Defesa de Jair Bolsonaro Apresentará Recurso ao STF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de contestar a prisão domiciliar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes. O caso se centra na exclusão de um vídeo publicado nas redes sociais por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Argumentos da Defesa
Os advogados de Bolsonaro argumentarão que o ex-presidente agiu de boa-fé ao solicitar a remoção do vídeo, ressaltando que não tem controle sobre redes sociais de terceiros. Argumentarão também que Bolsonaro gravou o conteúdo direcionado a seus apoiadores durante um ato no dia 3, sem a intenção de que fosse replicado em redes sociais.
Críticas às Medidas Impostas
Bolsonaro alega que não descumpriu as medidas restritivas determinadas por Moraes, acusando a prisão domiciliar de ser uma tentativa de silenciá-lo e de diminuir sua influência no cenário político para as próximas eleições de 2026.
O recurso em elaboração questionará a decisão anterior de Moraes, que impôs a proibição do uso de redes sociais por Bolsonaro, mesmo através de perfis de aliados. A defesa critica o que considera “subjetividade e obscuridade” nas orientações do relator, que teriam deixado o ex-presidente em uma posição de incerteza.
Considerações de Aliados
Aliados de Bolsonaro acreditam que a decisão de Moraes visa dificultar manifestações de apoio ao ex-presidente, especialmente aquelas que incluem críticas ao Supremo e ao próprio ministro relator.
O Vídeo e a Repercussão
No vídeo que levou à prisão domiciliar, Bolsonaro é visto cumprimentando o público no ato, segurando um celular e com uma tornozeleira eletrônica visível. Além da postagem de Flávio, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez uma transmissão ao vivo com Bolsonaro durante a manifestação.
Reações no Cenário Político
Moraes classifica que houve desrespeito às medidas cautelares, afirmando que Bolsonaro teria “pré-fabricado” o material com a intenção de divulgação por aliados, já que ele mesmo se encontra proibido de usar suas redes sociais.
Nos bastidores, integrantes do núcleo bolsonarista reconhecem a dificuldade em reverter a decisão pela via jurídica e começam a explorar alternativas, incluindo uma pressão sobre o Congresso, que poderia resultar na proposta de um impeachment de Moraes e da anistia a pessoas detidas no dia 8 de janeiro.
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