Curitibanos fora de Curitiba #2

Curitibanos fora de Curitiba

Curitibanos fora de Curitiba #2

Oooooolá olá olá! Como prometido, vamos começar com as histórias dos nossos leitores que também estão longe da nossa linda cidade! Logo depois do meu post – Curitibanos fora de Curitiba #1, a Suzy Lebrecht nos enviou um e-mail com sua linda história, acho que vocês vão gostar!

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“E aí galera, sou uma curitibana de 32 anos que desde 2008 saiu para descobrir o mundo. Hoje me considero uma cidadã do mundo. Já morei em Milão na Itália (a terra do Design) e Munique na Alemanha (viva a Oktoberfest), mas resolvi ir mais longe e estou aqui pra contar pra vocês da minha mais nova casa, agora no Oriente Médio, isso mesmo, em Tel Aviv, Israel. Deixa eu ver, se você não tem muito conhecimento dessa terra, deve estar pensando: “lá tem Guerra, a mulherada tem que cobrir a cabeça e os homens são aqueles judeus barbudos que usam um chapéu engraçado”. Então vou esclarecer, não é bem por aí. Guerra, a maior é a que a mídia faz. Morando aqui você nem pensa e nem ouve falar tanto nisso. Ver exército na rua é normal, afinal eles trabalham para o governo assim como você pode trabalhar em uma escola, por exemplo. Segurança é levado a sério, e me sinto extremamente segura de ir e vir a qualquer hora do dia ou da noite. A mulherada tem que cobrir a cabeça e todo o resto? Quem cobre a cabeça são as muçulmanas, embora Israel seja um estado judeu, existe sim aproximadamente 16% da população que é árabe. Pergunta agora, árabes em Israel? Nunca ouviu falar? Pois é, pois agora já sabe! Por isso, cobrir a cabeça por aqui é só pra as muçulmanas e a mulherada aqui meu amigo, sabe bem o que igualdade: vai pro exercito, trata o homem de igual pra igual. Se você é machista, passe longe das israelenses. Bom agora vamos falar dos homens de terno preto, barbudos com seus chapéus engraçados. Sim, eles existem. Mas apenas um numero pequeno deles se vestem assim e é geralmente no Shabat, que é considerado o dia de descanso deles. Isso mesmo, a gente tem o domingo aí, aqui é o Sábado e é literalmente o dia de não fazer nada. Esses religiosos sentam em banquinhos nas praças pra bater papo. É proibido usar eletricidade, por isso eles aproveitam pra relaxar e andar a pé. Mas repito, só os religiosos.

Tel Aviv é considerada a cidade que não dorme no Oriente Médio, então vamos falar do que interessa! Praias lindas, pessoas bacanas que se dispõem em ajudar, baladas intermináveis, a galera aqui curte uma festa e tudo que se tem direito. Sem falar de Jerusalém, exótica com a mistura de religiões e um Mercado onde se pode encontrar de tudo e até o túmulo de Jesus se você é um católico fervoroso. Ainda tem o Mar Morto que dá pra boiar sem sofrimento e tomar um banho de lama pra hidratar a pele. Conflito com os países vizinhos? Existe, mas desde que cheguei, não vi nem ouvi nada. Você vai a uma favela sabendo que existe risco de ser assaltado? Eu também não vou aonde é arriscado. Tem mais, os israelenses amam viajar, boa parte dos que eu conheci já estiveram no Brasil e Foz do Iguaçu é um dos seus destinos favoritos. A sim, e quanto aos busões daqui? Luxo baby, ar condicionado e Wi-Fi de grátis!!! Dá pra ir passear e facebookear ao mesmo tempo. Quer mais, bem? O sistema de transporte público aqui é feito na sua maioria de ônibus e trem. Somente em Jerusalém tem o tram, o famoso bondinho que se destaca de tanta modernidade em meio a uma cidade tão antiga.

Quando eu cheguei aqui, perguntaram se era pra deixar no meu documento sem religião, já que não sou judia, ou brasileira. Deixei brasileira, deve ser uma boa religião! E o que eu vim fazer aqui? Seguir meu coração! Acredite nos sonhos e corra atrás deles! É isso que estou fazendo desde que sai de casa! Isso aí galera, espero que gostem do texto! Viajem muito, não há nada que substitua essas experiências!

Abraços! Shabat Shalom!”

A Suzy é muuuuuito simpática e tão gente boa que até nos enviou mais algumas fotos de lá! Confiram:

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Leeeeeeeeeeeeeegal, né?!

E olha só! Além de tudo, a Suzy enviou também um vídeo contato a vida dos Brasileiros em Tel Aviv:

Muuuito obrigado por nos contar sua história, Suzy! Desejamos tudo de melhor pra você!

Você se identificou com o post? Também é um Curitibano fora de Curitiba? Tá pelo Brasil ou por aí mundo a fora? Envie-nos um e-mail pro busaocuritiba@hotmail.com e ficaremos felizes em contar sua história também!

0 Comments

  1. Legal o conceito que essa moça tem sobre o conflito árabe-israeliense…o povo da Palestina agradece pela consideração!

    1. e isso o que tem a ver? A menina só falou que parece não ter guerra só porque ela não vai nos lugares perigosos e por isso não é como falam na midia. É como se eu falasse para meus amigos (eu sou italiano) che aqui no Brasil não existe violencia porque eu nao frequento favelas.Pessoalmente nunca foi a favor de manifestações inutil mas sim quero ter cosciencia dos problemas que acontecem tbm fora da porta da minha casa.

  2. Adorei ler a sua matéria, estive no final de 2013 em Israel e achei muito bom, a questão da religião é muito forte em Jerusalém, mas apenas na cidade antiga, visitei de norte a sul do país e posso falar que é um destino mega recomendado, Israel tem igrejas, baladas e praias! Estou produzindo o meu video sobre esta viagem que em breve estará no youtube, abraço e mando um falafel para mim!

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