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De situação de rua à sala de aula e ao trabalho formal: jovem reescreve história em Curitiba

Aos 29 anos, Welton Souza transformou sua trajetória com apoio da Prefeitura e muita determinação

Aos 29 anos, o baiano Welton Souza decidiu recomeçar a vida em Curitiba.
Depois de uma infância marcada por dificuldades e pela falta de oportunidades, ele chegou à capital há cinco meses em busca de um novo começo.
Sem ter para onde ir, viveu em situação de rua até conhecer os serviços da Fundação de Ação Social (FAS), onde encontrou acolhimento, apoio e a chance de mudar sua história.


De volta à sala de aula

Em setembro, Welton realizou um sonho antigo: aprender a ler e escrever.
Ele passou a frequentar as aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Municipal Irmãos Rebouças, no bairro Rebouças.
Com dedicação, seguiu estudando até conquistar outro objetivo importante — um emprego com carteira assinada.

“Ontem foi meu primeiro dia de trabalho e gostei muito do lugar. Eu precisava de um emprego. Como não quero parar de estudar, vou tentar me transferir para uma turma em outro horário”, conta o jovem, que ainda sonha em se tornar padre.


Primeiro emprego e nova fase

Welton começou a trabalhar nesta segunda-feira (13/10) em uma loja de uma rede de supermercados no Centro da cidade.
O encaminhamento para a vaga foi feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), que realiza intermediação de mão de obra e oferece cursos gratuitos pelo Liceu de Ofícios e Inovação, alguns ministrados dentro das próprias unidades de acolhimento.

Antes disso, o jovem chegou a trabalhar como ajudante de pedreiro, recebendo por diárias. Agora, com o emprego formal, ele já faz planos de alugar um quarto e abrir espaço para quem mais precisa.

“Quero sair da unidade para que outra pessoa possa ocupar a vaga. Todo mundo merece uma oportunidade”, afirma.


Do acolhimento à autonomia

Natural de Santa Maria da Vitória (BA), Welton teve uma infância difícil.
Aos 12 anos, começou a trabalhar nos semáforos de Goiânia (GO), vendendo doces e panos de prato para ajudar em casa.

“Se eu voltava com pouco dinheiro, apanhava e ficava de castigo, sem comer”, relembra.

Mesmo diante das dificuldades, ele nunca se envolveu com drogas ou álcool.
Ao chegar a Curitiba, passou os primeiros dias nas ruas até conhecer a Casa de Passagem Doutor Faivre, parte do Centro Intersetorial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua (FAS SOS).
A partir dali, foi encaminhado para uma unidade de acolhimento e recebeu orientação e apoio para reconstruir a própria vida.

“É muito raro encontrar um lugar que dê tanto apoio. Na rua tem muita gente boa, que só precisa de uma oportunidade para recomeçar”, diz Welton.


Rede de apoio que transforma

A história de Welton é exemplo do trabalho intersetorial desenvolvido pela Prefeitura.
O presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, destacou o impacto desse modelo de atuação:

“Quando o município oferece acolhimento, acompanhamento e acesso aos serviços — e a pessoa responde com vontade de mudar — o resultado é positivo para toda a cidade. Welton é um exemplo de superação”, afirmou.

Além da FAS, participaram da rede de apoio as secretarias municipais da Educação, Desenvolvimento Econômico e Inovação e Desenvolvimento Humano, além de projetos sociais parceiros.


Mais políticas públicas que fazem a diferença

Curitiba conta com diversos programas voltados à reinserção social e ao acolhimento de pessoas em vulnerabilidade:

  • 🍽️ Mesa Solidária – oferece refeições gratuitas em três pontos da cidade;
  • 🩺 Consultório na Rua – leva atendimento médico a pessoas em situação de rua;
  • 🏘️ Nova Morada Vida Nova – mantém 100 vagas de acolhimento e promove a reinserção social de homens e mulheres;
  • 💼 Encaminhamentos para emprego – realizados pela FAS e SMDEI, incentivando a autonomia e o trabalho formal.

Uma história que inspira

A trajetória de Welton Souza simboliza o poder da esperança, da educação e da oportunidade.
Hoje, ele representa milhares de pessoas que sonham em recomeçar — e encontram em Curitiba o apoio necessário para transformar a própria vida.

“A cidade me acolheu. Agora quero crescer, estudar e ajudar outras pessoas a acreditar que é possível mudar”, resume.

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