Enem 2022: Dicas de como usar a nota do exame e ingressar na faculdade

O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é, sem dúvida, o evento mais esperado pelos jovens que desejam ingressar na faculdade, pois, além de trazer uma avaliação do desempenho do estudante durante o ensino médio, ainda permite a participação em diversos processos seletivos do ensino superior simultaneamente. 

Em 2023, a divulgação será feita no dia 13 de fevereiro na página do participante. O gabarito oficial com as respostas das questões comentadas já está disponível no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), onde é possível saber o número total de acertos.

Beto Dantas, COO do Pravaler, principal plataforma de acesso e soluções para o ecossistema de educação no Brasil, explica que o resultado do Enem 2022 poderá ser utilizado no processo seletivo do Sisu, por exemplo, e ainda, em programas do governo, como o Prouni e Fies, em faculdades privadas no País e universidades internacionais, em países como Portugal, França, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. 

“As instituições definem valores mínimos de notas em função da pontuação do Enem, mas isso não quer dizer que, ao superar uma nota mínima, o candidato tenha vaga garantida na universidade de sua preferência, pois ainda existe a concorrência. Neste caso, é preciso estar entre os mais bem posicionados de acordo com a quantidade de vagas disponíveis para somente então conseguir a aprovação”, ressalta.

Confira o passo a passo para acessar o resultado do Enem:

Acesse o site do Enem;

  • Clique no link “Página do participante”;
  • Informe o seu CPF e senha nos campos correspondentes;
  • Selecione as imagens solicitadas ou digite os caracteres pedidos.
  • Clique em “Enviar”.

Como acessar a nota da redação?

A nota da redação do Enem também está disponível na Página do Participante, na seção “Vista Pedagógica”, onde é possível conferir o chamado espelho da redação, que se refere ao desempenho detalhado em cada uma das cinco competências exigidas e permite ao estudante entender os acertos e pontos de melhoria para desenvolver sua escrita e habilidade de argumentação.

É importante destacar que o Enem não faz revisão da nota da redação caso o candidato não concorde com os critérios de correção. Na Vista Pedagógica também é possível verificar o gráfico que compara a sua nota em relação a dos outros candidatos.

Como utilizar a nota do Enem?

A nota do Enem abre muitas portas para o ensino superior – e isso não se limita apenas ao ingresso em instituições de ensino públicas. Além de poder utilizar a nota no lugar do vestibular e participar de diversos processos seletivos simultaneamente, por meio do resultado do Enem o estudante pode ter acesso a benefícios para facilitar a sua formação.

Ingresso direto em faculdades

Boa parte das universidades públicas e privadas passaram a aceitar o resultado do Enem como único processo seletivo, o que sem dúvida facilitou bastante a vida dos estudantes que não precisam participar de um volume muito grande de vestibulares e, assim, podem otimizar e centralizar seus esforços apenas para o Enem e ainda ter acesso a benefícios como bolsa de estudos e o financiamento estudantil.

Faculdades públicas

Beto argumenta que são muitas as faculdades públicas que usam o resultado do Enem para selecionar alunos via Sisu. Entre as mais importantes delas, estão a Unesp, a Unicamp e a UFSC, por exemplo. Além disso, o executivo alerta para que o aluno também fique atento às instituições públicas que contam com o vestibular próprio, que acontece paralelamente ao Enem, pois isso permite que o aumento das chances de aprovação em uma instituição de ensino, mesmo que não tenha tido sucesso em uma primeira tentativa de ingresso por meio do exame nacional do ensino médio.

Faculdades privadas

“Nas faculdades privadas é possível ter acesso direto, sem vestibular, caso a instituição defina uma nota mínima e o candidato comprove que o seu resultado do Enem está acima dessa exigência. Além disso, a nota do Enem geralmente é utilizada para programas como o Prouni e o Fies. No geral, as instituições divulgam preliminarmente as notas mínimas para acesso e, quando as inscrições em programas como o Fies começam, os alunos passam a concorrer pelas vagas de acordo com suas notas. Caso não seja contemplado pelo Fies, o estudante ainda tem a possibilidade de optar pelo financiamento estudantil privado, disponibilizado pela própria instituição de ensino ou por empresas privadas, como é o caso do Pravaler, que possui o maior serviço do setor e parceria com mais de 500 instituições espalhadas por todos os estados do Brasil.

