Homem Confessa Assassinato dos Próprios Pais e é Preso Após Entrevista em Nova York
Um homem de 54 anos, Lorenz Kraus, foi detido após confessar em uma entrevista na televisão que assassinou seus pais, Franz e Theresia Kraus. O casal estava desaparecido desde 2017. A prisão ocorreu pouco depois da exibição do programa, na última quinta-feira (25/9), em Albany, no estado de Nova York.
Desaparecimento Resolvido Após Oito Anos
O caso do desaparecimento dos pais de Kraus estava sem solução há quase oito anos. Em 2020, as investigações foram arquivadas após vizinhos relatarem que Franz e Theresia teriam se mudado para a Alemanha. Sem registro oficial de desaparecimento, o inquérito não avançou.
A investigação foi reaberta em maio deste ano, quando a checagem do Seguro Social levantou dúvidas sobre os idosos. Sem indícios de que ainda estivessem vivos, as autoridades estaduais e federais intensificaram a apuração, incluindo a possibilidade de fraude financeira.
Corpos Descobertos no Quintal
Na quarta-feira (24/9), a polícia executou um mandado de busca na residência da família. Com o auxílio de cães farejadores, foi localizado um corpo enterrado no quintal. No dia seguinte, outro cadáver foi encontrado em uma área diferente do terreno.
O chefe de polícia de Albany, Brendon Cox, indicou que os restos mortais encontrados provavelmente pertencem a Franz e Theresia, mas a identificação oficial depende de exames periciais.
A Confissão na Entrevista
Na entrevista concedida à CBS6, Kraus revelou que estrangulou sua mãe e asfixiou seu pai em 2017, alegando que ambos teriam “implicitamente” pedido para morrer devido a problemas de saúde. Ele descreveu o ato como um “dever de filho” e afirmou que utilizou benefícios sociais dos pais para ajudar pessoas necessitadas nas Filipinas.
Após a confissão, Kraus foi preso sem resistência e enfrenta acusações de homicídio em segundo grau e ocultação de cadáver. No tribunal, ele se declarou inocente e permanece detido sem possibilidade de fiança.
Repercussão do Caso
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, comentou o caso, expressando sua incredulidade diante do ato cometido: “É inacreditável pensar no ódio no coração de alguém capaz de fazer isso com os próprios pais”.
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