Curitiba Retoma Tratamento Gratuito para Gatos com Esporotricose
Em setembro, Curitiba iniciará um programa de tratamento gratuito para gatos diagnosticados com esporotricose, uma micose potencialmente grave. A iniciativa é fruto de uma emenda da vereadora Giorgia Prates e será realizada através do Hospital Veterinário da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
Retomada do Convênio
A parceria entre a PUC-PR e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, já havia sido estabelecida em 2016, mas foi suspensa durante a pandemia. Com o novo convênio, o atendimento será ampliado, embora os detalhes sobre os fluxos e requisitos para participação ainda não tenham sido divulgados. A expectativa é que o tratamento comece já no próximo mês.
A Esporotricose e Seus Riscos
A esporotricose é uma infecção causada por um fungo, transmissível de gatos para humanos e outros animais. Se não tratada, pode levar a complicações graves. O médico-veterinário Dr. Marconi Farias, especialista em dermatologia e alergologia do Hospital Veterinário da PUC-PR, apontou que o Paraná registrou, apenas em 2024, mais de 3 mil casos em gatos e 500 casos em humanos notificados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele alerta que esses números estão subestimados devido à subnotificação, principalmente em relação aos casos humanos.
Prevalência da Doença
Nos últimos anos, a falta de atendimento especializado e o aumento do abandono animal contribuíram para a propagação da doença. Em Curitiba, os bairros Campo Comprido, Cidade Industrial, Sítio Cercado, Parolin e Vila Guaíra apresentam as maiores taxas de ocorrência, com um aumento inquietante entre crianças e adolescentes.
A Importância do Convênio
A vereadora Giorgia Prates destacou a relevância desta medida, afirmando:
“Este investimento é um fortalecimento da rede de defesa e proteção animal, mas também uma ação de saúde pública, que protege famílias inteiras. Garantir o tratamento gratuito da esporotricose é salvar vidas — humanas e animais — e conter o avanço de uma doença que se espalha rápido quando não é tratada.”
Expectativas Futuras
O retorno deste convênio com a PUC-PR não só marca a retomada da colaboração entre o poder público e o meio acadêmico, como também reforça as ações de controle da espototricose, contribuindo para a implementação de políticas de prevenção e tratamento a longo prazo.