Financiamento estudantil público

O Fies é o financiamento estudantil público mantido pelo governo federal para viabilizar o ingresso ao ensino superior para estudantes de baixa renda que não têm condições financeiras para arcar com os custos das mensalidades de uma graduação privada. Nesse programa, o aluno paga as despesas da faculdade com os recursos subsidiados pelo governo e devolve esse dinheiro após a sua formação no prazo previamente estabelecido em contrato. Para ter acesso ao benefício, é obrigatório que o candidato tenha feito a prova do Enem, já que o resultado é considerado fator classificatório no processo de seleção. Lembrando que, para participar, o aluno deve ter atingido nota mínima de 450 pontos nas provas objetivas e não pode ter zerado a redação”, explica Beto Dantas, COO do Pravaler.

Financiamento estudantil privado

O executivo indica que esse tipo de contratação ainda dispõe de maior flexibilidade e menos burocracia. Além disso, o financiamento pode ser parcial, contemplando apenas uma parte do valor do curso, ou integral. No geral, o aluno começa a pagar assim que inicia os estudos e não após a formação, como no caso do Fies. 

“No Pravaler há opções de crédito a juros baixos ou sem juros, dependendo da faculdade, o que pode ser uma opção para quem não conseguiu o Fies ou outro programa governamental para acesso ao ensino superior, como o Sisu ou Prouni. Além disso, não há a exigência de participação no Enem para contratação, não há limite de vagas e o aluno pode conseguir o crédito a qualquer momento do ano – basta comprovar renda mínima de até duas vezes o valor da mensalidade, que pode ser composta pela renda do estudante somada à renda do fiador, e não apresentar restrições em serviços de proteção ao crédito. O Pravaler já beneficiou mais de 250 mil estudantes”, explica.

Histórias reais

Por fim, o COO lembra do case da aluna Maria Gabriela, de 20 anos, estudante do terceiro semestre de Direito, na Mackenzie, em São Paulo, que viu uma oportunidade para ingressar na faculdade a partir das facilidades como parcelamento no dobro do tempo e contratação 100% on-line. 

“Sou aluna de escola pública, meu pai é caminhoneiro e minha mãe doméstica. Vim de Pernambuco para São Paulo aos três anos. No ensino médio, participei de um projeto da CIVICs, instituição que oferece cursos livres das principais áreas do Direito com preços acessíveis, fiz um ano de cursinho para prestar vestibulares, mas não fui aprovada no Sisu, Prouni e Fies, por dificuldade de comprovar renda. Diante disso, conheci o Pravaler e contratei o financiamento. Desta maneira, eu consigo pagar a parcela com o que recebo do meu estágio” conta Maria Gabriela.

Para mais informações sobre as opções de ingresso da universidade, acesse: https://www.pravaler.com.br/.

Sobre o Pravaler 

O Pravaler é a principal plataforma de acesso e soluções para o ecossistema de educação do Brasil. A companhia, que foi a primeira fintech fundada no País figurando entre as mais importantes, segundo estudo publicado pela KPMG, também se tornou a primeira edfintech brasileira. Com processo de contratação de seus serviços 100% online e zero burocrático, o Pravaler tem como filosofia gerar oportunidades educacionais, potencializando o que há de melhor na sociedade. A empresa atua no mercado há mais de 20 anos, tem entre seus principais acionistas o Banco Itaú e, em 2021, fez sua primeira aquisição, a edtech Amigo Edu, com o objetivo de ampliar seu portfólio de produtos e serviços. Em 2020, 2021 e 2022, foi listada entre as empresas que crescem mais rápido nas Américas pelo Financial Times. Com faturamento de 270 milhões e mais de 500 colaboradores apaixonados por educação, o Pravaler tem a meta ousada de ampliar o acesso à educação e beneficiar um milhão de alunos nos próximos anos, contribuindo para a transformação da vida de muitas famílias.

