescenta que hoje Foz vive uma retomada sustentável e segura do turismo, atividade que responde por grande parte dos empregos e da renda do município.

Créditos fotografia: Visit Iguassu

Ingressos online

Tanto no Complexo Turístico Itaipu como no Parque Nacional do Iguaçu e outros atrativos de Foz, a venda de ingressos é on-line, para evitar aglomeração. Com isso, o turista garante o dia e o horário da visita, já que os atrativos estabelecem uma limitação no número de visitantes.

Créditos fotografia: Nilton Rolin

Desde que reabriu, em 4 de agosto, o Parque Nacional do Iguaçu vem fazendo ajustes na operação, para atender os visitantes com o máximo de segurança. Até outubro, o parque recebia apenas 350 visitantes por hora. O número foi ampliado para 525 por hora, depois de seguidas análises concluírem que não haveria qualquer risco adicional.

Créditos fotografia: Nilton Rolin

Inicialmente, também, o parque funcionou apenas seis dias por semana, fechando ao público nas segundas-feiras. A partir do dia 26, voltará a abrir às segundas, para atender à crescente procura, já que começa a alta temporada de visitação. Segundo a assessoria da Cataratas do Iguaçu S.A., a ampliação do número de visitantes foi analisada com “bom senso”, já que representa um ponto de equilíbrio entre a questão da saúde e a econômica.

Com informações da Cataratas S/A

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Deputados aprovam projeto que pode reduzir em até 20% o preço do gás de cozinha no Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou na sessão plenária desta segunda-feira (7) a proposta que pode reduzir o preço do gás de cozinha em até 20%. O projeto de lei 188/2021, assinado pelos deputados Ademar Traiano (PSDB), Delegado Francischini (PSL) e Hussein Bakri (PSD), que permite ao consumidor efetuar a compra do gás de cozinha de qualquer marca, independente daquela estampada no botijão, passou em primeiro turno de votação.

O texto estabelece que, em todo o estado do Paraná, o titular da marca inscrita em vasilhame ou embalagem reutilizável, não poderá impedir a livre circulação do produto ou reutilização do recipiente, ainda que por empresa concorrente, ou criar, por meio de marca, vínculo artificial com o consumidor de maneira a impedir a plena liberdade de adquirir produto de sua escolha.

Os autores destacam na justificativa da proposta que hoje, no país, existem aproximadamente 150 milhões de botijões de posse das revendedoras ou dos consumidores, e que mesmo que cidadão possua o botijão, este não pode enchê-lo, por exemplo, na empresa que tenha o menor preço, pois as maiores distribuidoras se protegem através da marca estampada no botijão, dificultando a entrada de novas empresas distribuidoras no mercado e consequentemente, diminuindo a livre concorrência, a qual poderia promover a redução do preço do botijão e do GLP para a população.

O objetivo do projeto, segundo os autores é permitir a opção de escolha do consumidor pela marca mais barata e não obrigar a adquirir o produto da marca estampada do botijão, que poderá ser mais caro. Ainda segundo a matéria, a medida poderá promover uma redução entre 15 e 20% no preço final ao consumidor.

“Com esse projeto estamos democratizando o atendimento daqueles que precisam de um bujão de gás, que hoje está concentrado na mão de poucas empresas credenciadas. Queremos oportunizar a possibilidade de que outras pequenas empresas possam fazer essa distribuição e atender aos consumidores”, afirmou Traiano. “É uma proteção ao consumidor. Vai ter uma repercussão enorme no preço na ponta a partir do momento que vamos estimular a concorrência e o proprietário do botijão puder escolher onde trocar”, reforçou Francischini. “A medida também é importante para conter o aumento descontrolado dos preços de produtos essenciais aos paranaenses em meio à pandemia”, concluiu Bakri.

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Trem que opera na serra do Mar ganha vagões especiais e de luxo

Ao viajar de trem, muitos turistas preferem entrar na história. Mas há os que preferem viajar em vagões mais novos ou temáticos. Para esses, a rota ferroviária entre Curitiba e Morretes, na serra do Mar paranaense, é uma boa opção a ser considerada, por atender os mais variados gostos – e bolsos.

A rota oferece os carros de passageiros convencionais, mas também vagões temáticos e até mesmo específicos para viagens com pets.

Os mais recentes a entrar em funcionamento são o carro desenvolvido para as viagens com animais de estimação e o que homenageia Ildefonso Pereira Correia (1849-1894), o Barão do Serro Azul, que foi o maior produtor de erva-mate do mundo e que foi morto durante a Revolução Federalista na ferrovia Paranaguá – Curitiba. Ambos são qualificados como “vagões boutique”.

O “carro do Barão”, como passou a ser chamado, tem uma varanda panorâmica de seis metros quadrados, em que é possível ao visitante sentir a natureza paranaense ainda mais de perto. Por suas características, é o último vagão da composição e também abriga menos passageiros que os carros convencionais: apenas 32.

Fabricado originalmente em 1954, o carro foi comprado pela Serra Verde Express, empresa que administra a rota ferroviária, num leilão em Vitória (ES). A reforma e transformação em vagão panorâmico custou R$ 530 mil.

Outro carro especial é o Imperial, com mesas de madeira (quadradas e redondas) que comportam quatro pessoas. Produzido com decoração refinada, foi inspirado nos anos 30, mais especificamente nos vagões-restaurante daquela década.

O Bove é o vagão destinado aos pets. Tem janelas panorâmicas e uma varanda central que acomoda até quatro pessoas.

O projeto envolveu o desenvolvimento de uma estrutura que permite que os animais fiquem fora das caixas de transporte na viagem, além de terem poltronas exclusivas. O vagão comporta 28 pessoas e possui 8 poltronas pets. Os animais de pequeno e médio portes podem viajar no colo dos passageiros e têm circulação livre pelo vagão, além de serviço de bordo, com um kit lanche especial.

O desenvolvimento desse carro, cujos assentos têm tecido impermeável, custou R$ 205 mil. Além desses, há os carros de primeira classe batizados de Foz do Iguaçu, Copacabana (ambos com estilo neoclássico) e Curitiba, com símbolos que remetem à capital do Paraná.

São litorinas (automotrizes, que operam com um carro somente) e, por terem ar condicionado e janelas fechadas, não têm sido utilizadas em tempos de pandemia.

Os bilhetes custam a partir de R$ 135 (carros convencionais). Os chamados carros boutique têm passagens a partir de R$ 240, enquanto na litorina custam R$ 270. O trem opera de sexta-feira a domingo.

Há, ainda, vagões das categorias standard (ar condicionado e poltronas estofadas), turística (assento duplo) e econômico.

Além da rota ferroviária entre Curitiba e Morretes, há outra ligando Morretes a Antonina, esta operada pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) e que busca na restauração de seus carros de passageiros deixá-los exatamente como eram no passado. A composição é tracionada por uma locomotiva fabricada em 1884.


Curitiba a Morretes (PR)
Duração: quatro horas e 15 minutos
Trecho percorrido: 70 km
Preços: a partir de R$ 135
Atrações: trecho de mata atlântica e cachoeiras

Informações Banda B