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Estudantes de Curitiba visitam estação brasileira na Antártica por chamada de vídeo

Estudantes da Escola Municipal Walter Hoerner, no bairro Mossunguê, conheceram a Estação Antártica Comandante Ferraz e acompanharam o trabalho de militares e cientistas no continente gelado por meio de uma chamada de vídeo ao vivo, realizada na manhã desta sexta-feira (2/10). A conexão foi viabilizada em parceria com a TIM.

A transmissão foi conduzida diretamente da Antártica pelo capitão da Marinha Felipe Cardoso de Araujo, comandante da estação brasileira. Todos os estudantes da escola acompanharam a atividade, especialmente a turma do 5º ano, escolhida para participar do projeto-piloto Antártica nas Escolas, desenvolvido em Curitiba e que será levado a outras escolas do Brasil.

O secretário Municipal da Educação, Paulo Schmidt, acompanhou a conexão online e agradeceu a oportunidade de Curitiba sediar o projeto-piloto da iniciativa.

“Essas parcerias nos abrem enormes oportunidades e nos permitem chegar onde não chegaríamos sozinhos. O diferencial desta sala de aula hoje é o uso da tecnologia a favor da educação. Espero que essa experiência influencie muitos dos nossos estudantes a se tornarem cientistas ou profissionais da Marinha como os que estão na estação na Antártica”, disse Paulo Schmidt.

Responsável pela conexão 5G na estação brasileira, a TIM propôs o projeto Antártica nas Escolas com o objetivo de dar visibilidade ao protagonismo científico do Brasil no continente. Segundo o diretor institucional da empresa, Cleber Affanio, a iniciativa busca aproximar ciência e educação por meio da tecnologia.

“O Brasil é protagonista na Antártida, tem uma estação moderna, com pesquisas muito relevantes para nós e para o planeta, e infelizmente poucos brasileiros sentem orgulho desse trabalho que é tão bonito. Então, nossa ideia é que mais brasileiros conheçam o trabalho e se orgulhem dele”, declarou Affanio. Ele também afirmou que a intenção é levar a experiência de Curitiba a muitas outras escolas.

Durante a atividade, o secretário Paulo Schmidt propôs que a experiência seja ampliada com a conexão entre escolas de Curitiba e instituições de ensino de outros países.

“Vocês podem contar como foi conhecer a estação antártica por vídeo, falar da pesquisa realizada para participar desse projeto e também desenvolver pesquisas com outras escolas, abordando a questão climática e ambiental, por exemplo”, convidou Schmidt.

A proposta foi recebida pela equipe da escola e pelos estudantes. De acordo com a orientação do secretário, novos projetos podem ser desenvolvidos com cidades do C 40, uma aliança de quase 100 grandes cidades do mundo voltada ao combate às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável. O prefeito Eduardo Pimentel é vice-presidente da organização na América Latina.

Pesquisa e maquete

Antes da conexão online, os 22 estudantes do 5º ano, orientados pela professora Eliane Bastos, pesquisaram o continente antártico para conhecer a estação e as particularidades da rotina de cientistas e militares.

“Eles ficaram animados pela oportunidade e fizemos pesquisas utilizando a tecnologia que temos na escola, como os óculos 3D, para fazerem uma visita virtual à Antártica. Pesquisaram fauna, flora e, a partir daí, foram trazendo suas curiosidades que nós transformamos todas em pesquisa”, contou a professora regente.

O trabalho desenvolvido em sala de aula resultou em uma exposição e em uma maquete construída pelos estudantes. A turma também produziu um texto coletivo com base na pesquisa. Após a experiência online, o projeto terá continuidade integrando diferentes componentes curriculares, como ciência, língua portuguesa, matemática e arte.

Tour ao vivo

Em um dia claro na Antártica, o comandante Felipe iniciou a visita pelo lado externo da estação e apresentou os espaços utilizados pelas equipes de cientistas e da Marinha. Ele também contou curiosidades sobre a rotina no local, entre elas o fato de que todos os profissionais participam da escala do rancho e da limpeza.

O tour passou pelos quartos, laboratórios, barbearia, cozinha e pelo paiol, nome dado à grande despensa. O comandante respondeu às perguntas dos estudantes e contou que a equipe recebe cartas e desenhos de muitas crianças brasileiras. Ao final, convidou a Escola Walter Hoerner a também relatar o que achou da experiência proporcionada pelo projeto.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

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