Em setembro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram uma queda de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando US$ 2,58 bilhões. Esse resultado decorre da implementação da tarifa de 50% pelo governo de Donald Trump. Porém, o crescimento das vendas para outros mercados assegurou recordes nas exportações brasileiras.
Impacto das Importações e Déficit Comercial
As importações dos Estados Unidos também aumentaram, subindo 14,3% e totalizando US$ 4,35 bilhões. Essa combinação de aumento nas importações e recuo nas exportações resultou em um déficit de US$ 1,77 bilhão na balança comercial do Brasil com os Estados Unidos, o maior registrado neste ano e o nono consecutivo.
No acumulado de 2025, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 29,213 bilhões, uma leve queda de 0,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. As importações, por sua vez, alcançaram US$ 34,315 bilhões, um aumento de 11,8%, elevando o déficit comercial para US$ 5,102 bilhões.
Contexto do Déficit Comercial
No ano passado, o Brasil acumulava um déficit de US$ 1,317 bilhão com os Estados Unidos. Esse déficit, desfavorável ao Brasil, é favorável para os americanos. Vale lembrar que, antes da imposição da tarifa de Trump, o Brasil já registrava déficit com o mercado estadunidense.
Novos Mercados em Crescimento
A queda nas exportações para os Estados Unidos não comprometeu o saldo total da balança comercial brasileira, pois as vendas para outros mercados tiveram um desempenho positivo, especialmente na Ásia. As exportações para Singapura cresceram 133,1%, totalizando US$ 500 milhões em setembro. As vendas para a Índia e Bangladesh também aumentaram significativamente, com variações de 124,1% e 80,6%, respectivamente.
As exportações para a América do Sul cresceram 29,3%, impulsionadas pela Argentina, onde houve um aumento de 24,9% nas vendas. Para a União Europeia, as exportações registraram uma alta de 2% no mesmo período.
Resultados Gerais da Balança Comercial
No total, o Brasil exportou US$ 30,54 bilhões em setembro, um recorde para o mês e um crescimento de 7,2% em relação a setembro de 2024. No entanto, o superávit da balança comercial encolheu 41,1%, totalizando US$ 2,99 bilhões, devido à aquisição de uma plataforma de petróleo de US$ 2,4 bilhões de Singapura.
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