Emicida apresenta seu novo show, AmarElo, no Festival de Curitiba

Para um mundo em decomposição, Emicida optou por escrever como quem manda cartas de amor. O resultado desse exercício é o novo projeto de estúdio do rapper paulista, AmarElo, em que ele propõe um olhar sobre a grandeza da humanidade. O público da 29.ª edição do Festival de Curitiba terá o privilégio de ver o artista e sua obra no palco Guairão, dentro da Mostra 2020, no dia 02 de abril.  No repertório estarão as novas canções, como a faixa-título e “Eminência Parda”, além de músicas que marcaram a sua carreira.

Desde que começou a dar os primeiros passos no rap, nas batalhas de freestyle, lá pelo ano de 2006, Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, sabia que queria ter uma carreira sólida. Talvez ele não soubesse que construiria alicerces consistentes o suficiente para ir além da sua própria trajetória. Assim, se tornou a principal referência da sua geração no rap, criou, ao lado do irmão, Evandro Fióti, uma empresa – a Laboratório Fantasma -, que é responsável por outros artistas, mas também cuida de merch, tem estúdio, selo, etc. Um negócio tido como case de sucesso e inspiração no mercado da música.  Mas mais do que sucesso, Emicida tem a vontade de tocar a vida das pessoas. E a sua trilha sonora de artista nascido na Zona Norte foi perfeita para contar essa história. Com o lançamento da primeira mixtape, Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida Até que Eu Cheguei Longe (2009), Emicida chamou a atenção do público, da imprensa e dos contratantes. O trabalho produzido de forma artesanal e vendido (por ele) a dois reais nas ruas o levou aos principais festivais do Brasil e do mundo, incluindo Rock in Rio, Roskilde (Dinamarca) e Coachella (EUA). Após duas mixtapes e dois EPs, o rapper paulista ganhou notoriedade para além do nicho do rap com o seu primeiro disco de estúdio, O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013), que teve participação de Pitty, Wilson das Neves, Tulipa Ruiz, entre outros.

 “Não se trata de um disco simplesmente dedo-na-cara, de cenas cuspidas na cara do ouvinte. Há lucidez, música, e, principalmente, poesia”, afirmou o jornal O Globo na época do lançamento. O mesmo se deu com o sucessor Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa (2015). Inspirado em uma viagem por Angola e Cabo Verde, trouxe participações de nomes do calibre de Caetano Veloso e Vanessa da Mata. Este foi indicado ao Grammy Latino – a outra indicação de Emicida à premiação foi com a música “A Chapa É Quente”, do projeto Língua Franca (2017), parceria em que ele, Rael e os rappers portugueses Capicua e Valete celebram a língua comum entre os dois países.

Em paralelo, a Laboratório Fantasma deu um passo crucial para a consolidação da marca LAB. Em 2016, estreou na São Paulo Fashion Week, maior evento de moda da América Latina, com um desfile histórico. “Felizmente, o desfile da LAB em nada se parece com o que se vê na SPFW. Só pela seleção de modelões, 90% formada por negros e alguns do mercado plus size, a marca já se destaca”, afirmou o jornal O Estado de S. Paulo sobre a estreia. “Entende-se a beleza de uma maneira pobre, a gente quis enriquecer isso, colocar pessoas que encontro nas calçadas todos os dias. A gente perde quando não reconhece essa beleza”, disse Emicida àquela altura.

A discografia do rapper ganhou um novo episódio em 2018, quando lançou o seu primeiro DVD ao vivo. O registro foi feito no ano anterior, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e teve como mote os 10 anos do single “Triunfo”. Outros frutos de 2018 foram: o single “Hacia El Amor”, com o duo franco-cubano Ibeyi; e o seu primeiro livro infantil, intitulado Amoras. Em 2019, ano em que a LAB completou 10 anos, Emicida conseguiu olhar pra trás com êxito, mas ainda mira o futuro. Hoje, tem o entendimento do todo que foi feito até aqui: um experimento social que ainda está em construção.

Acompanhe todas as novidades e informações da Mostra 2020 do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis, no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @fest_curitiba

Apresentadores, patrocinadores e apoiadores

O Festival de Teatro de Curitiba tem parceiros fundamentais para sua realização e é patrocinado pelo Ebanx, Vivo, Uninter, Renault do Brasil, Electrolux, Banco RCI Brasil, Junto Seguros, Copel – Pura Energia, Sanepar, Governo do Estado e GRASP. O Programa Guritiba é apresentado por New Holland, com patrocínio de Novozymes e Fibracem. O MishMash é apresentado pela Unimed Curitiba e Thales Group, com o apoio da Ritmo Logística. Quem apresenta o Risorama é a Potencial Petróleo, com o patrocínio de Previsul Seguradora, tendo como a cerveja oficial a Cacildis e o apoio de FH Consultoria e Grupo Barigui. As bilheterias do Festival de Curitiba são uma parceria com o ParkShoppingBarigüi e o Shopping Mueller.