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Dia Mundial da Educação: Defasagem, evasão escolar e falta de investimento são desafios para educação brasileira em 2023

Nesta terça-feira, 24, foi celebrado o Dia Mundial da Educação, e simboliza o compromisso de 164 nações, incluindo o Brasil, com o desenvolvimento da educação na formação humana em diversos aspectos. Mesmo sendo uma das políticas mais importantes dentro de uma sociedade, a educação não tem o devido valor e, no Brasil, tem sofrido nos últimos anos.

Dentro muitos desafios, a pandemia do Coronavírus foi um agravante para o ensino em muitos países, aumentando a defasagem escolar e prejudicando milhares de estudantes em todo o mundo. Só no Brasil, segundo um estudo realizado pelo Ipec para o UNICEF, 2 milhões de meninas e meninos com idade entre 11 e 19 anos deixaram a escola, o que representa 11% do total da amostra pesquisada.

Em 2023, um dos principais desafios de líderes e educadores em todo o mundo é encontrar maneiras de conter a evasão escolar e diminuir o impacto negativo na vida dos cidadãos. A falta de acesso à educação é prejudicial ao desenvolvimento econômico, social e político da sociedade, além de ser agravante para o crescimento da violência e desinformação, o que contribui para o aumento de diversos tipos de preconceitos e desigualdade social.

São muitas as barreiras e causas da defasagem escolar, principalmente questões sociais complexas. Em geral, os alunos atingidos vêm de famílias de baixa escolaridade, vivem em condições inadequadas para a aprendizagem, como falta de tecnologia, mobília, espaço e segurança alimentar. Além de que muitos desses alunos têm empregos precários com salários baixos e que dificultam ainda mais a permanência na escola por conta de outros fatores, como sustento familiar ou ainda precisam estar presentes em casa, realizando atividades domésticas, como cuidar de irmãos menores. Essas barreiras comprometem o desempenho escolar desses alunos.

O fortalecimento da busca ativa e o trabalho conjunto entre os órgãos governamentais responsáveis, como a Secretaria Estadual de Educação e as Secretarias Municipais de Educação, são aliados no combate à evasão escolar. Segundo a diretora do Colégio Stella Maris Água Verde, em Curitiba, Ana Cláudia Alexandrini, uma das formas de as escolas conterem a evasão escolar é oferecer apoio pedagógico aos alunos. “É o que fazemos com os alunos do período integral do Stella, todos os dias os alunos têm uma hora aula de apoio pedagógico. Além disso, os professores precisam ter um olhar diferenciado na individualidade de cada estudante e não apenas se preocuparem com os conteúdos, mas sim focar na aprendizagem do educando”, explica Ana. 

Para a diretora pedagógica regional do Grupo Acesso, Kamila Fernanda Silva, não há receita pronta para evitar a defasagem escolar, mas existem ações que norteiam o trabalho. “Como conhecer o nosso alunado e seu contexto familiar, realizar um monitoramento de faltas e acompanhamento pedagógico, manter uma comunicação efetiva com a família, realizar busca ativa quando o aluno tem faltas injustificadas e acionar o Conselho Tutelar quando necessário, além de aulas de reforço, garantindo a recuperação desses estudantes”, completa Kamila.

Educação digital 

Durante a pior fase da pandemia do Coronavírus, as tecnologias foram grandes aliadas da educação. Porém, o uso demasiado das telas por crianças e adolescentes é extremamente prejudicial à saúde e ao aprendizado. A educação digital tem muitos benefícios, mas é preciso saber usá-la.

Ana acredita que a tecnologia deve ser trabalhada como uma aliada no processo de ensino aprendizagem, como um material de apoio para uma vivência diária, mas é preciso ficar alerta ao excesso da tecnologia, pois prejudica o desenvolvimento social e psicológico dos alunos. “O aluno escreve menos e se estressa mais devido ao tempo que passa em frente às telas, deixa de conviver com a família presencialmente, apresenta maior irritabilidade, sem contar que perde a prática da escrita”, explica.

São inúmeras as ferramentas disponíveis, desde livros e artigos até vídeos e atividades disponíveis no ambiente digital. Uma das formas que os professores têm para usar a tecnologia a favor é o ensino híbrido, mesclando aulas e exercícios presenciais e online. “É inegável que a tecnologia trouxe muitos benefícios e fácil acesso às informações, mas na mesma proporção que liberta ela aprisiona. Precisamos com urgência engajar e orientar nossos jovens para uma percepção crítica e consciente quanto aos conteúdos que acessam e alertá-los sobre os riscos que correm com o uso inconsequente desse recurso”, pondera Kamila.

