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Diretrizes orientam uso consciente de telas por crianças e adolescentes

Diretrizes orientam uso consciente de telas por crianças e adolescentes

A preocupação com o uso excessivo de celulares e dispositivos eletrônicos por crianças e jovens tem crescido entre especialistas em saúde. Recentemente, duas importantes sociedades médicas, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Academia Americana de Pediatria (AAP), publicaram documentos que criticam a exposição a telas, especialmente para menores de 2 anos, e alertam sobre a possibilidade de dependência.

Diretrizes para o uso de telas

O manual da SBP, lançado em dezembro de 2025, orienta pediatras sobre como aplicar o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, que entra em vigor em breve. A AAP, por sua vez, também destacou a importância de restringir o uso das redes sociais para essa faixa etária e a necessidade de focar na qualidade do conteúdo acessado.

Impactos na saúde

Profissionais de saúde já notam problemas associados ao uso desmedido de dispositivos, como sedentarismo, comprometimento do sono e exposição a conteúdos prejudiciais, que podem levar a transtornos alimentares e problemas emocionais. A pediatra Evelyn Eisenstein ressalta a importância do monitoramento do uso de telas por parte dos pais.

Recomendações por faixa etária

As diretrizes sugerem que crianças menores de 2 anos não tenham acesso a telas, enquanto aquelas de 2 a 5 anos devem ter o uso limitado a uma hora por dia, sempre acompanhadas de um adulto. Para os escolares, o tempo recomendado é de duas horas diárias, e adolescentes podem usar dispositivos por até cinco horas.

O papel da família e das instituições

É vital que a família estabeleça um plano para o uso de mídias digitais, criando limites e horários, além de interagir sobre o conteúdo consumido. Especialistas enfatizam que tanto os pais quanto as instituições governamentais e corporativas têm papéis a desempenhar na proteção dos jovens no ambiente digital.

Avaliação do conteúdo

Para garantir um consumo saudável de mídia, os pais devem avaliar a adequação do conteúdo à faixa etária e estimular o pensamento crítico nas crianças. Sinais de dependência, como irritabilidade sem acesso a telas, devem ser observados, e ajuda profissional pode ser necessária para lidar com a questão de forma efetiva.

Matéria completa em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/diretrizes-orientam-uso-consciente-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/

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