A Região Metropolitana de Curitiba tem potencial para ampliar de 114 para 206 quilômetros sua rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade. A projeção faz parte do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.
O levantamento prevê sete projetos envolvendo a implantação de metrô e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além da criação e extensão de corredores de BRT. Os investimentos estimados variam de R$ 11,73 bilhões a R$ 22,74 bilhões.
As propostas ainda integram uma carteira de planejamento e não representam, necessariamente, obras contratadas ou com cronograma de execução definido.
Rede de transporte pode chegar a 206 quilômetros
Atualmente, a rede de transporte coletivo de média e alta capacidade da Grande Curitiba possui 114 quilômetros, segundo o estudo. Com a execução dos projetos mapeados, o sistema poderia ganhar outros 92 quilômetros.
A estimativa é de que a estrutura ampliada tenha capacidade para atender aproximadamente 915,19 mil passageiros por dia.
O estudo também projeta uma redução de 24% no tempo médio dos deslocamentos na Região Metropolitana de Curitiba. Outro impacto estimado é evitar 1.065 vítimas de sinistros de trânsito por ano.
Projetos incluem metrô, VLT e corredores de BRT
A expansão considerada pelo ENMU reúne sete projetos de mobilidade urbana para Curitiba e municípios da região metropolitana.
A carteira inclui propostas de:
Implantação de metrô
O sistema metroviário aparece entre as alternativas analisadas para aumentar a capacidade do transporte coletivo e reduzir o tempo de viagem dos passageiros.
Novas linhas de VLT
O estudo também considera a implantação de projetos de Veículo Leve sobre Trilhos, sistema ferroviário urbano utilizado para trajetos de média capacidade.
Ampliação do sistema BRT
Outra frente prevista é a implantação e a extensão de linhas de BRT, modelo de transporte por ônibus em corredores exclusivos que já integra a estrutura de mobilidade de Curitiba.
O estudo divulgado pelo BNDES confirma que os projetos fazem parte de um planejamento nacional voltado à expansão e à qualificação do transporte público nas maiores regiões metropolitanas brasileiras. (BNDES)
Estudo reúne 187 projetos em todo o Brasil
O ENMU reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana distribuídos pelas 21 regiões metropolitanas mais populosas do país.
As propostas correspondem a mais de 3 mil quilômetros de metrôs, trens, VLTs e corredores de BRT. Cada projeto foi analisado a partir de mais de 100 indicadores técnicos, financeiros, urbanísticos, operacionais e socioambientais.
Entre os critérios estão a estimativa de passageiros atendidos, o volume de investimentos necessário, a redução de emissões de gases do efeito estufa e os possíveis impactos sobre os sinistros de trânsito.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o estudo reúne diagnósticos e propostas para orientar a expansão dos sistemas de transporte público coletivo de média e alta capacidade.
Projetos podem gerar benefícios econômicos e ambientais
Considerando todas as regiões metropolitanas analisadas, o levantamento estima que os projetos poderão evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e reduzir em 3 milhões de toneladas anuais as emissões de dióxido de carbono.
O estudo também calcula uma possível redução de 11% no custo das viagens e de 16% no tempo médio de deslocamento da população.
Os benefícios sociais são estimados em mais de R$ 400 bilhões. A carteira nacional também teria potencial para movimentar mais de 1 milhão de empregos e gerar demanda por até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.
Planejamento considera horizonte de 30 anos
Elaborado entre 2024 e 2026, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana considera projeções populacionais e de demanda para os próximos 30 anos.
O objetivo é auxiliar estados e municípios na definição de prioridades e na estruturação de projetos mais integrados, eficientes e sustentáveis.
As informações e os projetos identificados para cada região metropolitana estão reunidos no portal Mobilidade Brasil. O levantamento nacional foi desenvolvido pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades. (BNDES)
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