Previsões para a Safra 2025/26 no Paraná: Aumento na Produção de Soja e Milho
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), anunciou as primeiras previsões para a safra paranaense 2025/26. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (28), indicam um aumento significativo nas áreas e na produção de soja e milho, as principais culturas do estado.
Soja: Expectativa de Crescimento
Para a soja, a estimativa inicial é de plantio de 5,79 milhões de hectares, uma elevação de 0,6% em relação aos 5,75 milhões de hectares do ciclo anterior. O analista Edmar Gervásio comentou que, tradicionalmente, as primeiras safras tendem a mostrar um pequeno aumento na área, frequentemente ocupando pastagens e, neste ano, também áreas antes dedicadas ao feijão.
A área destinada à primeira safra representa mais de 90% do plantio dos principais grãos no Paraná, com previsão de produção de 22,05 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 4,23% em comparação às 21,1 milhões de toneladas da última colheita. Gervásio alerta que, durante a safra, podem ocorrer surpresas que impactem a produção.
Calendário de Plantio
Na Região 2, que inclui os municípios do Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste do estado, a emersão das plantas de soja será liberada a partir de 1º de setembro, após o fim do vazio sanitário da ferrugem asiática. O plantio deve ser concluído até 31 de dezembro. Na Região 3, composta pelos municípios do Sudoeste, a semeadura tem início em 11 de setembro e se estende até 10 de janeiro de 2026. Já na Região 1, que abrange o Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral, está prevista a emergência das plantas a partir de 20 de setembro, encerrando-se em 20 de janeiro de 2026.
Milho: Perspectivas Otimistas
Para o milho, as estimativas iniciais da primeira safra 2025/26 indicam uma produção de 3,22 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% em relação às 3 milhões de toneladas do ciclo anterior. A área plantada deve aumentar em 12,1%, atingindo 315 mil hectares, em comparação com os 280,2 mil hectares do ano passado.
O analista Edmar Gervásio destacou que este aumento na área plantada é significativo, dado que o estado vinha enfrentando reduções contínuas desde 2010. Ele acredita que as condições para o plantio estão favoráveis, com perspectivas de avanço nas próximas semanas.
Impacto no Feijão e Outras Culturas
Com o aumento das áreas dedicadas ao milho e à soja, a produção de feijão de primeira safra está prevista para ocupar 111 mil hectares, uma redução de 34% em relação aos 168 mil hectares do ano passado. No entanto, essa área ainda se mantém dentro de níveis históricos para a safra. A produtividade está estimada em cerca de 2 mil quilos por hectare, resultando em uma oferta de 218 mil toneladas.
Além disso, a batata da primeira safra teve início e já ocupa 9% da área prevista de 16,3 mil hectares, com previsão de colheita de 517,1 mil toneladas, uma queda de 11% em relação ao ano anterior. Para o tomate, 12% da área de 2,5 mil hectares já foi plantada, com expectativas de colher 174,7 mil toneladas. Na cebola, 95% da área de 2,8 mil hectares já foi semeada, embora com uma redução de 15% em relação ao ciclo anterior, projetando uma colheita de 108 mil toneladas.
Outras Culturas em Destaque
A cana-de-açúcar também apresentou aumento na área plantada, subindo de 504,9 mil hectares para 511,5 mil hectares, o que pode elevar a produção de 36,8 milhões de toneladas para 39,1 milhões. A mandioca, concentrada na região Noroeste, deve ampliar a área de 82,9 mil hectares para 85,3 mil hectares, com um aumento na produção projetado de 195 mil toneladas para 217,5 mil toneladas.
Dados do Boletim de Conjuntura Agropecuária
O Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 22 a 28 de agosto traz ainda dados sobre outras culturas agropecuárias no Paraná, destacando uma queda de 0,59% nos preços pagos aos produtores de carne ovina em julho, além de informações sobre o setor de suínos e exportação de mel. O estado ocupou a terceira posição em exportação de mel nos primeiros sete meses do ano, com 4.637 toneladas enviadas, resultando em uma receita cambial de US$ 15,203 milhões.