FICHA TÉCNICA:

Direção Geral: Emicida e Evandro Fióti
Direção Musical: Julio Fejuca
Cenografia: Zé Carratu
Conteúdo: Studio Curva
Coordenação de Produção: Raissa Fumagalli
Produção Executiva: Lohana Schalken
Produção Técnica: BillSaramiolo
Técnico de PA: Nivaldo Costa
Técnico de Monitor: Flávio Brandão
Iluminador: Dalmir Vianna
Roadie: Gabriel Izidoro
VJ: Leonardo Patrevita.

Banda: Baixo, cavaco e violão – Julio Fejuca. Guitarra, violão baixo e backvocal – Michelle Lemos. Bateria, bateria eletrônica e percussões – Silvanny Sivuca. Toca-discos e backing vocal – Dj Nyack.

Serviço:

O que: Emicida no Festival de Curitiba 2020

Quando: 02/04 às 21h

Onde: Guairão (Praça Santos Andrade)

Valores:  R$ 80,00 (inteira)

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br, pelo aplicativo “Festival de Curitiba 2020”, e nas bilheterias físicas do ParkShoppingBarigui (Piso térreo próximo à praça de eventos), de segunda a sexta-feira, das 11h às 23h; sábado das 10h às 22h e domingos das 14h às 20h; e no Shopping Mueller (piso L3), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.

Classificação: LIVRE
Duração: 90´

Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba investiga variante do novo coronavírus

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba enviou para o Laboratório Nacional da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) coletas respiratórias de casos positivos de covid-19 de pessoas de Manaus, capital do estado do Amazonas, que estão em Curitiba.

A preocupação do município é evitar a circulação na cidade da nova variante do Sars-CoV-2, com grande potencial de transmissão.

“Em Manaus há uma explosão de casos de uma nova variante do vírus, e por isso é importantíssimo que as pessoas dessa região que vierem a Curitiba e apresentarem sintomas respiratórios, permaneçam em isolamento por no mínimo dez dias. Além disso, devem ligar imediatamente para a Central 3350-9000 para serem monitoradas”, alerta Marion Burger, médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde.

A identificação dessa nova variente requer análise de alta complexidade, com sequenciamento genético do vírus, por isso as amostras são encaminhadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Pacientes de Manaus em Curitiba

A Secretaria foi notificada a respeito de nove manauaras positivos para covid-19 que estão em Curitiba. Três destas nove pessoas estão hospitalizadas, quatro estão em isolamento domiciliar e vêm sendo acompanhados pelo monitoramento da Saúde. Todos vieram espontaneamente à capital paranaense, sem transferência oficial de serviços hospitalares ou de governos.

A preocupação, no entanto, é com um casal que testou positivo em uma UPA de Curitiba e não está atendendo ao monitoramento da Prefeitura.  “Não estamos encontrando essas pessoas através dos contatos que informaram, e caso não atendam nosso monitoramento, poderão ser acionados judicialmente para responder por crime de saúde pública”, explica a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

No dia 17 de janeiro, o casal procurou uma UPA da cidade e informou ter testado positivo para covid-19 em Manaus. Na UPA de Curitiba foi coletada amostras e confirmado como caso positivo. “Depois disso, sumiram e não atendem mais nossos contatos. Pedimos encarecidamente que essas pessoas se aprensentem ao município para serem monitorados”, disse Márcia.

“Foi um milagre”, diz apresentador Cristiano Santos ao vencer Covid-19 e deixar hospital após 64 dias

“Você que está acompanhando esta mensagem: se cuide!”, disse ele nesta quinta-feira (21)

O apresentador Cristiano Santos, da Band Curitiba, venceu a batalha contra a Covid-19 e recebeu alta do Hospital Vita, em Curitiba, nesta quinta-feira (21). Ao lado de amigos e familiares, o ex-vereador concedeu suas primeiras palavras à imprensa depois de 64 dias, sendo 59 deles em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele definiu a recuperação como “um milagre” e disse que a primeira coisa que quer fazer ao chegar em casa é “abraçar os próprios filhos”.

