Cerca de 500 pessoas participaram da sétima edição do evento em comemoração ao Dia do Crochê, realizada nesta sexta-feira (11/9), no Memorial de Curitiba. Organizado pela ONG Lucianas e Marias, com apoio da Prefeitura de Curitiba, o encontro promoveu trocas de dicas, experiências e conversas entre pessoas que praticam o artesanato.
A psicóloga Valeria Tomasoni, adepta do crochê, destacou os benefícios da atividade para a saúde mental. “O crochê é uma ferramenta fantástica de prevenção de doenças como o Alzheimer, trabalhando a nossa coordenação motora e criatividade”. Neste ano, ela convidou o amigo Maicon Fernandes Santos, cabeleireiro e confeiteiro, para participar do evento.
“É minha primeira vez aqui, mas estou adorando. Para mim o crochê é um hobby que ajuda a desestressar e que permite que eu crie presentes únicos para minha família. Poder trocar dicas e conhecer pessoas aqui é muito legal”, disse Maicon.
Segundo a idealizadora do evento, Luciana Cortez, os benefícios da prática são uma das razões para a continuidade do encontro, que vem se tornando uma tradição anual em Curitiba.
“Eu acredito no poder transformador do crochê porque vivo ele e já presenciei pessoas mudando e encontrando um novo sentido para a vida através do artesanato”, contou Luciana.
A coordenadora da ONG e parceira na organização, Meire Cristina Santos, também relatou como o crochê contribuiu para sua trajetória. “Quando eu entrei na ONG eu não sabia nem o básico, e hoje já me considero profissional. O crochê foi muito importante para a minha saúde mental porque me mostrou como eu consigo superar desafios”, contou.
O encontro também reuniu participantes de outras cidades. As catarinenses Juliana Ribeiro, Michele Tavares e Rosana Alves organizaram uma viagem de ida e volta de Joinville para Curitiba para participar do evento.
Moradora de Palmas, no Tocantins, Maria do Socorro Borges da Silva esteve no encontro durante uma visita ao filho, que mora em Curitiba. “Eu já amo Curitiba, e gostei muito desse evento, não conheço algo assim gratuito em outro lugar. Além disso, estou aprendendo muito e fazendo novas amizades”, contou.
No evento, Maria do Socorro conheceu a professora de artes Ana Rita Bochnia. Além de dar aulas, Ana Rita produz peças de crochê e customiza roupas de grifes com a técnica.
“Crochê para mim é como uma sobremesa, me completa! Mas minha parte favorita do artesanato é ensinar, por isso gosto tanto desse evento. Além de conhecer gente nova e legal, todos aqui estão alegres e é como uma passarela de peças autorais”, contou Ana Rita, enquanto mostrava um cardigan feito por ela.
O encontro foi gratuito e teve patrocínio da Supremo Fios. Durante a tarde, a crocheteira Sandra Brum ministrou uma aula coletiva de técnica, ensinando os participantes a fazer uma bolsa.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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