Fiocruz negocia mais 15 milhões de doses de vacina da Astrazeneca

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A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, disse que a instituição negocia com a AstraZeneca a possibilidade de receber 15 milhões de doses prontas de vacinas para garantir a imunização até que chegue ao Brasil o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) que vai permitir a produção de vacinas em BioManguinhos, da Fiocruz. 

“Até que esse gap possa ser superado sempre com o objetivo de trazer de forma mais rápida possível a vacina para nossa população e também de começar a produzir o mais rápido possível”, informou em entrevista à imprensa neste sábado (23), logo antes do início da distribuição de 2 milhões de doses de vacina da AstraZeneca pelos estados brasileiros. O imunizante chegou na sexta-feira (22) ao Brasil, vindo da Índia.

De acordo com Nísia Trindade, as medidas estão estabelecidas no contrato de encomenda e tecnologia e também no memorando de acordo geral da AstraZeneca para encomenda e depois de transferência de tecnologia, quando todas as etapas serão feitas em BioManguinhos. “Isso tudo é contratual. Estaremos recebendo inicialmente 15 milhões de doses”, disse, acrescentando que há um aceno da AstraZeneca para antecipar os envios posteriores, que permitiriam completar até de 110 milhões e 400 mil doses da vacina. “Um aceno de que possa antecipar, não agora nesse momento, mas tão logo esse processo da exportação se resolva, antecipar a vinda de meses seguintes”, revelou.

Para a presidente da Fiocruz, a grande preocupação atual da instituição é com a chegada mais célere possível do Ingrediente Farmacêutico Ativo para a produção de vacinas em BioManguinhos da Fiocruz. Segundo Nísia, a perspectiva é de receber o insumo no início de fevereiro, por volta do dia 8, mas não há ainda uma data definida. A presidente disse que o processo passa por muitas etapas na China, além de por questões diplomáticas, e por isso não é possível saber quanto tempo vai levar para ser concluído.

Ainda na entrevista do sábado, o diretor de BioManguinhos, Maurício Zuma, informou que pelo contrato, a Fiocruz vai receber por mês insumos referentes a 15 milhões de doses em dois lotes equivalentes a 7,5 milhões de vacinas, com intervalo de duas semanas em cada lote. “Se ele [IFA] atrasar um pouquinho estamos discutindo a possibilidade de acelerar mais para frente a chegada dos lotes, para ver se a gente consegue antecipar um pouco, porque certamente teremos mais capacidade de produção do que esse cronograma de lotes. Se a gente puder receber mais IFA a gente vai poder produzir mais e entregar mais rápido “, completou.

Entrega

As vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford e pela biofarmacêutica AstraZeneca em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que chegaram no sábado (23) ao Brasil. “A vacina chegou muito tarde aqui, mas conseguimos executar todas as atividades com bastante velocidade, agilidade e logo no começo da tarde a gente já estava encaminhando vacinas”, afirmou sobre o processo que antecedeu a preparação para a distribuição das doses aos estados.

Nísia Trindade ressaltou que as vacinas saíram da Fiocruz após cumpridos os procedimentos recomendados de verificação da temperatura e das embalagens, inclusive as avaliações do Centro de Controle de Qualidade em Saúde da instituição.

Índia

O cônsul-geral da Índia, Leonardo Ananda, que estava ontem na cerimônia de liberação das vacinas, disse que era uma honra estar presente naquele momento de extrema relevância para a população brasileira. “Mais um passo está sendo dado no combate a essa pandemia. É também um marco histórico na relação entre Índia e Brasil. Duas nações irmãs que os laços vêm se fortalecendo a cada dia”, disse.

O cônsul disse que é um momento simbólico onde a Índia está auxiliando uma nação irmã. “Temos certeza que em pouco tempo terá milhões de vacinas produzidas nesta casa. A Índia se orgulha muito de ter estabelecido esta parceria muito sólida e muito forte, assim como a do Instituto Serum [da Índia] com a Fiocruz e BioManguinhos” concluiu.

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Hospital de Clínicas abre 16 novos leitos de UTI exclusivos para Covid-19 em Curitiba

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O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, terá 16 novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para tratamento de pacientes com Covid-19 a partir desta quarta-feira (3). O anúncio foi feito pelo reitor da instituição, Ricardo Marcelo Fonseca, nesta terça-feira (2), através de uma rede social.