“Os próprios médicos falam para mim agora e dizem: ‘olha… foi um milagre!’. Não tem outra palavra que define a minha situação. Eu nasci de novo hoje, com toda a certeza. Mas agradeço, primeiro a Deus, pela oportunidade de seguir em frente, cuidar da minha família e poder continuar fazendo o que eu amo. Aos profissionais de saúde que não mediram esforços para que eu também pudesse seguir em frente. Este pessoal está de parabéns pelo o que fizeram, não só por mim, mas por tantos outros que enfrentaram esta doença severa. Você que está acompanhando esta mensagem: se cuide!”, disse Cristiano Santos.

As palavras ditas por Cristiano eram carregadas de um sentindo vinculado à gratidão. Entre a alegria de estar curado, o apresentador comentou que agora irá continuar o tratamento para monitorar as possíveis sequelas que o vírus deixou em seu corpo.

“Imaginei que estivesse me cuidando, de todas as formas, mas ainda peguei a doença e passei pelo o que passei. Agora é encarar a reabilitação para, se Deus quiser, voltar a fazer aquilo que mais gosto”, vislumbrou.

“Nem ele acreditava e mal pensava que teria esta surpresa aqui”, disse a esposa Andreza Mercúrio Santos que revelou ter ficado ao lado do marido durante 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Vamos ver o que Deus manda. Foi um milagre”.

“A minha esposa está aqui. Uma baita de uma companheira”, disse Cristiano.

Tratamento

Cristiano relembrou que teve cerca de 90% da atividade pulmonar comprometida com o avanço da doença nestes dois meses. Ele destacou que o internamento logo no inicio dos sintomas fez diferença no próprio tratamento.

“Foi o que ajudou. Logo no inicio os médicos detectaram os problemas. Agradeço a Band e a toda diretoria com os exames e o acompanhamento médico que me foi oferecido. A partir daí veio o tratamento intensivo e o resultado positivo”, destacou.

O médico Gabriel Rebello, responsável por acompanhar o tratamento de Cristiano Santos no hospital, destacou a resistência do paciente. Ele revelou que, em muitas vezes, as equipes estavam consternadas com o andamento do tratamento, só restando acompanha-lo e torcer pela melhora.

“Foi algo inacreditável, épico. A resposta que ele teve é algo fora do normal. Por sorte, tinha uma condição de saúde muito boa antes, mas ele ficou muito debilitado à medida que a doença avançava. No nosso ponto de vista, houve uma evolução dentro das mais fases mais avançadas da doença. Além disso, não há outro passo. Não houve uma complicação que pudesse piorar a fase em que ele já estava. Tudo foi feito para que tivéssemos a recuperação e é inacreditável como ele conseguiu dar a volta por cima”, disse à Banda B.

Rebello ainda citou que a recuperação de Cristiano é um ânimo para a equipe que, dia a após dia, segue trabalhando contra a Covid-19 no pronto-socorro. Para o médico, a maior lição a ser tirada neste momento é o ressignificado do que é a vida.

“Eu lembro de inúmeras histórias de pacientes que ficaram conosco. Eu devo ter atendido cerca de 280 que ficaram internados aqui no hospital e todas as vezes que pudemos dar alta, vimos a alegria deles em poder voltar para casa. Vimos a alegria de poder voltar para família depois de um determinado período até mesmo em casos mais leves que não ofereceram tanto risco. Para nós, é uma vitória revitalizar este tipo de sentimento dentro da gente mesmo”, afirmou.

Mensagem

Durante este tempo de 64 dias, diversas correntes de orações foram feitas para pedir a recuperação de Cristiano Santos. Amigos, familiares, companheiros de trabalho e admiradores do apresentador e comunicador, tudo foi feito em prol da saúde dele. O ex-vereador, ciente das energias positivas que lhe eram enviadas, afirmou que isto foi fundamental durante este tempo e deixou uma mensagem àqueles que ainda duvidam do que é a Covid.

“Não é brincadeira, a doença é severa. Claro que depende de organismo para organismo, pessoa para pessoa. Eu sou um camarada que sempre mantive uma vida ativa, com exercícios e sem vícios. Então, que todos se cuidem e façam as suas partes porque não é brincadeira. Muito obrigado a cada uma das pessoas. Eu não consegui responder a quem se mobilizou nas orações em grupos, nas redes sociais. Eu não tenho dúvida: isto foi fundamental, determinante, para que eu pudesse sair, como estou saindo neste momento. Muito obrigado a todos que se mobilizaram nestas correntes de oração”, finalizou à Banda B.

Vídeos

Veja abaixo os registros feitos pelo repórter Marcelo Borges no Hospital Vita.

Informações Banda B.