Educação socioemocional em 2023

Gestão de tempo, trabalho em equipe, cooperação, inteligência emocional, concentração, tomada de decisão e capacidade de comunicação e argumentação são algumas das competências exigidas pelo mercado de trabalho atualmente. Tanto que uma das exigências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para este ano é o ensino dessas habilidades dentro da sala de aula. 

Segundo Kamila, o ensino das soft skills é uma das principais tendências para a educação em 2023, e é muito importante seu ensino por conta da fragilidade emocional relacionada ao contexto pós-pandêmico e que vem se intensificando no âmbito escolar. “Outra forte tendência é o ensino personalizado com foco no desenvolvimento das defasagens de aprendizagem e na potencialização das habilidades de forma individualizada com o uso de recursos tecnológicos, como plataformas educacionais”, finaliza.

Programa de Inovação Aberta da PUCPR recebe inscrições até 05 de fevereiro

Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do ambiente educacional embasado na lógica do lifelong learning (educação continuada) e com geração de experiências significativas de aprendizado, a Hotmilk, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), está recebendo inscrições para o seu Programa de Inovação Aberta. Startups do setor de educação interessadas têm até o dia 05 de fevereiro de 2023 para se candidatar. 

“A PUCPR é considerada uma das melhores universidades do país, segundo o ranking Times Higher Education, e tem a inovação em seu DNA. O futuro da educação é lifelong learning, que pressupõe que nunca é cedo ou tarde demais para aprender algo novo e que precisamos sempre estar nos aprimorando. A qualificação deve ser contínua. Na Hotmilk, queremos fomentar iniciativas que tenham aderência a esse conceito”, explica Carlos Emílio Borsa, diretor de Educação Continuada da PUCPR.  

Para participar, os negócios devem ser empresas nascentes, spin-offs ou startups em sinergia com um dos seguintes desafios: a) modelo de negócio; b) ambientes e métodos educacionais; c) plataforma; d) gestão, desenvolvimento e inteligência comercial; e) jornada do cliente; f) cross selling: educação e novos negócios; g) demais soluções que contemplem o objetivo de criar um ambiente de lifelong learning disruptivo. 

Além disso, precisam desenvolver tecnologia inovadora ou serem capazes de oferecer produto, serviço ou processo novo a partir da integração de tecnologias existentes com adição de desenvolvimento novo, não se limitando a revender, implantar ou instalar produtos e serviços de terceiros. Ainda, a solução deve estar, no mínimo, em fase de operação. 

As fases do programa são: a) captação das startups (inscrições até 05 de fevereiro de 2023); b) pré-seleção das startups classificadas na etapa anterior (divulgação até 06 de março); c) pitches das pré-selecionadas (entre 13 e 24 de março, online); d) imersão (de 17 de abril a 12 de maio, online); e e) apresentação das propostas (de 15 de maio a 29 de maio). 

Todas as informações sobre a iniciativa estão disponíveis no site do programa, onde é possível conferir o edital na íntegra e realizar a inscrição: https://hotmilk.pucpr.br/inovacao-pucpr/.  

Sobre a Hotmilk – Ecossistema de inovação da PUCPR, a Hotmilk trabalha em diferentes frentes: P&D+I, inovação aberta, aceleradora + incubadora, educação e empreendedorismo. Com uma estrutura de mais de 240 laboratórios de pesquisa e 1,8 mil pesquisadores, a iniciativa atua desde a produção de conhecimento científico e tecnológico até o desenvolvimento de pesquisas em diversos estágios para o setor produtivo, mediante projetos e parcerias estratégicas entre a PUCPR e grandes empresas. 

Possui mais de 350 startups aceleradas e incubadas. Conectou mais de 3,5 mil startups a grandes empresas, intermediando mais de 230 negócios. Além disso, possui uma estrutura física de 11 mil metros quadrados (m²) para a incubação de empresas com base tecnológica e inovadoras. 

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