“Mobilizando parceiros, pessoal e recursos novos a partir de amanhã haverá 16 novas UTIs dedicadas à COVID”, escreveu Marcelo em seu perfil do Twitter.

Segundo Fonseca, a abertura dos novos leitos se somará aos já disponíveis. “Com isso agora temos 83 leitos de enfermaria e 82 de UTI, só no combate à COVID”, disse. O professor ainda afirmou que este é o maior número de leitos de Curitiba para tratar pacientes com a doença.

Ao revelar a novidade, o reitor repudiou os ataques contra as universidades e ressaltou o compromisso da instituição com a sociedade: “Aos que vivem de só criticar a universidade é bom que saibam: diante do trágico esgotamento dos leitos de UTI, a UFPR/HC faz o que se espera: redobra esforços e salva vidas”.

Colapso

Profissionais da saúde de todo o Brasil correm contra o tempo para salvar vidas em meio a um dos piores momentos da pandemia de Covid-19 no país. Estados têm transferido pacientes a outras comarcas devido a falta de leitos de UTI, e o número de casos só aumenta.

Há três dias, o Paraná bateu um novo recorde de internados, com 3.891 pacientes na lista. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 378 pessoas aguardavam por um leito: 156 de UTI e 222 de enfermaria. No mesmo dia, em 27 de fevereiro, o secretário de Saúde do Estado, Beto Preto, afirmou que o Paraná tinha apenas 17 respiradores na reserva técnica para atender solicitações de hospitais.

Nesta segunda-feira (1º), o governo estadual anunciou a ativação de mais 55 leitos de UTIs e 93 de enfermaria desde a última sexta-feira (26). A previsão é que 54 novos leitos de UTI e 43 de enfermaria sejam ativados nos próximos dias.

No dia 27 de fevereiro, Curitiba ativou mais 15 leitos de UTI SUS exclusivos à Covid-19 no Hospital Santa Casa.

Casos

Nesta terça-feira (2), o Paraná anunciou que o Estado registrou o maior número de mortes desde janeiro. Mais de 6 mil novos casos da doença foram confirmados e 178 pessoas morreram, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde.

Há 1.641 pacientes internados no Paraná que receberam o diagnóstico da doença. Destes, 1.451 estão em leitos SUS (661 em UTI e 790 em leitos clínicos/enfermaria) e 194 em leitos da rede particular (84 em UTI e 110 em leitos clínicos/enfermaria). 2.138 pessoas estão internadas à espera do resultado de exames.

Curitiba confirmou 877 novos casos de Covid-19 e mais 17 mortes nesta terça, de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. Em meio ao crescimento de casos ativos na capital paranaense, a ocupação dos 383 leitos de UTI SUS exclusivos para Covid-19 chegou a 93% e, agora, restam 27 leitos livres.

Informações Banda B.

Hospital Nossa Senhora das Graças fecha as portas para novos pacientes com sintomas da Covid-19

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Serviços de Pronto-Atendimento Obstétrico e Pediátrico funcionam normalmente e sem interrupções

Hospital Nossa Senhora das Graças, localizado no bairro Mercês, em Curitiba, anunciou nesta terça-feira (2) que deixará de receber novos pacientes que apresentam sintomas da Covid-19. A medida se dá após a unidade atingir sua capacidade máxima de atendimento e à falta de leitos.

“Devido a pandemia da COVID-19, nesta terça-feira [2] às 12h, o HNSG atingiu sua capacidade máxima de atendimento no Pronto-Atendimento, e em decorrência da falta de leitos, foi necessário interromper temporariamente a admissão de novos pacientes – com sintomas gripais ou outras queixas”, divulgou a assessoria de imprensa do hospital.

No entanto, a assessoria afirma que os serviços de Pronto-Atendimento Obstétrico e Pediátrico funcionam normalmente e sem interrupções.

Por fim, o hospital reforça a adoção das medidas de prevenção da doença, como higienização das mãos, distanciamento social e uso correto de máscaras, e pede que a população as siga para conter o novo coronavírus.

Informações Banda B.